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O Flamengo ficou no empate amargo em 0 a 0 com o Estudiantes nesta quinta-feira (15), em uma partida na qual a postura defensiva, principalmente nas bolas paradas, preocupou. Após o jogo de ida da semifinal da Libertadores, o técnico Leonardo Jardim comentou, em La Plata, o desempenho de sua equipe.
— Grande parte do jogo teve uma presença física muito grande nos duelos e nas bolas paradas. Nem todos do nosso elenco são efetivos nas bolas paradas, e as mudanças tinham que ser certeiras. Não podíamos perder altura. Por isso, quisemos manter a equipe organizada, e a gente manteve a estrutura sólida — disse Leonardo Jardim, após Estudiantes x Flamengo.
— Equiparamos algumas situações, mas perdemos qualidade técnica. Neste jogo, não dava para ter todos os baixinhos, que têm mais técnica. O Nico, Varela… Ganharia técnica, mas perderia duelos, jogo aéreo, e nisso o adversário é especialista. O árbitro também não deixou jogar, e é difícil jogar assim — completou, em outro trecho, criticando também a arbitragem.
Uma das escolhas do português para o jogo desta quinta-feira foi colocar Bruno Henrique no time titular, com Pedro no banco. A tentativa, entretanto, não funcionou, com o camisa 27 tendo uma atuação abaixo do esperado. O treinador detalhou sua escolha e comentou a falta de finalizações (nenhum chute no gol)
— Para jogar a Libertadores, é preciso ter agressividade, e o Bruno Henrique fez isso. O Pedro é um jogador que joga de outra forma. O Pedro, em 20 minutos hoje, teve dificuldade de ter a bola. Não é a característica dele. Optar pelo Bruno hoje não foi surpreendente, e a campanha que fazemos deve-se muito a ele — analisou.
- Com certeza não chutamos ou atacamos como prendíamos, também por mérito do Estudiantes. Como falei, muitas vezes fomos anulados com duelos e faltas, e isso matou o jogo. O árbitro foi dar um amarelo só no segundo tempo. Foi difícil jogar. Mas já sabíamos porque já jogamos aqui na fase de grupos. Foi uma luta muito grande, poucas situações de gol dos dois lados, porque é difícil jogar - admitiu.
O treinador rubro-negro não poupou críticas e admitiu que o time não jogou como ele gostaria. Entretanto, demonstrou confiança na classificação, que será definida diante de sua torcida no Maracanã.
— Não jogamos o que eu gostaria. Mas, dentro da luta que foi o jogo, foi difícil jogar. Somos uma das equipes que mais fazem gols e produzem jogadas, mas hoje não conseguimos, por méritos do adversário. O impacto físico foi muito grande. A luta vai continuar no Maracanã, vamos criar mais e queremos ser mais competentes — afirmou.
Demora para mexer na equipe
"Grande parte do jogo tinha uma presença física muito grande, nos duelos e nas bolas paradas, vocês sabem disso. No nosso elenco nem todos são tão efetivos nas bolas paradas, e com certeza as substituições tinham que ser muito cirúrgicas. Isto é, não podíamos perder a altura porque, um exemplo, se mantenho esses dois ou três jogadores no banco, tirasse jogadores referências nas bolas paradas, cada cruzamento e escanteio já era um problema, se tivéssemos mais jogadores pequenos, ainda era pior. E vocês sabem disso. Por isso optamos por manter a equipe organizada com essas valências importantes quando jogamos na Argentina. Mantivemos a estrutura sólida. Quando tiramos o Paquetá, colocando o Freitas, tivemos que baixar a estrutura. A parte do Pedro e do BH, mantivemos a estrutura para ter um jogo interior melhor e mais agressivo. O Pedro também teve dificuldade de faze ligação por dentro. Por isso equilibramos para não desmanchar o que estava planejado. Não quisemos arriscar mudar porque aqui o adversário é muito forte."
Cobrança dos jogadores
"Acredito que os jogadores no início ficaram revoltados, com três ou quatro faltas que não foram assinaladas, mas o árbitro não mudou com a nossa insatisfação ao agarrar e no contato. Muitas vezes, no um para um, o adversário nem olhava a bola, mas olhava o contato e assim é difícil de jogar. Com certeza queremos que os árbitros apitem bem. Vejo futebol em outros países e competições, que quando os jogadores vão falar com o árbitro, ele pega o cartão (e mostra). Por que a gente precisa de atitude agressiva diante do árbitro? Ele tem que analisar bem na minha opinião. E não acredito que eles sejam influenciados pelos jogadores."