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A crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus não impediu que o treinador português recebesse avaliações positivas de veículos europeus pelo início de seu trabalho à frente da seleção. " AS " , " BBC " e " The Athletic " destacaram a resposta de Jesus à turbulência envolvendo o principal jogador português e os resultados obtidos pela equipe , que venceu as quatro partidas disputadas desde a chegada do técnico e garantiu classificação para as quartas de final da Nations League.
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A repercussão ocorre justamente após a saída de Ronaldo da concentração portuguesa, episódio que colocou treinador e atacante no centro de uma crise. Mesmo com a repercussão negativa do conflito, as análises publicadas pelos veículos estrangeiros ressaltaram a postura de Jesus e a capacidade de Portugal de manter o desempenho dentro de campo.
O AS tratou Jorge Jesus como um "vencedor incontestável" ao avaliar o início de sua passagem pela seleção. O jornal espanhol destacou que o treinador conseguiu conduzir Portugal a quatro vitórias consecutivas, com 12 pontos conquistados em 12 possíveis em um grupo considerado difícil da Liga A.
A equipe também superou a Dinamarca e a Noruega na classificação, enquanto encontrou alternativas para manter o nível ofensivo mesmo sem Ronaldo nos últimos compromissos. Foram nove gols marcados em quatro partidas, além de quatro sofridos.
O desempenho coletivo também apareceu nas análises sobre jogadores que ganharam protagonismo com Jesus . Gonçalo Ramos assumiu a condição de titular nos últimos três jogos e marcou em todos eles, além de dar uma assistência em Copenhague . João Félix também foi citado pelo desempenho apresentado, enquanto Vitinha recuperou espaço depois de uma participação abaixo do esperado na Copa do Mundo.
O cenário ajudou a sustentar a avaliação de que Jesus conseguiu fazer a equipe funcionar apesar da turbulência provocada pela saída de Ronaldo.
A BBC , por sua vez, colocou o treinador no centro da discussão sobre o futuro da seleção portuguesa. O veículo lembrou que Jesus assumiu o comando após a Copa do Mundo e já havia trabalhado com Ronaldo no Al-Nassr, mas destacou que o treinador manteve sua posição depois do episódio que culminou na saída do atacante.
A BBC também ressaltou que Jesus deixou aberta a possibilidade de Ronaldo retornar à seleção. Após a vitória portuguesa sobre a Noruega, o técnico afirmou que o atacante poderia voltar caso quisesse e que caberia ao próprio jogador decidir como pretende encerrar sua trajetória pela equipe nacional.
O The Athletic adotou uma análise ainda mais voltada à personalidade e à trajetória de Jorge Jesus. O veículo avaliou que seria injusto reduzir o legado do treinador em Portugal ao conflito com Cristiano Ronaldo e destacou seu currículo, que inclui títulos em diferentes países e a conquista da Libertadores pelo Flamengo.
A publicação também apresentou Jesus como um treinador que construiu sua carreira a partir de ideias próprias e destacou sua característica de manter forte controle sobre suas equipes. Para o veículo, essa personalidade ajuda a explicar a postura adotada pelo português durante a crise com Ronaldo.
O jornal também lembrou que Jesus conquistou títulos importantes pelo Benfica, pelo Al-Hilal e pelo Flamengo antes de assumir a seleção portuguesa. No Brasil, sua passagem pelo clube carioca em 2019 terminou com os títulos do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.
Na avaliação do The Athletic, portanto, a discussão envolvendo Ronaldo não deveria apagar o histórico do treinador. A publicação destacou justamente a capacidade de Jesus de construir equipes competitivas e de manter suas convicções mesmo diante de forte pressão externa.
A relação com Ronaldo, que havia sido positiva durante a passagem dos dois pelo Al-Nassr, acabou se transformando no principal assunto da atual Data Fifa. O atacante deixou a concentração depois de não ser utilizado contra a Noruega e após tomar conhecimento de que também não começaria a partida seguinte. Jesus, entretanto, afirmou que Ronaldo continuaria tendo as portas abertas na seleção.
– Se ele quiser, ele volta para a seleção. Podemos conversar antes da próxima convocação, mas quem vai decidir é o Cris. É ele quem deve decidir como quer encerrar sua passagem pela seleção nacional – afirmou o treinador.