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Análise dos Times

Palmeiras

Principal

Motivo: Reportagem celebrativa dos 6 anos de Abel e do legado vitorioso no clube, com tom nostálgico e exaltativo

Viés da Menção (Score: 0.7)

Motivo: Retrato como rival privilegiado financeiramente em citação polêmica de Abel sobre compra de jogadores prontos

Viés da Menção (Score: -0.2)

Ldu

Motivo: Papel de rival goleado na virada histórica do Palmeiras, citado apenas como oponente da 'noite mágica'

Viés da Menção (Score: -0.2)

Motivo: Citado como rival que atrapalhou o Verdão na briga pelo título, descrito como 'tropeço'

Viés da Menção (Score: -0.1)

Motivo: Menção factual à eliminação do Palmeiras na semifinal de 2023, sem juízo de valor

Viés da Menção (Score: 0.0)

Motivo: Menção factual à derrota do Palmeiras na sequência da eliminação, sem tom crítico ou elogioso

Viés da Menção (Score: 0.0)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Flamengo Libertadores Palmeiras Brasileirão Copa do Brasil Abel Ferreira Boca Juniors Allianz Parque Cruzeiro LDU Endrick Vanderlei Luxemburgo

Conteúdo Original

Abel Ferreira completa, nesta sexta-feira (30), seis anos à frente do Palmeiras . No dia 30 de outubro de 2020, o então desconhecido português era anunciado pelo Verdão como substituto de Vanderlei Luxemburgo , demitido semanas antes. Nos últimos seis anos, para além dos 11 títulos e de ter se tornado o técnico mais vitorioso da história do Palmeiras, o português marcou época com frases e lemas marcantes. O “pontapé inicial” foi o chamado “ Todos Somos Um ”, que pedia uma espécie de “união geral” no clube em meio à incerteza do futuro após sua chegada. O que aconteceu depois virou história. Além do sucesso dentro das quatro linhas, a passagem de Abel no Palmeiras rendeu diversas declarações, sejam elas positivas ou negativas, com recados diretos, indiretas, novos lemas e até pedido de desculpas à própria torcida do Verdão. Diante deste cenário, o ESPN.com.br fez uma espécie de “curadoria” das declarações do português e separou a melhor ou a mais impactante de cada ano. O impacto da chegada de Abel Ferreira ao comando do Palmeiras foi imediato. Em pouco mais de quatro meses à frente da equipe, o português liderou a equipe aos títulos da CONMEBOL Libertadores e da Copa do Brasil . O lema que conduziu o time às novas conquistas foi o “ Cabeça Fria, Coração Quente ”. A mensagem, que pedia que atletas, torcedores, comissão técnica e diretoria pensassem com mais calma antes de agir, mas que fossem intensos no trabalho, se tornou até mesmo um livro lançado pelo português, em janeiro de 2022, após conquistar, mais uma vez, a Libertadores, ao final de 2021. Duas em um mesmo ano. A frase é repetida até hoje pelo treinador, principalmente em momentos de dificuldade, nos quais ele sugere uma “reflexão” aos torcedores e que tenham mais calma antes de analisar e criticar um possível mau momento da equipe. Em meados de janeiro de 2022, Endrick estava no time sub-20 do Palmeiras e “assombrava” os rivais com atuações marcantes durante a Copa São Paulo de Futebol Júnior . O grande desempenho fez com que alguns torcedores pedissem que Abel Ferreira relacionasse o garoto, à época com apenas 15 anos, para a disputa do Mundial de Clubes da Fifa. Na ocasião, mesmo tendo utilizado a joia palmeirense no time principal no segundo semestre daquele ano, o português disse que o atacante precisava “brincar na Disney” . “O Endrick é um menino com 15 anos. Por muita qualidade, os meninos estão na final da Copinha, e quero aproveitar para felicitá-los pelos jogos que fizeram no Brasileirão (de 2021) em um nível excelente, representaram muito bem o time. Nos ajudaram, porque usamos o sub-20 para nos preparar à Libertadores. Mas, sobre o Endrick: vamos para o Mundial, e se o clube achar por bem comprar uma passagem para a Disneylândia para ele e a família é o que ele precisa”, disse o português. A temporada de 2023 foi marcada por altos e baixos no Palmeiras. Depois do título do Campeonato Paulista , a equipe sofreu forte oscilação, sendo eliminado da Copa do Brasil e distante de brigar pelo bicampeonato no Brasileirão. A pressão aumentou ainda mais quando o Verdão caiu na semifinal da Libertadores, contra o Boca Juniors , após dois empates e queda nos pênaltis, com direito a grande parte da torcida apontando os possíveis erros de escalações de Abel como fatores primordiais para a eliminação. Na partida seguinte, o português mandou a campo um time mais parecido com o qual grande parte da torcida queria ver, e o Palmeiras acabou perdendo, de virada, por 2 a 1 para o Santos , na Arena Barueri. Após a partida, o o treinador desabafou na coletiva e disse que o trabalho era “vítima do próprio sucesso”. "Essa equipe tem sido muito assediada por outros clubes, eu e os jogadores, o ano todo. Isso pesa muito. Temos alguém dentro do clube que passa todas as informações para fora, portanto, aquela blindagem que tínhamos no passado nós deixamos de ter”. “No final faremos a avaliação de quantos títulos apontamos e quantos ganhamos. Honestamente, hoje nós somos vítimas do sucesso que tivemos. Agora o treinador tem que aguentar as balas, a direção tem que aguentar as balas, os jogadores têm que aguentar as balas. Vou mudar. Temos que aguentar as críticas”. Ao