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Só para assinantes Assine UOL Reportagem John detalha como voltou de lesão 2 meses mais cedo para brigar por Copa Yara Fantoni Colunista do UOL 15/05/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Dos seis goleiros na pré-lista de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo, muitos consideram que apenas o titular Alisson já tem sua vaga garantida. Com isso, Ederson, Hugo Souza, Bento, Weverton e John disputariam as duas outras vagas restantes. E o último da lista, que a essa altura poderia já ser um nome fora das opções, conseguiu um feito em sua recuperação de uma lesão no joelho, segue vivo e sonhando para estar entre os 26 convocados para o Mundial. Em janeiro, John sofreu uma pequena lesão na cartilagem do joelho esquerdo e teve que passar por cirurgia. O goleiro, que inicialmente tinha previsão de retorno para um mês, viu sua presença na Copa ameaçada após a operação, mas conseguiu se recuperar antes do tempo previso graças a sua dedicação, como contou em entrevista ao Fala Aí - Edição de Copa , programa do Canal UOL . Sakamoto Flávio tirou vaga de Tarcísio ao esconder 'irmão' Vorcaro Letícia Casado PL descarta trocar Flávio por Michelle em chapa Josias de Souza Tarcísio, Flávio e a caricatura de sinceridade José Fucs O plano eleitoreiro de Lula contra as facções 110% recuperado, graças a Deus. Todo mundo falou que iam ser seis meses, mas tratei de dia e de noite, três turnos por dia, chegava cedo no clube, e consegui voltar antes. Não foi fácil, mas consegui com a ajuda da minha família. Fui ao Brasil também, trabalhei e ao mesmo tempo vi pessoas que me ajudaram. Estou feliz em estar de volta, ainda mais agora na reta final. John tinha previsão de volta aos gramados em seis meses, mas se recuperou em quatro Imagem: Reprodução/Instagram Desde que me machuquei, fui pensando semana a semana. Quando fiz a cirurgia, o médico disse que ia ser um mês para voltar, mas depois que operei, ele disse que iam ser seis meses. Fui indo semana a semana, para não ser seis meses, que fossem quatro, três, quando eu achasse que estivesse bem para voltar. No clube, eu fazia dois turnos. Chegava de manhã cedo e emendava até a hora do almoço. Depois ficava até 17h. Voltava para casa e fazia mais um pouquinho. Não academia, parte de recuperação mesmo. John, ao Fala Aí - Edição de Copa, programa do Canal UOL Embora ainda não tenha voltado a campo desde sua recuperação, John acredita que o período sem atuar não o prejudicou com Ancelotti. As coisas aconteceram muito rápido aqui. Cheguei, fui para a seleção brasileira, fiz minha estreia na Premier League, joguei Liga Europa, aí me machuco. Em quatro meses, foi uma intensidade forte. Fiquei triste por ter machucado, mas entendo que faz parte do futebol, a gente está exposto a machucar, a ir bem, ir mal, ganhar ou perder título. John Convocação de mentira? 0:00 / 0:00 Continua após a publicidade Relacionadas Rayan revela surpresa em 1º papo com Ancelotti: 'Fala português muito bem' Danilo relembra 'atraso' em 1ª convocação e revela sonho com título da Copa Luiz Henrique explica como muda o jogo para seleção: 'Tem que ir tranquilo' O primeiro chamado de John para a seleção brasileira reservou uma história engraçada para o goleiro. Na Data Fifa de outubro do ano passado, o ex-Botafogo não foi convocado na lista inicial, mas foi acionado após uma lesão de Hugo Souza, do Corinthians. Como não teve seu nome falado na convocação de Ancelotti, John se assustou com uma mensagem em seu celular dizendo que ele tinha pouco tempo para se apresentar na Coreia do Sul. Eu estava no ônibus, a gente ia jogar contra o Newcaslte. O jogo era de manhã, umas 10h a gente estava indo. Me mandaram mensagem e eu achei que era um trote. Mandaram mensagem pedindo meu passaporte, eu não tinha o número salvo, não tinha ideia. Eu tinha visto a convocação, fiquei de fora, depois passou uns dias, perto da apresentação, e recebi uma mensagem pedindo meu passaporte. Achei que era trote ou um golpe, estava na época do golpe do pix, fiquei com medo. Mas era real. John John durante treino da seleção brasileira Imagem: Rafael Ribeiro / CBF Ao perceber que a convocação era verdadeira, o goleiro decidiu compartilhar com seus companheiros brasileiros do Nottingham — dentre eles, Igor Jesus também faria parte da delegação para os amistosos contra Coreia do Sul e Japão. O Igor Jesus estava na minha frente, os brasileiros sentavam perto. Ele estava concentrado para o jogo, eu chamei e disse que ia com ele para a Coreia. Ele não entendeu de primeira, mas depois me deu parabéns. Chegando no vestiário, eu liguei para os meus, minha esposa, meu empresário. John Continua após a publicidade 'Conexão muito boa no Botafogo' 0:00 / 0:00 Se John atualmente disputa a Premier League e ainda sonha com vaga na Copa do Mundo, muito se deve ao ano mágico que teve no Botafogo em 2024. Depois de surgir no Santos e passar por Internacional e Real Valladolid, da Espanha, foi no Glorioso onde o goleiro se firmou e elevou seu patamar. A chegada ao Fogão, inclusive, teve uma adaptação muito rápida após o clube ter se frustrado com o vice do Brasileirão em 2023. Quando eu chego, eles tinham acabado de perder um título, mas eu via no semblante de cada um que eles queriam ganhar. Quando eu cheguei, parecia que tinha perdido o título junto com eles. A energia estava de que precisavam e iam ganhar, quando eu cheguei, me senti fazendo parte. Eles tinham perdido no ano anterior, mas me senti como se tivesse perdido também. Muitas coisas se encaixaram, o Artur Jorge, os jogadores, foi dando liga e começamos a ganhar jogos. John A forte conexão do time resultou nos títulos do Brasileirão e da Libertadores de 2024. O último, aliás, era uma meta pessoal de John, mas não veio de maneira fácil. Continua após a publicidade Na final, contra o Atlético-MG, Gregore foi expulso no primeiro minuto de jogo ao acertar uma solada na cabeça de Fausto Vera. Mesmo assim, o clube carioca saiu com a taça ao vencer por 3 a 1. John comemora conquista da Libertadores com o Botafogo Imagem: Reprodução/Instagram O Gregore era meu amigaço. A gente era vizinho, morávamos um do lado do outro. Nossas filhas eram amigas. Quando acontece, eu pensei: 'Pô, cara gente boa, de grupo, não merecia'. Mas eu estava tão concentrado, que não ia perder de jeito nenhum, que ia virar um samurai, fazer alguma coisa, que a gente não ia perder. Tinha muita conexão, era muito boa. A gente se juntou ali no meio, decidimos o que ia fazer. O Artur passou as instruções para bater o tiro de meta no Igor Jesus o tempo todo. Defender fechadinho, o Almada e o Savarino de volantes. O Luiz Henrique ia descer um pouco mais para ajudar, e o Igor ia ficar sozinho lá na frente brigando com os zagueiros. Nos primeiros cinco minutos, percebemos que ia dar. Mesmo com um a menos, a gente estava conseguindo jogar, e deu certo. John Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Yara Fantoni por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cabelos grisalhos: o que realmente faz os fios perderem a cor? Perigoso? 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