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A Seleção Brasileira poderá ter a estreia de um novo goleiro nesta terça-feira (29), com Pedro Morisco ou Otávio desbancando Hugo Souza. Caso isso aconteça no segundo amistoso com a Austrália, o Brasil estará revivendo algo que aconteceu no início da Era Alisson, há 11 anos. O dono da camisa 1 da Seleção nas últimas três Copas do Mundo foi titular pela primeira vez em 2015, em um período em que a equipe nacional vivia um rodízio no gol.
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À época, o Brasil era treinado por Dunga, que em pouco mais de um ano convocou seis goleiros: Jefferson — o preferido como titular —, Diego Alves, Marcelo Grohe, Alisson, Rafael Cabral e Neto. Naquele período, apenas Rafael Cabral e Neto não chegaram a atuar.
Alisson foi titular da Seleção pela primeira vez na vitória por 3 a 1 sobre a Venezuela, pelas Eliminatórias. Na ocasião, ele havia recém completado 23 anos, um a mais do que tem Morisco, e três anos mais velho que Otávio atualmente.
— Cada clube tem 11 titulares, mas na Seleção temos 23. Quando o treinador convoca, ele confia nos 23. O Taffarel iniciou jovem na Seleção, e como ele adquiriu experiência? Jogando. Se acreditamos em um jovem (em referência a Alisson) , não importa se a idade é baixa ou elevada; o que importa é a capacidade e a qualidade dele. Todos os jogadores da Seleção têm capacidade para jogar, e o treinador precisa ter confiança para colocá-los — justificou à época Dunga.
Desde que assumiu a Seleção Brasileira, no fim de maio do ano passado, Carlo Ancelotti já chamou sete goleiros. Além dos três que estão com o grupo na Austrália, foram convocados Alisson, Ederson e Weverton, que estiveram na Copa do Mundo deste ano, e Bento.
Bento e Hugo Souza brigaram por uma vaga no Mundial até as últimas convocações, mas a instabilidade nos clubes e na própria Seleção fizeram com que eles ficassem de fora da Copa. Agora, Hugo Souza surgiu como preferido para uma possível renovação no gol do Brasil, mas mais uma vez tem início contestado. O goleiro foi criticado pela pouca reação no gol de falta da Austrália no amistoso de sexta-feira (25), e também por um lance em que ele apareceu dentro do gol numa cobrança de escanteio.
Ainda não há definição se Pedro Morisco ou Otávio terão chance de atuar nos amistosos de terça, com os australianos, ou do próximo sábado (3), com a Índia. Mas Ancelotti e o preparador de goleiros da Seleção, Taffarel, estão ao menos repetindo o início da Era Alisson. Era que, a depender do desempenho dos atuais escolhidos, pode continuar por mais este ciclo.
— Para os goleiros vale o mesmo que para todos os jogadores. É claro que o Taffarel está olhando todos os goleiros jovens que estão atuando agora, e há outros também, não só no Brasileiro, mas também na Europa (...). Alisson conhecemos muito bem, e quando chegarem as competições, a Copa América, se ele continuar sendo o melhor goleiro do Brasil, vai jogar o Alisson. Agora temos que priorizar os mais jovens — disse Ancelotti no dia da convocação.