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Coordenador das categorias de base do Palmeiras , João Paulo Sampaio é uma das caras do sucesso alviverde nos últimos anos. Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br , o dirigente exaltou a relação com Abel Ferreira, técnico da equipe principal há seis anos, e apontou o português como um 'apaixonado pela formação' de novos talentos.
Nesta sexta-feira (30), a chegada de Abel ao Verdão completou seis anos. De lá para cá, para além dos títulos e glórias dentro de campo, o clube cresceu como referência em base no Brasil.
"Primeiro, Abel é um apaixonado pela formação, ele trabalhou muito tempo ali no Sporting , e a equipe técnica dele é muito vinculada. Não à toa o sub-20 treina no CT do profissional, não é no CT lá da base, e assim, essa minutagem para os jogadores no profissional, claro, a gente conquista com o tempo, o tempo de jogo vai pela competência", abriu JP Sampaio.
"Não é à toa que Abel é o maior da história como treinador. Nossa presidente banca e sempre faz isso muito bem, facilita demais, até porque eles conhecem [a base e as promessas do clube], a gente está falando aí de jogadores que a comissão técnica do profissional já conhece, jogador de 15, 16 anos eles já acompanham, então isso facilita demais, essa comunicação e essa transição", seguiu o coordenador da base palestrina.
Segundo levantamento divulgado pelo CIES Football Observatory , cinco equipes brasileiras aparecem entre as 30 melhores bases do mundo , sendo o Verdão o mais bem avaliado.
"A gente tem quatro jogadores formados na base do Palmeiras na Seleção Brasileira [Endrick, Estêvão, Danilo Santos e Vitor Reis]. Desses quatro, três têm idade ainda de sub-20: Endrick, Estêvão e Vitor Reis, então é só consequência de um trabalho, de um profissionalismo que foi desde lá de trás, sendo apoiado a cada ano mais pela nossa presidente e pela diretoria", opinou o dirigente, para dividir mérito com Abel e seus auxiliares.
"A base forma, mas quem revela é a comissão, então você pode ter o melhor trabalho na base, mas se a comissão técnica não comprar a ideia, não adianta nada, esses frutos não vão ser bem vistos como são hoje na equipe principal", avaliou João Paulo Sampaio.
Com as vendas badaladas de Estêvão , Endrick , Allan Elias , Vitor Reis e Luis Guilherme , além de tantas outras, o Palmeiras formou a ‘geração do bilhão’, que permitiu ao clube investir em nomes pesados nas últimas temporadas, como Vitor Roque , reforço mais caro da história do clube, que chegou por 25,5 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões, à época).
"A geração do sub-20 já foi embora, então está vindo outra geração do sub-17, sub-15 e alguns outros. Já temos alguns jogadores, como Heitor, como (Erick) Belé, como Benedetti, que ainda está lá, muita gente que vai dar ainda um bom resultado, mas a gente tem que entender isso, o sub-20 do Palmeiras está na seleção principal e já foi negociado porque os jogadores foram muito bem", iniciou.
"Então não é uma questão de não ter minutagem agora, foi uma questão que aconteceu. E sobre o lado financeiro, a base, esses jogadores que vendemos proporcionaram também grandes contratações, como Andreas Pereira, como Arias, então isso é uma questão natural do clube", avaliou JP Sampaio.
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