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Aos 16 min do 1º tempo - gol de dentro da área de Minda do Atlético-MG contra o Mirassol Quando alguém nasce no vale de El Chota, no Equador, tem "meio caminho andado" para um dia defender a Seleção nacional. Agustín Delgado (maior artilheiro da seleção), Espinoza, Edison Mendez e Ulisses de la Cruz são alguns dos jogadores criados na região e que defenderam o país no mais alto nível. Uns dizem ser a água do rio que cruza o território. Quem bebeu dessa fonte e espera entrar nessa lista é Alan Minda , atacante do Atlético-MG convocado para a disputa da Copa do Mundo nos Estados Unidos. Mais notícias do Atlético O vilarejo tem a agricultura como uma das principais atividades da região. Mas é o futebol que aparece como a esperança das famílias para mudar de vida. Nas Copas de 2002 e 2006, metade da Seleção titular era formada por jogadores de El Chota. Convocação do Equador tem recorde de jogadores do futebol brasileiro; veja lista Vindo de uma família de jogadores — o pai e quatro irmãos, que jogaram em equipes menores — o futebol virou coisa séria desde a infância de Minda. Ele passou por todas as posições possíveis do setor ofensivo. — O futebol sempre foi algo muito importante em minha casa. Desde cedo entendi que tinha que me dedicar e, pouco a pouco, trabalhei para esse sonho virar realidade. Sempre joguei em posições ofensivas. Extremo, centroavante, me movi por todo ataque. Sou um jogador rápido, gosto de ser o desequilibrante. — Alan minda. Desde cedo, teve Cristiano Ronaldo como referência técnica. Na Copa, terá a chance de encontrar o camisa 7 de Portugal caso avance de fase. — Sempre admirei a mentalidade e a disciplina de Cristiano Ronaldo. É um exemplo para qualquer jogador. 1 de 3
Alan Minda - de azul - em sua infância no Equador. — Foto: Reprodução. Alan Minda - de azul - em sua infância no Equador. — Foto: Reprodução. Minda surgiu em um clube conhecido por revelar e exportar jogadores: o Independiente del Valle. Após disputar um mundial sub-20, chamou a atenção do mercado europeu e, em pouco tempo, acabou sendo negociado. Aos 20 anos, viveu a primeira experiência fora de casa na Bélgica. Chegou ao Brasil neste ano como a quinta maior transferência internacional da janela de janeiro . O Atlético desembolsou cerca de R$ 40 milhões pelo atacante. Tudo muito rápido e ainda recente na vida do equatoriano, que disputará a primeira Copa da carreira. — Tudo foi muito rápido e inesperado. Havia voltado do Mundial Sub-20 e surgiu o interesse do Cercle Brugge, da Bélgica. Mais tarde, descobri que o clube já me acompanhava há vários meses e vinha conversando com meu agente e com o clube. Vivi novas coisas, aprendi muito taticamente e amadureci bastante fora de casa — contou Alan Minda em entrevista ao ge . 2 de 3
Alan Minda, no Cercle Brugge. — Foto: Xavier Piron / Photonews Alan Minda, no Cercle Brugge. — Foto: Xavier Piron / Photonews O equatoriano ficou quase três anos na Bélgica. Disputou 99 jogos, marcou 14 gols e anotou 16 assistências. Período importante para ter sequência na Seleção principal e participar das eliminatórias para a Copa. No exterior, foi abraçado pelos companheiros sul-americanos, incluindo o goleiro Warleson. Brasileiro, o defensor fez a base no Athletico-PR, mas saiu cedo para tentar a carreira na Europa. É ele que nos conta como foi a chegada do equatoriano ao time. — Quando o Minda chegou à Bélgica, ele teve dificuldade no idioma. Sempre procuramos integrá-lo o mais rápido possível na cultura do país. Ele adaptou-se