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Análise dos Times

Palavras-Chave

Entidades Principais

NBA LeBron James Jonathan Kuminga Minnesota Timberwolves San Antonio Spurs Philadelphia 76ers Brooklyn Nets Denver Nuggets Anthony Edwards Julius Randle Charlotte Hornets Ayo Dosunmu Rudy Gobert Naz Reid LaMelo Ball Jaden McDaniels Chris Finch

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Após duas temporadas chegando até às finais da Conferência Oeste da NBA , o Minnesota Timberwolves parou uma rodada antes nos últimos playoffs. Sentindo uma certa estagnação, a diretoria promoveu uma série de mudanças na equipe. Saíram Julius Randle, Naz Reid e Mike Conley, entraram LaMelo Ball e Jonathan Kuminga. Com um quinteto titular bem mexido, além de mudanças também na comissão do técnico Chris Finch, os Timberwolves querem voltar a brigar pela Conferência e, quem sabe, disputar um título inédito na história da franquia. Campanha: 49 vitórias e 33 derrotas Classificação: 6º lugar na Conferência Oeste Nos playoffs: eliminado pelo San Antonio Spurs na segunda rodada por 4 a 2, depois de ter vencido o Denver Nuggets por 4 a 2 na primeira rodada O que aconteceu: comandado por Anthony Edwards no ataque e uma defesa que fez o bastante para aparecer entre as dez melhores da liga, os Timberwolves apareceram em um segundo escalão de forças do Oeste, atrás de Oklahoma City Thunder e San Antonio Spurs, lutando pelo terceiro lugar. Foram altos e baixos ao longo da caminhada. A chegada de um jogador versátil como Ayo Dosunmu em fevereiro, por meio de uma troca com o Chicago Bulls, ajudou o elenco a ficar um pouco mais profundo, algo que apareceu mais nos playoffs. Mesmo depois de ter avançado em sexto lugar da conferência, o time passou na primeira rodada pelo Denver Nuggets com alguma tranquilidade. A classificação se deu mesmo sem o mando de quadra e com Edwards lesionado na parte final da série. Mas a empolgação não resistiu aos Spurs na fase seguinte. A eliminação deixou claro que ainda havia uma distância entre os Timberwolves e as maiores potências da conferência. Escolhas de Draft: Isaiah Evans (ala-armador, 33ª escolha) Quem mais chegou: LaMelo Ball (armador - Charlotte Hornets), Jonathan Kuminga (ala - Atlanta Hawks), Cody Williams (ala-armador - Utah Jazz), Antonio Reeves (ala-armador - Charlotte Hornets) e Trey Lyles (ala-pivô - Real Madrid/Espanha) Quem foi embora: Julius Randle (ala-pivô - Brooklyn Nets), Naz Reid (ala-pivô - Charlotte Hornets), Kyle Anderson (ala - Toronto Raptors), Mike Conley (armador - Boston Celtics), Julian Phillips (ala - Houston Rockets) e Joe Ingles (ala - Melbourne United/Austrália) Provável time titular: LaMelo Ball, Anthony Edwards, Jonathan Kuminga, Jaden McDaniels e Rudy Gobert Reservas: Donte DiVincenzo, Bones Hyland (armadores), Ayo Dosunmu, Terrence Shannon Jr, Isaiah Evans, Cody Williams, Antonio Reeves (alas-armadores), Jaylen Clark (ala), Trey Lyles, Enrique Freeman (ala-pivô), Joan Beringer e Rocco Zikarsky (pivôs) Técnico: Chris Finch Os Timberwolves se movimentaram bastante após a eliminação para o San Antonio Spurs nas semifinais de conferência. Uma decisão importante foi a renovação de contrato de Ayo Dosunmu, que havia chegado no meio da temporada passada e causou ótima impressão. Mas como a queda nos playoffs mostrou que o time estava a um ou dois passos do primeiro pelotão de forças do Oeste, a diretoria parece ter entendido que era necessário fazer mudanças no elenco. Em uma negociação que envolveu outros três times, os Timberwolves enviaram Julius Randle para o Brooklyn Nets e Naz Reid para o Charlotte Hornets. Em troca, receberam LaMelo Ball, armador que deve fazer uma dupla muito perigosa do ponto de vista ofensivo com Anthony Edwards, não só pelos arremessos de longa distância, mas também por ser um organizador de jogadas que pode tirar um pouco a bola das mãos de Edwards, fazendo a grande estrela da companhia atuar mais como definidor e menos como distribuidor. Isso tudo, é claro, se as lesões permitirem. Ball já sofreu bastante com elas no passado, mas na última temporada não teve problemas. É animador, claro, mas não deixa de ser uma aposta por parte dos Timberwolves. Por alguns dias, existiu em Minnesota a esperança de que LeBron James pudesse ir para lá. Não deu certo, ele optou por assinar com o Philadelphia 76ers. Assim, o jeito foi preencher uma vaga no que deverá ser o quinteto principal com outro jogador que estava disponível no mercado de agentes livres: Jonathan Kuminga, que não reassinou com o Atlanta Hawks. As pretensões de evolução competitiva da equipe passam pela capacidade de Ball e Kuminga se adaptarem a um sistema defensivo intenso e eficiente, que