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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte CBF sinaliza obstáculo no Fair Play à SAF do Vasco com enteado de Leila Rodrigo Mattos Colunista do UOL 06/02/2026 05h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia São Januário - Estádio do Vasco Imagem: Leandro Amorim/Vasco A CBF sinalizou ao Vasco que há um obstáculo no Fair Play financeiro à negociação da SAF com o enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira, Marco Lamacchia. Esse aviso foi feito em conversas informais e ainda não tem um peso de um veto. Com capital próprio, Lamacchia, que dirige o fundo Blue Star, iniciou contatos com dirigentes do Vasco para uma possível compra da SAF. Houve já encontros formais entre advogados do executivo onde foi informada de forma detalhada a situação da empresa vascaína. O negócio avançou rápido no final do ano passado, mas passou a andar de forma mais lenta em janeiro de 2026. Daniela Lima Dino dá tiro de bazuca após torta de climão no STF Mauro Cezar Vasco chega a 4 pontos nos últimos 30 na Série A Sakamoto Lula dança com MDB e Kassab para vice em 2026 Josias de Souza Lula coloca a vaga de vice-presidente no balcão Neste primeiro mês do ano, houve encontros de dirigentes da CBF com os clubes por outros motivos, arbitragem, viagem internacional para estudar liga, etc. Nestas ocasiões, membros da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol falaram com cartolas do Vasco e do Palmeiras sobre o negócio de Lamacchia na SAF. Foi lembrado que o Regulamento de Sustentabilidade Financeira veta, em seu artigo 86, que uma pessoa ou empresa tenha controle sobre mais de um clube da mesma divisão. E a proibição se estende a parentes próximos, como filho, irmão, cônjuge. Esse item já está válido em 2026. Uma análise preliminar dentro da CBF teve o entendimento que enteado se equipara a filho do ponto de vista jurídico. Ou seja, Lamacchia não poderia ser o controlador do Vasco enquanto Leila Pereira fosse presidente do Palmeiras. Repita-se: é uma análise preliminar. Não é um veto formal. A agência de Fair Play da CBF só vai analisar o caso se o negócio for concluído e o Vasco avisar sobre a troca de dono da SAF. Pela norma, se o órgão da confederação vetar o negócio, o clube teria 30 dias para resolver a situação. Dentro do Vasco, não houve paralisação das conversas com Lamacchia por causa do aviso. O entendimento é de que foi um contato ainda informal e sem um parecer formal. As negociações com Lamacchia perderam o ritmo não por causa desse alerta, mas porque as reuniões se tornaram mais esparsas. Continua após a publicidade Mas a negociação continua e o Vasco não pretende paralisá-la, pois entende que haverá uma futura análise mais aprofundada se o negócio avançar de fato. Os dirigentes vascaínos têm colocado algumas exigências para qualquer potencial comprador da SAF: 1) Assumir o compromisso da Recuperação Judicial 2) Promessa de investimento em infraestrutura de CTs para profissional e base 3) Metas esportivas com penalidade no caso de não cumprimento. Ainda não houve discussão de valores para uma possível compra do Vasco por Lamacchia. Procurada, Leila Pereira não quis comentar o caso porque só fala sobre o Palmeiras. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Trump lança site com descontos em remédios prescritos, incluindo Ozempic Crias do Terrão dão show em vitória do Corinthians sobre o Capivariano EUA dizem ter bombardeado embarcação no Pacífico Oriental; 2 morreram Vanessa da Mata baba por policial em campanha que viralizou: 'Socorro!' Corinthians faz proposta por atacante Solari, do Racing