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O Vasco atravessou um dia de duas arenas: a política e a esportiva. Na primeira, o Conselho Deliberativo aprovou a venda de 90% da SAF, com 175 votos favoráveis entre 204; a decisão, porém, ainda precisa passar pela Assembleia Geral. O debate esquentou: Pedrinho reagiu a uma acusação de um conselheiro, e a votação terminou sob o ruído de uma discussão que não coube nas atas. [ ] O passo adiante veio acompanhado de perguntas incômodas. Conselheiros de oposição apontaram dúvidas sobre os aportes, a participação reduzida do clube e os mecanismos de fiscalização; a Almirante Participações, por sua vez, defende os termos do acordo e afirma que o investimento previsto pode ir além do valor destinado diretamente ao futebol. Para o Vasco, a promessa de fôlego financeiro divide espaço com a cautela de quem já viu uma parceria anterior terminar em crise. [ ] Na outra arena, a disputa pelo Maracanã seguiu sem apito final. O Vasco reafirmou que quer jogar no Rio contra o Boca Juniors, e o Ministério Público recomendou a liberação do estádio; a Justiça, contudo, negou a liminar, enquanto o Flamengo contestou a atuação do órgão. Com São Januário abaixo da capacidade exigida pela Conmebol, o Nilton Santos ganhou força como alternativa — um plano B que já começa a pedir lugar no centro da conversa. [ , , , ] Paulo Henrique resumiu o sentimento da arquibancada com a conta que virou manchete: “4 mil deles e 20 mil nossos”. O lateral prefere São Januário para receber o Boca Juniors, mas reconhece que a decisão ainda está em aberto e pede cabeça fria antes da semifinal. Antes dela, vêm compromissos importantes pelo Campeonato Brasileiro: Botafogo e Remo, numa reta em que a luta para escapar do rebaixamento não dá licença para a ansiedade. [ , ]