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Braz comemora acesso com Remo e fala sobre dificuldade de trabalhar em rivais do Flamengo Foi de forma surpreendente, assim como se deu a chegada dele, que Marcos Braz deixou o Remo , em informação anunciada pelo próprio clube na tarde do último domingo, dia 25. O executivo encerrou o ciclo de trabalho que durou praticamente oito meses, que teve o acesso para à Série A como ponto alto, em meio a reformulações e algumas polêmicas no caminho. O ge relembra momentos da passagem do agora ex-dirigente pelo Leão Azul; confira: 1 de 6
Marcos Braz, executivo do Remo — Foto: Cristino Martins / OLiberal Marcos Braz, executivo do Remo — Foto: Cristino Martins / OLiberal 📲 Acesse o canal do ge Pará no WhatsApp Chegada surpresa No dia 30 de maio do ano passado, em meio a um bom início de Série B, o Remo perdeu o executivo de futebol Sérgio Papellin, que tinha sido o responsável por montar o grupo que alcançou o acesso da terceira para a segunda divisão no ano anterior. A reposição para o cargo veio logo, com um nome que não se imaginava. É bem verdade que Marcos Braz havia visitado o clube em janeiro , e também representou a equipe no sorteio da Copa do Brasil, no mês seguinte. Porém, como a experiência dele com o esporte era como vice de futebol do Flamengo, ele não era cotado para a função de executivo, até pelo fato do próprio ter negado qualquer parceria com o Leão Azul quando veio a Belém. Fato é que, em 31 de maio, Braz foi anunciado como novo executivo de futebol do Remo , com contrato até o fim da temporada de 2025. 2 de 6
Marcos Braz é o novo executivo do Remo — Foto: Remo Marcos Braz é o novo executivo do Remo — Foto: Remo Reformulação do elenco nos quatro primeiros meses Logo no começo do trabalho, Marcos Braz precisou tomar uma decisão importante: escolher o substituto do técnico Daniel Paulista, que pediu para sair pois havia recebido uma proposta do Sport. O escolhido foi o português António Oliveira. No grupo de jogadores, a mexida foi ainda maior, pois 16 foram contratados, enquanto 13 deixaram o time entre empréstimos, rescisão e vendas. Algumas das caras novas viriam a se tornar imprescindíveis para o time, casos dos uruguaios Diego Hernández e Nico Ferreira, o grego Panagiotis, o zagueiro Kayky Almeida e o atacante João Pedro, que fez os dois gols da partida do acesso remista conquistado na 38ª rodada. Mas o protagonismo desses atletas veio de uma mudança que enfrentou a resistência de Braz. 3 de 6
António Oliveira (novo técnico) ao lado do executivo Marcos Braz e do presidente Tonhão, em apresentação no Remo — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo António Oliveira (novo técnico) ao lado do executivo Marcos Braz e do presidente Tonhão, em apresentação no Remo — Foto: Samara Miranda / Ascom Remo António bancado em meio a “bronca” da torcida Escolhido por Braz para substituir o então técnico Daniel Paulista, o português António Oliveira esteve longe de ser unanimidade na chegada, e seguiu sendo questionado após os resultados pelo Remo. Ele estreou com derrota para o Paysandu, no Re-Pa da 13ª rodada da Série B. As cobranças se intensificaram após uma derrota sofrida para o Criciúma, em pleno Estádio Mangueirão, momento em que o aproveitamento dele no comando, com 41% em 12 jogos disputados. O momento conturbado em campo foi alvo do torcedor nas arquibancadas, com vaias, e nos muros da sede social, com faixas estendidas pedindo a saída de António. 4 de 6
