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Chefe de arbitragem da CBF fala sobre critérios nas decisões dos árbitros: "Algo utópico" Durante o 1º Encontro de Executivos do Futebol, realizado nesta segunda-feira, em sua sede, a CBF apresentou o plano de ter ao menos 30 árbitros profissionais a partir do ano que vem. Esse número pode chegar a 60 até 2027, com foco, a princípio, nas Séries A e B. A apresentação foi feita pelo chefe da Comissão Nacional de Arbitragem, Rodrigo Cintra. Estão sendo usados como modelos as estruturas de países europeus, como Inglaterra, França, Itália, Alemanha, Espanha e Portugal, além do projeto da MLS, a liga dos EUA. A intenção é de implementação do Núcleo de Profissionais de Arbitragem durante a Série A de 2026, com 30 profissionais. A proposta prevê capacitação dos demais árbitros para padronização e possibilidade de ascensão. 1 de 2
Apresentação do modelo de profissionalização da arbitragem da CBF em encontro com executivos — Foto: @rafaelribeirorio / CBF Apresentação do modelo de profissionalização da arbitragem da CBF em encontro com executivos — Foto: @rafaelribeirorio / CBF O programa prevê um salário fixo, com pagamento de bônus por partida. Os contratos serão anuais, com rotina semanal de treinos. A entidade também promete acompanhamento psicológico, de nutrição e de preparação física. A profissionalização da arbitragem no Brasil é um dos principais temas do Grupo de Trabalho criado em outubro para debater propostas de melhoria. Um relatório das atividades deve ser entregue até janeiro. 2 de 2
CBF prevê grupo de árbitros profissionais durante o Brasileiro de 2026 — Foto: @rafaelribeirorio / CBF CBF prevê grupo de árbitros profissionais durante o Brasileiro de 2026 — Foto: @rafaelribeirorio / CBF Ainda não foi divulgada uma estimativa dos salários que serão pagos aos contratados. Nos modelos citados pela CBF, os valores vão de R$ 400 mil anuais (Portugal, num sistema semi-profissional) até R$ 2,5 milhões anuais (EUA). Encontro com executivos Cerca de 100 profissionais do futebol se reuniram nesta segunda-feira, na sede da CBF, no Rio, para um encontro de executivos promovido pela entidade. No evento foram debatidos temas como arbitragem, comunicação, marketing, registro de atletas e o sistema de fair play financeiro anunciado na semana passada e irá vigorar a partir de janeiro. Entre os executivos que participaram estão Fabinho Soldado, do Corinthians, Diego Cerri, do Red Bull Bragantino, Paulinho, do Mirassol, Paulo Angioni, do Fluminense, e Admar Lopes, do Vasco. O coordenador executivo geral das Seleções Masculinas, Rodrigo Caetano, o gerente Cícero Souza e o coordenador técnico Juan também participaram. Angioni foi homenageado por Cicero Souza na abertura: – Eu acredito que lá atrás a gente teve grandes baluartes na supervisão no futebol brasileiro, Isaías Tinoco, o Mário Silva. Existiu um momento também que não só a operação era importante, mas sim a tomada de decisão, a estratégia – discursou. – E com certeza o nosso saudoso Eduardo Maluf e Paulo Angioni são os grandes percussores da profissão do executivo do futebol. Nada mais justo do que a gente prestar uma homenagem a ele no dia de hoje – discursou.