tem a marcação individual de Jaden McDaniels e a proteção de aro de Rudy Gobert como pontos mais fortes. Porque seria extremamente difícil imaginar os Timberwolves brigando pelo título do Oeste se a defesa der passos para trás. Diante do fato de que perdeu dois homens de garrafão na rotação, o técnico Chris Finch revelou que pretende se basear em formações mais baixas e que, muito por causa disso, vai cobrar um ritmo de jogo bastante acelerado. Ele também declarou que gostaria de ver o ataque, que foi apenas o 16º em assistências na temporada passada, trocando mais passes. Se essas mudanças darão certo ou não, só o tempo irá responder. Mas ninguém poderá acusar os Timberwolves de ficarem parados. Afinal, além das mudanças no elenco, a comissão também sofreu alterações, principalmente a partir da ida de Micah Nori, então assistente, para o Portland Trail Blazers. Novos nomes foram contratados, enquanto outros em posições menores da franquia subiram de cargo, mudando alguns dos principais conselheiros e auxiliares de Chris Finch no comando do time. "Eu sinto que sou naturalmente um ala-armador. Nunca achei que pudesse desenvolver habilidades de armador. O (Chris) Finch sempre me cobrou bastante sobre passar a bola, mas agora temos o LaMelo (Ball), então agora estou feliz." A declaração é de Anthony Edwards, que de um jeito muito sincero revelou uma limitação do seu jogo ao celebrar a chegada de LaMelo Ball. Os Timberwolves tiveram a oitava melhor defesa da liga na última temporada, com 113,5 pontos sofridos a cada 100 posses. Além disso, foram a equipe que menos sofreu bolas de três pontos em toda a competição e a segunda que mais distribuiu tocos. Com as saídas de Julius Randle, Naz Reid e Mike Conley, o sistema tende a mudar um pouco. Uma vez que terá menos pivôs no elenco, o treinador Chris Finch já declarou que tende a usar formações um pouco mais baixas que nos últimos anos, quando chegou até a jogar com três pivôs. Mas tanto os nomes remanescentes, quanto os que chegaram, são muito versáteis defensivamente. Anthony Edwards e LaMelo Ball são muito enérgicos, tanto na marcação adversária, quanto lendo os ataques para cortar linhas de passe. Jonathan Kuminga e, principalmente, Jaden McDaniels, são extremamente versáteis, podendo realizar quaisquer trocas, uma vez que marcam todas as posições. E Gobert, embora com um arsenal menos diverso, segue implacável no garrafão, ao passo que tem evoluído na marcação longe da cesta. Entre os suplentes, talvez precise encontrar uma outra maneira de defender, já que não há um grande número de bons jogadores na marcação, mas não é como se os reservas atrapalhassem o trabalho dos principais nomes. Uma das grandes possibilidades é vermos os Timberwolves utilizando cada vez a marcação pressão na quadra inteira, como Pacers e Trail Blazers fizeram nos últimos anos, forçando erros adversários para partir em contra-ataque com maior frequência, pelas características ofensivas dos titulares. Mas se pensarmos na esperança de melhorar algo que estava ruim, a presença de LaMelo Ball ao lado de Edwards tende a tirar uma grande pressão das costas do astro, que até hoje tem dificuldades de ser um grande organizador, bem como lidar com marcações dobradas ou até triplicadas dos adversários. Levando a bola ou abrindo como opção, LaMelo praticamente inviabiliza a estratégia dos oponentes, uma vez que é uma ameaça tão grande quanto Edwards ofensivamente. Em vários dos momentos mais decisivos da temporada Chris Finch utilizou uma formação com Anthony Edwards, Jaden McDaniels, Naz Reid, Julius Randle e Rudy Gobert. Extremamente alta, conseguia manter agilidade, muito por conta da capacidade defensiva e ofensiva de Reid. Sem ele e Randle, os Timberwolves perdem em altura, sem conseguirem uma reposição. Isso porque a maior aposta já estava no elenco: Joan Beringer. O francês, prestes a completar 20 anos, foi draftado na 17ª posição, mas praticamente não jogou por Minnesota, entrando em apenas 40 partidas, sempre no garbage time , quando os resultados já estão definidos. Ainda assim, é uma promessa francesa, tem bom entrosamento com Gobert e animadores 2,11m. Mas para por aí. Os demais nomes do elenco são Trey Lyles, Enrique Freeman e Rocco Zikarsky, com pouquíssima experiência na liga. A exceção é Trey Lyles, que já atuou por 10 temporadas, foi para a Euroliga, e agora retorna à NBA. Mesmo assim, nunca foi uma peça de destaque, coisa que os Timberwolves precisam para disputarem o título, ao menos da conferência. A situação se torna ainda mais arriscada pelo fato de Gobert muitas vezes não terminar na quadra nas partidas mais apertadas dos Timberwolves, já que os adversários frequentemente optam por explorá-lo