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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Maior briga do Dérbi não teve boletim de ocorrência nem pedido de desculpas Paulo Vinicius Coelho (PVC) Colunista do UOL 13/04/2026 09h03 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Paulo Nunes e Edilson entram em confronto após embaixadinhas feitas pelo jogador do Corinthians Imagem: Alex Ribeiro/Folhapress As embaixadinhas de Edílson, em 20 de junho de 1999, provocaram o término precoce da decisão do Campeonato Paulista com título do Corinthians, após empate por 2 x 2, o corte do camisa 10 corintiano da seleção brasileira que disputaria a Copa América nas semanas seguintes e a convocação de Ronaldinho Gaúcho pela primeira vez em sua carreira. A decisão acabou aos 30 minutos do segundo tempo, quando começaram as embaixadinhas que resultaram na briga generalizada. No dia seguinte, Zagallo e Felipão disseram que não cortariam Edílson e o Capetinha, apelidado dado por Roberto Avallone, afirmou à Folha de S. Paulo que não pediria desculpas. Na véspera, a pedido da Folha de S. Paulo, Edílson e Paulo Nunes posaram para fotografia públicada na primeira página do jornal. "Inimigos cordiais", dizia o texto legenda de domingo, 20 de junho. Josias de Souza Ramagem nota que caiu no conto do vigário Carlos Nobre A guinada verde da China e a pressão sobre o Brasil Milly Lacombe Atitude da diretoria do Flu pode pôr o ano a perder Aline Sordili Stanford revela alicerces frágeis da revolução da IA O mundo mudou, está claro. Em muitos pontos, para melhor, como não se aceitar mais comentários racistas nem machistas nem misóginos. A briga generalizada em campo, que persiste como se viu em Cruzeiro x Atlético, recorde de 23 expulsões, agora acontece também e até mais nos túneis, longe dos olhares das arquibancadas, com igual gravidade. Mas tem muita briga de criança. Gesto obsceno de jogador de futebol, como os André, cartão vermelho no Dérbi, de Allan, vermelho contra o Fluminense, ou de Abel Ferreira, suspensão por dois jogos contra o Flamengo, pela Copa do Brasil de 2024. Ofensa adolescente espalhada para o mundo adulto, que deveria ser exemplo para crianças que, quando brigam, encerram o caso dando o dedinho mindinho. Às vezes, dá saudade das brigas no campo de futebol da infância e pré-adolescência, aos 11, 12 anos... Criancice acabava com pedidos de desculpas, compreensão de que se cometeu um grave erro e, às vezes, dependendo da idade, dedos mindinhos trançados. No futebol brasileiro de 2026, lembranças das brigas dos tempos de criança é que ensinam a ter maturidade. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Paulo Vinicius Coelho (PVC) por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Dinheiro esquecido por brasileiros em bancos sobe a R$ 10,6 bi É o pior ou o melhor BBB de todos os tempos? O Estreito de Hormuz pode ser fechado? O que diz o direito internacional Rafael diz que elenco tentou ajudar Arboleda: 'Temos nosso limite' O temor da Faria Lima com o atraso na divulgação do balanço do BRB