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A noite no Nilton Santos tinha cara de prova de nervos: o Botafogo, pressionado pela proximidade do Z-4 e ainda à procura da primeira vitória sob Tite, recebeu a Chapecoense, lanterna, pela 31ª rodada. [ ] A resposta veio cedo. Aos sete minutos, Matheus Martins desenhou um cruzamento de trivela, e Tiquinho Soares subiu para fazer 1 a 0. O gol, primeiro dele desde o retorno ao clube, também encerrou três meses sem gols de atacantes alvinegros no Brasileirão — uma comemoração individual que desafogou uma carência coletiva. [ , , ] A vantagem, porém, não virou passeio: o Botafogo controlou boa parte da partida, mas desperdiçou chances de ampliar. Anderson segurou a Chapecoense com defesas importantes, Medina parou no goleiro e Marçal ainda acertou a trave; nas arquibancadas, a vontade de ver um placar mais folgado virou cobrança. [ , ] No apito final, o alívio falou mais alto: a vitória foi a primeira de Tite no comando e levou o Botafogo aos 39 pontos e à 12ª posição, enquanto a Chapecoense permaneceu na lanterna, com 18. Tite agradeceu o apoio da torcida e defendeu a união em torno do clube — “o Botafogo é maior que isso” —, além de celebrar Tiquinho Soares e destacar a adaptação física de Ziyech ao futebol brasileiro. [ , , ]