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Análise dos Times

Motivo: Ponto de partida do roteiro; 'casa do campeão inglês' é constatação factual, sem tom favorável ou crítico

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Tour descrito como 'maior experiência de imersão'; referência afetiva a brasileiros que brilharam no gramado

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Elogio à arena ('indiscutivelmente mais moderno estádio da lista'), voltado ao estádio, não à equipe

Viés da Menção (Score: 0.1)

Motivo: Relato majoritariamente neutro; verbo 'abandonou' o Upton Park traz leve tom crítico à troca de estádio

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Estádio descrito como 'charmoso', com paisagem 'impressionante'; elogio à arena e ao cenário, não ao time

Viés da Menção (Score: 0.2)

Motivo: Menção factual à mudança do Griffin Park para o GTech em 2020, sem avaliação positiva ou negativa

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

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Conteúdo Original

Londres. Capital da Inglaterra , do Reino Unido e, por que não, do futebol europeu. Berço da Premier League , casa de 40 clubes que disputam todas as divisões nacionais do país e também de icônicos estádios que mexem com o imaginário de quem assiste a tudo isso de longe. Mas afinal, é possível conhecer tudo isso? A ESPN esteve em solo britânico para a cobertura do clássico entre Arsenal e Chelsea , no dia 6 de setembro, e aproveitou para tentar algo desafiador: visitar o máximo possível de estádios de Londres em um mesmo dia. Será que conseguimos? Só da Premier League, Arsenal, Brentford , Chelsea, Crystal Palace , Fulham e Tottenham mandam seus jogos na cidade. Somam-se a esses também Charlton, Millwall, Queens Park Rangers e West Ham , todos da segunda divisão. Eu, claro, não tinha a pretensão de conhecer todos. Mas até que a exploração rendeu frutos. O hotel em que eu estava hospedada ficava bem próximo ao Emirates Stadium. Ponto natural, claro, para iniciar minha saga. Saí à rua por volta de 9h30 - depois que a tradicional chuva londrina já tinha passado, claro - e, em 20 minutos de caminhada, estava na casa do campeão inglês. Inaugurado em 2006, o estádio do Arsenal assumiu o lugar que era do Highbury, que recebeu os jogos dos Gunners de 1913 até 2006 e ainda existe, como homenagem, por ali. A fachada da antiga casa segue inalterada, mas hoje é o endereço de um condomínio de apartamentos. Após algumas gravações com João Castelo-Branco, repórter da ESPN que me encontrou no Emirates Stadium, parti rumo ao próximo destino: o Tottenham Hotspur Stadium. Havia duas opções de caminho: caminhada de 15 minutos seguida de 18 paradas de ônibus ou dez minutos de caminhada, duas estações de metrô e 15 paradas de ônibus. Optei por andar mais - até porque era minha primeira vez em Londres e queria conhecer cada cantinho da cidade. Quarenta minutos depois, cheguei ao indiscutivelmente mais moderno estádio da lista. A arena dos Spurs tem um gramado natural retrátil, dividido em três partes, que pode ser deslocado para revelar uma superfície utilizada em outros eventos, como partidas de futebol americano. Eu imagino que uma pergunta esteja na cabeça de quem me lê agora: mas você não vai entrar nos estádios? A resposta é simples: não dá tempo! Ingressar em cada arena significa não ter tempo hábil de conhecer o maior número possível. Escolhas, fã de esporte... Mas em um deles eu fiz o tour, e você vai descobrir em qual logo mais. O terceiro estádio da lista é o mais afastado. Para este trajeto, optei por usar o metrô (duas linhas) e também 29 minutos de caminhada. Após quase uma hora, cheguei ao belíssimo London Stadium, utilizado pelo West Ham, localizado dentro do Queen Elizabeth Olympic Park e construído para os Jogos Olímpicos de 2012. Depois da competição, passou por adaptações e se tornou a casa do West Ham, que abandonou o tradicionalíssimo Upton Park. Hora de voltar à parte mais central da cidade. Após 1h10 de trajeto - 20 minutos de caminhada, duas linhas de metrô e 18 paradas -, desembarquei na fachada do Stamford Bridge, casa do Chelsea. O curioso é que o estádio é mais antigo do que o clube: foi construído em 1877 como uma arena esportiva. O Chelsea só foi fundado em 1905 e, desde então, joga neste mesmo local, em uma região valorizada de Londres. Foi aqui a maior experiência de imersão. Ao saber que havia vagas disponíveis para o próximo tour do estádio, decidi esperar os dez minutos que faltavam para a próxima turma entrar. Antes, uma passada rápida na Casa de Troféus do Chelsea, do lado de fora, e depois a visita até a beira do gramado, onde tantos brasileiros já brilharam. Próxima parada, quase um vizinho. Depois de cinco paradas no ônibus e quase 20 minutos de caminhada, cheguei ao charmoso estádio do Fulham, o Craven Cottage. O time joga neste estádio, literalmente às margens do Rio Tâmisa, desde 1896. A paisagem é impressionante e nem dá vontade de ir embora. Mas o desafio exigia uma nova descoberta. O último deslocamento foi também um dos mais demorados: levei cerca de uma hora para sair do Craven Cottage e chegar ao Gtech Community Stadium, em dois ônibus e com alguns trechos de caminhada. Saí de um dos estádios mais tradicionais de Londres para um dos mais novos. O Brentford jogou em Griffin Park, sua casa durante 116 anos, e mudou para o GTech em 2020. Ufa! Chegou ao fim a aventura dos estádios. A ideia era terminar em Wembley, um dos mais importantes da cidade e que é casa da seleção da Inglaterra, sem um time para chamar de seu. Mas o estádio receberia o show do Bon Jovi no dia em que a ESPN estava na cidade. E vocês sabem como é chegar aos estádios em dias de shows... Terminei o dia às 19h. No caminho, parei para almoçar, entrei no Centro Aquático de Londres - no Complexo Olímpico perto do London Stadium - e ainda fiz o tour do Stamford Bridge. Ao todo, foram 17 km de caminhada e mais de 30 mil passos. Saí de Londres com uma certeza: se você quiser respirar futebol na cidade, prepare-se para andar — e muito. Mas vale cada passo.