longo da chamada “Era Abel Ferreira” no Palmeiras, o Flamengo despontou como o principal rival da equipe paulista na disputa pela hegemonia do futebol brasileiro e sul-americano. A disputa intensa entre os dois clubes foi tema constante nas coletivas do português e gerou declarações polêmicas por parte do técnico. No início do Brasileirão daquele ano, logo após uma derrota, em plena Arena Barueri, do Palmeiras, para o Internacional , por 1 a 0, Abel foi questionado sobre o duelo seguinte, que seria contra o Flamengo, e rendeu uma resposta bem atravessada por parte do comandante . "O que eles têm? Têm mais dinheiro do que o Palmeiras para comprar jogadores feitos. Só isso. Não sei (se o método de trabalho é parecido). Eu vou analisar o Flamengo a partir de agora, sei que tem um elenco recheado de bons jogadores, um treinador que disse que, se forem (contratados) jogadores para dar base, eles os têm lá, (deixou claro) que quer jogadores prontos. Isso foi ele quem disse, não eu", disse Abel, para completar. "Tem um treinador que vocês conhecem tão bem ou melhor do que eu com Seleção Brasileira, com títulos, com muita experiência, com muitos mais cabelos brancos do que eu, melhor do que eu. É um jogo que vamos discutir como sempre fazemos com todos os nossos rivais, como foi hoje", finalizou. A temporada de 2025 foi a única de Abel Ferreira sem títulos à frente do Palmeiras. Mas, ainda assim, rendeu momentos emocionantes ao torcedor do Verdão. O principal deles foi a virada contra a LDU , pela semifinal da Libertadores. Após perder, na ida, por 3 a 0, o Alviverde conseguiu uma classificação emocionante, no Allianz Parque, ao golear o rival por 4 a 0. No meio dos dois desafios eliminatórios, o Palmeiras teve um empate sem gols em 0 a 0 com o Cruzeiro , em São Paulo, um dos tantos resultados que atrapalharam o Verdão na briga pelo tricampeonato brasileiro. Logo após o tropeço contra a Raposa, Abel desabafou sobre o desgaste do duelo na altitude e como precisou até mesmo de remédio para dormir . "Percebi o desgaste que nós tínhamos. O que o treinador ia fazer? Jogamos com rival direto há 15 dias, jogo da Libertadores no meio e depois um rival que briga com a gente pelo título. Uma semana inteira para preparar quem vai jogar. Só preparei o jogo hoje de manhã. Quero que vocês tenham noção disso, não é certo e nem errado", afirmou. "Ontem [sábado, 25] foi recuperação, antes de ontem [sexta-feira, 24] nós chegamos aqui. Eu pedi: 'Doutor, quero algo para dormir'. Ele me deu um remédio para dormir, eu fui para o meu quarto e nem para ação de treino eu fui. Os meus auxiliares pensaram que eu tinha ido embora, não viram nem o meu carro no estacionamento. Eu simplesmente adormeci. Eu, que não corri. Imagina como os meus jogadores estavam", seguiu. "O que eu faço? Troco todos (para o jogo contra o Cruzeiro)? É um dilema... Vocês todos têm a solução mágica e eu nunca sei o que vai acontecer. Depois que as coisas acontecem eu acho piada. O futebol é mágico por isso", afirmou o treinador. Mas, foi nesta mesma resposta, que o treinador destacou que “90 minutos era muito tempo”. Mal sabia ele que havia criado o novo “mantra”, que conduziria a equipe à classificação épica para a final da Libertadores. "Sabia que seria um jogo muito duro (contra o Cruzeiro). Tentei enganar os jogadores dizendo que era tudo mental, mas é claro que não é. Agora vamos ter três dias (de descanso antes de enfrentar a LDU) e 90 minutos é muito tempo", complementou. Na goleada por 4 a 0, transmitida ao vivo nos canais ESPN , Rogerio Vaughan eternizou a grande classificação com gritos de “ 90 minutos no Allianz Parque é muito tempo ”. O confronto ficou conhecido posteriormente como “ noite mágica ”, principalmente após Abel dizer que o “futebol era mágico”. Ao longo dos últimos anos, a cada derrota ou eliminação do Palmeiras, Abel Ferreira, frequentemente, lembrava os torcedores de “desfrutarem” do momento geral do clube por estar disputando títulos frequentemente e por ter estabilidade financeira, que possibilitava a contratação de reforços de renome em meio às crises de rivais. Recentemente, em setembro deste ano, logo após a vitória por 1 a 0 contra a LDU, pelo duelo de ida das quartas de final da Libertadores, Abel usou a coletiva para se desculpar com os torcedores após ter tido para eles “desfrutarem”, logo após um empate em 0 a 0 do Verdão com o Botafogo , no Rio de Janeiro. “O que digo aos nossos torcedores é que estejam juntos. Precisamos do apoio deles. Sugiro que desfrutem. Nunca, em um espaço curto de tempo, o Palmeiras disputou tantos títulos nos últimos cinco anos", afirmou o técnico logo após o tropeço diante do Glorioso. "Eu já falei várias vezes e volto a repetir aos nossos torcedores que dizem que sou um deles: às vezes, tenho o coração à flor da pele e posso dizer aquilo que não sinto”, iniciou. “Não fui muito claro, não soube me expressar. Portanto, como eu disse, tudo o que faço é o melhor que posso, com os recursos que tenho. Respeito muito a história do Palmeiras. Não sei se já me ouviram falar: ninguém é maior que o Palmeiras. Vocês me ouviram dizer que eu amo o Palmeiras”, detalhou. Vasco (C) - 01/11, 16h (de Brasília) - Copa do Brasil Remo (C) - 05/11, 19h30 (de Brasília) - Brasileirão Vasco (F) - 08/11, 17h (de Brasília) - Copa do Brasil