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O que não parecia poder piorar, piorou para o Corinthians. Nesta segunda-feira, no complemento da rodada do Brasileiro, o Grêmio fez algo raro (ganhou uma partida fora de casa) e deixou o time paulista na 18a posição no Campeonato Brasileiro. A probabilidade de rebaixamento no momento é de 66%. Antes do jogo do Tricolor Gaúcho, era de 62% de acordo com o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que faz um levantamento rodada a rodada.
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O Corinthians volta a campo sexta-feira para enfrentar o Mirassol na Neo Química Arena, palco que já foi um porto seguro para os corintianos, mas que nesta temporada deu apenas 39,58% de aproveitamento para o Timão ou, em outra medida, apenas a antepenúltima campanha como mandante. Abaixo dele, apenas Remo e Chapecoense, dois times que estão praticamente rebaixados.
Este jogo contra o Mirassol se tornou mais uma "final" sem glamour que o Alvinegro terá de enfrentar. Contra Vitória, Inter e Vasco, outras decisões, o Corinthians fracassou em todas.
Um completo desastre financeiro aliado a uma turbulência política levaram o Timão a este ponto. O time, considerando o elenco que tem, está longe de ser um dos piores do Brasiliero, mas a folha salarial se aproxima dos mais ricos.
Foi neste ambiente que o clube fez uma de suas apostas mais incompreensíveis: trazer Seedorf para comandar o time. Impossível julgar seu trabalho de apenas dois jogos até aqui, mas previsível que o desfecho deva ser ruim, considerando que é um treinador que não dirigia time algum há sete anos e que na beira do campo jamais teve trabalho de destaque.
Curiosamente, parece que a tábua de salvação do time será sua torcida, mas ela mesma tomou decisões questionáveis como a exigência de que Memphis renovasse seu contrato.
Sem a força de casa, com a torcida enfurecida e dirigentes perdidos, a missão corintiana será difícil.