muito rápido. É um garoto humilde, que procura aprender sempre. Sempre tivemos uma relação próxima. Sempre procuramos se reunir, fazer churrascos, encontros. O Alan sempre foi um cara tranquilo e brincalhão. Ele tem um potencial muito grande. Eu brincava com ele que, com a qualidade dele, ele tinha que estar na Seleção. Depois de um mês, ele foi convocado pela primeira vez. — Warleson, goleiro do Cercle Brugge. O nome de Minda não vazou entre as especulações na janela. O negócio foi noticiado pelo próprio Atlético quando restava somente a assinatura - em janeiro deste ano. Pesou o desejo do jogador de estar em uma liga maior e em um mercado mais atrativo, pensando na Copa do Mundo. — O futebol brasileiro é muito competitivo, o Atlético é um clube enorme, com uma estrutura incrível. Também me influenciou o projeto que me apresentaram e a confiança da diretoria. Creio que, para muitos jogadores sul-americanos, jogar no Brasil é um sonho. É uma das ligas mais importantes do continente — disse Alan Minda sobre o motivo da transferência. Reforço do Atlético-MG, Alan Minda desembarca em BH O início não foi fácil. Com Sampaoli, o atacante demorou a ganhar oportunidades. Estreou no Mineiro diante do Pouso Alegre, ainda em busca da melhor forma. O treinador foi demitido, e Minda demorou quatro meses até ser escolhido como titular. A chance surgiu no clássico diante do Cruzeiro, pelo Brasileiro. O suficiente para desencantar, marcar o primeiro gol pelo clube e sofrer um pênalti na vitória por 3 a 1. Ao comemorar, Minda fez a inicial do seu nome e tapou um dos olhos. Uma homenagem a um filme do qual ele é fã e adaptou para o futebol. — Sou muito fã do filme "Piratas do Caribe". A celebração é um pouco por isso. Com o tempo, transformei em algo meu no futebol. Aos 11 min do 1º tempo - gol de dentro da área de Minda do Atlético-MG contra o Cruzeiro De lá para cá, Minda não saiu do time. Emplacou mais dois gols e se firmou ao lado de Cassierra no ataque. Hoje, se sente mais adaptado, mas ainda entende que tem todo um processo para se sentir mais confortável. - Estou tentando me adaptar cada vez mais. Com calma, gosto de fazer as coisas passo a passo. O Brasil é um país incrível, todos me receberam muito bem - contou o equatoriano. 3 de 3
Minda Atlético-MG x Cruzeiro — Foto: Marcos Ribolli Minda Atlético-MG x Cruzeiro — Foto: Marcos Ribolli Nas redes sociais, ganhou a fama de ser tímido por ser um jogador de poucas palavras nas entrevistas e também por conta de um episódio engraçado em sua apresentação. Ao ser perguntado se gostaria de falar, disse que não precisava e que estava bem. Para o ge , ele garantiu que o problema é só com as câmeras. — Não sou tímido. Tem a ver mais com as entrevistas, com as câmeras. Me custa um pouco falar para muita gente. No dia a dia, sou muito tranquilo, gosto de conversar, estar com o grupo. Os que me conhecem sabem que sou muito fácil de lidar. Minda realizará um sonho da família ao disputar a Copa do Mundo. Com Cristiano Ronaldo de referência, o atacante espera escrever uma história parecida com a dos conterrâneos do vilarejo de El Chota. Grupo do Equador: Alemanha, Costa do Marfim e Curaçao. — Representa tudo estar na Seleção. Representar seu país, milhões de pessoas, um sonho de tantas crianças. É uma bênção enorme ter esse privilégio. Cada vez que escuto o hino, sinto muito orgulho e uma enorme responsabilidade. + ✅ Clique aqui e siga o canal da torcida do Galo no WhatsApp! Assista: tudo sobre o Atlético no ge, na Globo e no Sportv 50 vídeos 🎧 Ouça o podcast ge Atlético 🎧