no perímetro. O papel da suplência, na maioria das vezes, cabia a Naz Reid. Agora, a resposta imediata será de Beringer. Ainda que Finch mude o sistema e opte por formações mais baixas, apostando na versatilidade de Kuminga e McDaniels, pode ter problemas quando marcar jogadores mais pesados ou ainda mais altos, como Victor Wembanyama e Chet Holmgren, o que afetaria justamente a principal força da equipe: a defesa. Não há segredo por aqui. Mesmo com as mudanças no elenco, Anthony Edwards segue sendo o principal nome dos Timberwolves - e de toda a NBA. As alterações, inclusive, visam potencializar o jogo do astro, que é destaque em diversos aspectos do jogo, mas sofre em alguns outros. All-Star há quatro temporadas, e terceiro lugar nas duas últimas votações para Jogador Mais Decisivo, Edwards vem da temporada com os melhores números na carreira: 28,8 pontos (praticamente 40% de aproveitamento do perímetro), 5 rebotes, 3,7 assistências e 1,4 roubo por partida. Praticamente imparável nos arranques individuais, bem como na capacidade de criar o próprio arremesso, seja próximo à cesta, ou em média e longa distância, é o principal vetor ofensivo de uma equipe que, em comparação às que estiveram no topo das tabelas, sofre no ataque. Se parte é culpa dele, o outro lado indica que muitas vezes o time só sobreviveu pela presença de Edwards. E ele ainda é novo. Parece até estranho o fato de que ele tem apenas 25 anos. Mas como está na NBA há seis temporadas, quase sempre como o maior destaque do time, a impressão do tempo costuma nos confundir. Isso também explica a evolução do Ant-Man ao longo dos últimos anos. Para além dos números, tem se tornado um melhor passador, bem como mais versado em se livrar de marcações criadas especificamente para ele, ou até em dobras em momentos específicos no jogo. Se não foram saltos tão grandes, ao menos indicam que ele pode não ter atingido seu teto, o que é impressionante. Personagem de uma das principais trocas da temporada, LaMelo Ball, eleito Calouro do Ano em 2021, chega aos Timberwolves para formar uma parceria com Anthony Edwards, que ficou em segundo lugar na premiação. O astro de Charlotte, porém, passou os últimos seis anos de maneira bem menos glamourosa que seu novo companheiro. Sofrendo com lesões e equipes pouco capacitadas, nunca conseguiu vencer uma série de playoffs, além de passar três temporadas com menos de 50 jogos disputados. Mesmo assim, é um nome que faz sentido. Competente nos dois lados da quadra, estará em um cenário novo na carreira, em que não é o principal nome do time. Pelo que vimos na pré-temporada, está dando muito certo. Com 36% de aproveitamento ao longo da carreira do perímetro, só não foi uma ameaça ainda maior nos chutes para três pontos por ter que decidir sozinho em vários momentos pelos Hornets. O mesmo pode ser dito nos arremessos de média distância. Ainda assim, sempre que deixava a quadra, ou virava desfalque, o rendimento de suas equipes caía. Na defesa, também tem muito a acrescentar. Embora seja bem esguio, seus 2,01m são acima da média para armadores, podendo contribuir muito bem em um lugar que não precisará ser o principal defensor do time. Com passes e cestas acrobáticos, e capacidade de jogar tanto num estilo mais acelerado, quanto num mais cadenciado, de meia quadra, LaMelo chega para aliviar a pressão sobre os ombros de Edwards, mas também para a ter a sua vida facilitada por outro grande jogador. Mas para isso funcionar, precisa se manter saudável ao longo do ano. Conseguindo o efeito, o entretenimento é praticamente garantido. 4 (alto) - Anthony Edwards e LaMelo Ball são dois dos jogadores mais legais de se acompanhar e parecem animados pela oportunidade de serem companheiros. Só isso já basta para a nota aqui ser alta. E ela poderia até ser maior se esse time resolvesse mostrar um pouco mais durante a temporada regular a intensidade defensiva que costuma aparecer nos playoffs. No cenário mais otimista: as trocas funcionam, o ataque se consolida entre os cinco mais eficientes da liga, a defesa também, e os Timberwolves conseguem dar um salto para se colocar no primeiro escalão de forças do Oeste. Daria para sonhar em voltar à final de conferência, só que desta vez bem mais preparado para desafiar, e até superar, quem estiver pela frente. No cenário mais pessimista: as novas peças batem cabeça, o time sente mais falta do que poderia imaginar de Naz Reid e se vê atrás de outros concorrentes que foram aos playoffs na temporada passada. A classificação até acontece, mas só depois de passar pelo play-in. E a caminhada não passa da primeira rodada. Clique no escudo para ler. Será publicada uma análise por dia até 19/10, véspera da estreia da NBA.