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Só para assinantes Assine UOL Opinião Diretoria tem a maior parcela de culpa pelas lesões no São Paulo Gabriel Sá Colunista do UOL 23/05/2026 21h46 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Harry Massis Júnior, presidente do São Paulo, ao lado do executivo de futebol Rui Costa Imagem: Marcello Zambrana/AGIF O empate com o Botafogo expôs mais uma vez o principal problema do São Paulo nas últimas temporadas: as lesões. O discurso mais confortável é falar sobre azar, calendário ou intensidade do futebol moderno, mas não tem segredo: a principal responsabilidade está na diretoria. Em um time de peças limitadas, esse número de lesões tem um custo muito alto e compromete toda a temporada. No jogo deste sábado (23), o cenário foi quase uma caricatura do caos. Ainda na primeira etapa, o São Paulo precisou fazer duas alterações por problemas físicos: a saída de Luciano e posteriormente de Sabino, que aumenta ainda mais uma crise já insustentável no setor defensivo. Com a provável ausência do zagueiro nos dois compromissos antes da pausa para a Copa do Mundo, o elenco profissional passa a contar oficialmente com apenas dois zagueiros disponíveis: Alan Franco e Osório. Na coletiva, Dorival Júnior confirmou que precisará recorrer à base, promovendo Isaac e Igão ao elenco principal. Dois jovens que podem ser obrigados a entrar em partidas decisivas por necessidade, e mais uma vez porque o clube desmontou qualquer planejamento minimamente coerente ao longo da temporada. Juca Kfouri São Paulo toma golaço e cede empate ao Botafogo PVC CBF tem motivo para não adiar jogos do Brasileirão André Santana Família Bolsonaro virou problema até para a direita Paulo Camargo Minha mãe apareceu em tela e mudou uma empresa Em apenas cinco meses, o elenco do São Paulo passou por três métodos de treinamento e três responsáveis diferentes pela preparação física. O ano começou com Leandro Paz, da comissão de Hernán Crespo. Depois veio Paulo Paixão, trazido pela comissão de Roger Machado. Agora, Pedro Campos, que já integrava a comissão fixa, assume como homem de confiança de Dorival Júnior. Em um curtíssimo período, são três ideias diferentes de carga, intensidade, recuperação e metodologia de treino. O corpo do atleta responde diretamente à rotina de treinamento. Quando ela muda constantemente, aumentam os riscos musculares, a sobrecarga e o desgaste físico. O São Paulo virou um laboratório improvisado no meio da temporada, e a conta é paga em campo. Até por esses fatores levantados que soa tão desconectada da realidade a declaração de Rui Costa ao dizer que "pessoalmente, fico muito feliz" na coletiva de volta de Dorival. Um gestor que se preze não ficaria feliz em trocar o técnico mais uma vez por uma convicção equivocada no quinto mês do ano. Rui Costa deveria estar preocupado, não feliz. A diretoria criou um ambiente instável, reativo e sem qualquer continuidade de trabalho. Em mais uma temporada, vê o elenco desmontar fisicamente e trata como fatalidade. É tudo uma questão lógica de consequência das ações. O São Paulo não sofre apenas com lesões, mas sofre sim, há décadas, com uma gestão esportiva absolutamente amadora. Não tem segredo: o campo sempre paga a conta. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Gabriel Sá por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Cinco apostas acertam Lotofácil e levam prêmio de R$ 351 mil; veja números Defensoria diz ao STF que Moraes não pode julgar ação contra Eduardo Para que serve o atenolol? Veja efeitos e como tomar o remédio Caixa aumenta prêmio da Mega-Sena de 30 anos para R$ 320 milhões Grazi Massafera homenageia a filha Sofia no aniversário de 14 anos