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Doha acende o cenário da semifinal da Copa Intercontinental: Flamengo x Pyramids, hoje às 14h (horário de Brasília), no Ahmad bin Ali Stadium, em Al Rayyan, Catar . O adversário traz uma história curiosa: o Pyramids conta com Zico de carne e osso, ou melhor, com M. Zico, o atacante Mostafa Mohamed Zaki Abdelraouf, que usa o número 30. O camisa 30 já fez gol nesta Intercontinental e foi contratado em agosto do Zed FC por cerca de 631 mil euros (cerca de R$ 4 milhões). O torcedor rubro-negro percebe que o time egípcio aposta na memória para tirar o peso do Flamengo, sobretudo quando o próprio Zico destaca um vínculo simbólico com o craque brasileiro . Completa o elenco do Pyramids o volante Mahmoud Abdelaati, conhecido como Dunga, que atua com pouca minutagem (quatro partidas, 13 minutos). O grupo ainda traz o brasileiro Ewerton Silva, com passagem pelo Banik Ostrava, num mosaico de referências que relembra nomes como Keno, Carlos Eduardo (ex-Palmeiras) e Rodriguinho, além do técnico Alberto Valentim, que aparecem na narrativa histórica da ligação entre Flamengo e o clube egípcio . Do lado rubro-negro, o Flamengo já estreou no formato reformulado do Mundial de Clubes com vitória por 2 a 1 sobre o Cruz Azul, abrindo espaço para a final prevista para o dia 17 de dezembro em Al-Rayyan, com o PSG esperando o adversário . Entre bastidores, as histórias ganham força com Varela — o xodó da torcida — que, em Doha, abriu o coração ao UOL: teve momentos de dúvida sobre permanecer no Flamengo, principalmente durante o período em que Sampaoli esteve no comando (em 2023). O uruguaio fala da pressão, da alegria de ser ovacionado pela torcida na Libertadores e da influência de Filipe Luís, que o levou a jogar em igualdade com os companheiros. Entre retratos do elenco e a intensidade dos treinos, Varela brinca sobre o time com Gerson, a convivência com Arrascaeta e a paixão da torcida, lembrando que o torcedor do Flamengo é capaz de transformar o estádio em uma faixa de calor e voz .