Torcedores do Remo protestam contra permanência de António Oliveira no cargo de treinador — Foto: Reprodução / Redes Sociais Torcedores do Remo protestam contra permanência de António Oliveira no cargo de treinador — Foto: Reprodução / Redes Sociais Questionado sobre a manutenção do treinador, Marcos Braz citou a amizade com portugueses que conviveu no Flamengo, casos de Jorge Jesus e Vítor Pereira, citando que o compromisso dele era com o Remo. No fim de setembro, o executivo decidiu encerrar o trabalho de António Oliveira no Remo após uma derrota para o Atlético-GO, no Baenão. Chegada de Guto e acesso à elite A escolha de Marcos Braz e da diretoria do Remo foi pela chegada do técnico Guto Ferreira, que começou a Série B no Cuiabá, mas deixou o time mato-grossense no início do segundo turno. A melhora com o novo treinador foi imediata. 5 de 6
Tonhão comenta renovações do Remo com Guto, Marcos Braz e Pedro Rocha para 2026 — Foto: Luiz Gustavo Oliveira / ge Pará Tonhão comenta renovações do Remo com Guto, Marcos Braz e Pedro Rocha para 2026 — Foto: Luiz Gustavo Oliveira / ge Pará Na 12ª colocação, com 39 pontos, a sete do G-4, restando apenas 10 rodadas, o Remo tinha uma tarefa complicada para conquistar o acesso, mas foi aí que alguns dos contratados por Braz surgiram como protagonistas da equipe, caso de Diego Hernández, que decidiu o Re-Pa do 2º turno com um gol de falta nos acréscimos. Com o trabalho do executivo de futebol, o Leão Azul garantiu presença na Série A de 2026 na última rodada, vencendo o Goiás, selando seu retorno à elite do futebol nacional após 32 anos. Novela por renovação e saída de Guto A primeira decisão no retorno para a primeira divisão seria decidir quem seguiria ou sairia do elenco. Dentre as saídas, a de Guto Ferreira foi definida após a negociação para renovação de contrato travar. Para comandar o time, o colombiano Juan Carlos Osório foi o escolhido. Enquanto trabalhava para reforçar o time e garantir um comandante, Marcos Braz estava no fim do contrato, válido até 31 de dezembro de 2025. Porém, ele garantiu que as conversas “estavam fluindo ”, e chegou a afirmar, no início de janeiro deste ano, que a cabeça dele “estava no Remo”. Um dos pontos que inquietava o executivo eram os bastidores do clube, alguns que davam conta, inclusive, de que Braz não se dava bem com Tonhão, presidente azulino. O fato, porém, foi negado pelo dirigente em entrevista concedido no último dia 8. – Pegam para criar um desconforto entre o Tonhão e eu, mas não vão conseguir. É claro que o jogador só vem após a assinatura do presidente. Ele é o presidente do clube. Não poderia ser diferente. Executivo de futebol do Remo, Marcos Braz desmente que há um racha com o presidente Tonhão Contratações, reformulação interna e saída A passagem do executivo de futebol pelo Remo foi marcada por reformulações dentro e fora de campo. Nas dependências do Baenão, ele costumava destacar obras estruturais na tradicional casa do time, sendo as mais recentes nos vestiários e refeitórios, além do gramado. 6 de 6
Novos vestiários do Estádio Baenão, casa do Remo — Foto: Raul Martins / Remo Novos vestiários do Estádio Baenão, casa do Remo — Foto: Raul Martins / Remo E foi com o trabalho de Braz que o Remo iniciou a formação do elenco para 2026. Até o momento, são 11 nomes anunciados: Alef Manga, Carlinhos, João Lucas, Léo Andrade, Marlon, Patrick, Patrick de Paula, Pikachu, Rafael Monti, Thalisson, Zé Ricardo e Zé Wellison. Além deles, há a expectativa para o anúncio de Leonel Picco, em uma operação estimada em R$ 9 milhões, maior compra da história remista. Mesmo participando ativamente do início da temporada azulina, as informações eram de que o executivo seguia incomodado com a interferência de diretores em negociações para a temporada. Mesmo com o presidente do clube tentando intermediar a permanência, a decisão em relação a saída já tinha sido tomada. Futuro do Remo Segundo a nota oficial divulgada pelo Remo, Marcos Braz seguirá ajudando o clube em “demandas nacionais”. Indicado pelo ex-dirigente, Cadu Furtado, que atua como diretor de futebol, assumirá a função de executivo de forma interina. Em campo, o time se prepara para estrear na Série A do Brasileiro nesta quarta-feira, dia 28, contra o Vitória, às 19h, no Estádio Barradão, em Salvador.