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Futebol Sintético é única solução para sensação da Champions, mas divide opiniões Renan Liskai Do UOL, em São Paulo 11/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Aspmyra Stadium antes de jogo entre Bodo/Glimt e Inter de Milão na Champions Imagem: David Lidstrom/UEFA via Getty Images O gramado sintético, motivo de tantas polêmicas no futebol brasileiro, também se faz presente na Champions League e é utilizado na casa da grande sensação desta temporada: o Bodo/Glimt, da Noruega. Hoje, a equipe enfrenta o Sporting, às 17h (de Brasília), pelo jogo de ida das oitavas de final, como mandante. Única solução O sintético é a única solução para a casa do Bodo/Glimt por causa do clima . O Aspmyra Stadium fica na cidade de Bodo, localizada acima do Círculo Polar Ártico. O frio extremo e a ausência de sol em partes do ano praticamente impossibilita a utilização de grama natural. A solução foi apelar ao gramado artificial. Há quem goste e defenda . A direção do clube elogia o nível dos gramados sintéticos atuais — eles precisam ter o aval da Fifa para serem utilizados em competições da Uefa, como é o caso da Champions. José Fucs Por que Flávio Bolsonaro decolou no Datafolha? Aline Sordili IA encolhe porta de entrada para o mercado de trabalho Mauro Cezar SAF do Botafogo está diante de pesadelo Maria Prata Nova geração de homens ficou mais misógina Os gramados sintéticos modernos são muito bons, até porque nós já jogamos em campos de grama natural muito ruins. O sintético não é irregular nem algo assim. É bem mais limpo, mas também é rápido [...] Acho que também tem a ver com a mentalidade que você tem, porque se você vê problemas, então você vai ter problemas [lesões]. Portanto, é mais uma questão de ir lá e fazer o melhor possível com a estrutura que lhe é dada. Frode Thomassen, CEO do Bodo/Glimt, à ESPN Assista aos jogos da Champions League ao vivo na HBO Max por apenas R$ 0,99/dia no plano anual. Assine já! Classificação e jogos Liga dos Campeões Quem joga, prefere a grama natural, mas tem de aceitar as condições atuais . Capitão da equipe, o meia Patrick Berg já destacou a preferência pelo outro tipo de gramado e "lamentou" o fato de ter de atuar no artificial. Para ser honesto, a maioria dos jogadores, quando estão crescendo, costuma jogar em gramados sintéticos. Eu prefiro jogar em grama natural, mas com o nosso clima, acima do Círculo Polar Ártico, é impossível manter um gramado natural bom durante o ano todo. Infelizmente, temos de jogar no sintético, é como as coisas são. Você se adapta ou pode reclamar. Eu, como atleta, assim como outros jogadores, preferimos jogar em gramados naturais, mas não é possível para nós. Patrick Berge, à TNT Sports Publicamente, nenhum rival fez críticas ao gramado sintético da casa do Bodo/Glimt . Sintético não é a arma principal O Bodo/Glimt virou a sensação da Champions, mas começou mal em casa . Estreante na competição continental, a equipe norueguesa não venceu nenhum dos três primeiros jogos que fez no seu estádio: empatou com o Tottenham e perdeu para Monaco e Juventus. Continua após a publicidade Aspmyra Stadium antes de jogo entre Bodo/Glimt e Inter de Milão na Champions Imagem: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images A melhora de desempenho no sintético veio na hora certa . O Bodo bateu o Manchester City, na penúltima rodada da fase de liga, avançou ao mata-mata após vencer o Atlético de Madri como visitante e fez a atual vice-campeã Inter de Milão de vítima nos playoffs — venceu o duelo no Aspmyra por 3 a 1 e triunfou por 2 a 1 como visitante. Mas o campo diferente do utilizado pelos demais rivais da Champions está longe de ser a principal arma do time . Entre elas, estão a longevidade do técnico Kjetil Knutsen e o elenco praticamente todo "caseiro". Kjetil Knutsen chegou ao clube em 2018 e está no cargo desde então . Ele é o responsável principal pela montagem dos elencos que trouxeram quatro taças do Campeonato Norueguês desde então e campanhas de destaque a nível continental na Liga Europa antes do sucesso na Champions. Kasper Hogh, do Bodo/Glimt, celebra gol sobre a Inter de Milão em duelo da Champions League Imagem: Chris Brunskill/Fantasista/Getty Images Praticamente todo o plantel do Bodo/Glimt tem origem em algum país nórdico (Noruega, Dinamarca, Suécia, Islândia, Finlândia e Ilhas Faroe). Entre os jogadores desta temporada, apenas o goleiro russo Nikita Haikin nasceu fora deste pedaço da Europa. Continua após a publicidade O Bodo/Glimt sonha em se tornar a equipe norueguesa com melhor campanha na Champions . A marca pertence ao Rosenborg, time mais tradicional do país na competição, que chegou às quartas de final na temporada 1996/97 em uma configuração onde os times faziam menos jogos. 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