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Análise dos Times

Motivo: O treinador demonstra carinho e importância histórica pelo Vasco, onde teve sucesso como auxiliar e técnico, mas mantém neutralidade na análise da final.

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Motivo: Cristóvão Borges lamenta trabalho curto no Corinthians, mas descarta mágoas, reconhecendo a passagem como especial e parte de sua história.

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Palavras-Chave

Entidades Principais

Vasco Corinthians Dorival Júnior Copa do Brasil Fernando Diniz Tite Tombense Cristóvão Borges Ricardo Gomes

Conteúdo Original

Cristóvão Borges cita carinho por Vasco e Corinthians: “Parte da minha história” Vasco e Corinthians decidem neste domingo quem será o campeão da Copa do Brasil no Maracanã. A quase 360km do Rio de Janeiro, longe dos holofotes, um treinador que já trabalhou nos dois clubes e esteve por alguns anos na prateleira principal do futebol brasileiro retoma a carreira profissional. Depois de dois anos longe da área técnica, Cristóvão Borges volta ao trabalho como treinador. Anunciado pelo Tombense , o profissional vai dar uma pausa no trabalhos diários para acompanhar a decisão do torneio, já que os finalistas têm lugares cativos — e diferentes — no coração dele. + Confira as notícias do Tombense 1 de 5 Cristóvão Borges passou pelos finalistas da Copa do Brasil e retoma carreira no Tombense — Foto: Victor Souza/Tombense Cristóvão Borges passou pelos finalistas da Copa do Brasil e retoma carreira no Tombense — Foto: Victor Souza/Tombense Se de um lado está o Vasco — clube pelo qual Cristóvão foi campeão da própria Copa do Brasil como auxiliar e teve bons momentos como treinador —, do outro está o Timão, onde ele substituiu o multicampeão Tite e teve pouco tempo de trabalho , mas o suficiente para considerar a passagem como especial. Em bate-papo com o ge , Cristóvão Borges relembrou momentos nos dois clubes, elogiou Fernando Diniz e Dorival Júnior, mas preferiu ficar em cima do muro para escolher um lado na final. — Toda final tem equilíbrio. Com este confronto não é diferente. Até porque são trajetórias de dificuldades e oscilações na temporada, de altos e baixos. Logicamente houve um crescimento para se chegar à final, e as equipes chegam moralizadas. São equipes fortes, que têm respaldo de grandes torcidas, muita força. Vejo equilíbrio. "Vou torcer por um bom futebol. As duas equipes fazem parte da minha história e tenho carinho pelas duas". Vasco: “Marcante na minha história” Cristóvão Borges relembra trajetória de grandes campanhas pelo Vasco A primeira oportunidade de Cristóvão Borges como técnico foi no Gigante da Colina, entre 2011 e 2012. Como auxiliar , ele já havia conquistado a Copa do Brasil naquele ano . A chance no comando técnico apareceu quando o então treinador Ricardo Gomes sofreu um Acidente Vascular Cerebral no clássico contra o Flamengo no Nilton Santos. Cristóvão se lembra com tristeza do motivo que permitiu a ele ter a chance de assumir a equipe. E lembra que o Vasco já vivia um momento difícil com relação a títulos nacionais, após rebaixamentos e campanhas ruins na década anterior. Ricardo Gomes, técnico do Vasco, deixa o campo de ambulância e chega ao hospital em 2011 — O Vasco é um ponto bem marcante na minha história esportiva, por vários motivos. Foi no Vasco que me tornei treinador. Infelizmente foi de uma maneira que nos trouxe bastante tristeza. Foi o acontecimento com o Ricardo Gomes, eu era auxiliar dele na época. Havíamos ganhado a Copa do Brasil e, assim como agora, anteriormente o Vasco vivia um hiato muito grande de conquistas nacionais — contou. A primeira passagem do comandante foi muito boa. O técnico ficou à frente do Vasco em 78 partidas, com 41 vitórias, 18 empates e 19 derrotas , com 60,2% de aproveitamento. Além de ficar na segunda colocação do Campeonato Brasileiro de 2011, a equipe com Cristóvão chegou à semifinal da Copa Sul-Americana do mesmo ano e foi vice-campeão também da Taça Guanabara e Taça Rio no ano seguinte. Confira as notícias do Vasco 2 de 5 Cristóvão Borges foi muito bem com o Vasco na primeira passagem — Foto: Carlos Gregório Jr. / Vasco Cristóvão Borges foi muito bem com o Vasco na primeira passagem — Foto: Carlos Gregório Jr. / Vasco O treinador fala com muito carinho do que viveu em São Januário. Apesar de momentos desafiadores, ele afirma que a equipe poderia até ter conquistado mais taças, se não parasse justamente na "pedra no sapato": o próprio Corinthians. “Eu vivi grandes momentos, muito marcantes. Foi uma época em que dirigi um grande time com grandes jogadores. Fizemos campanhas impressionantes. Quase fomos campeões brasileiros (2011) e quase chegamos na fase final da Libertadores (2012), quando perdemos para o Corinthians, que venceria a competição e seria campeão mundial”. Ele voltaria ao time carioca em 2017, para uma passagem mais curta, de apenas 11 jogos. Nesse intervalo, o treinador rodou e teve experiências em outros clubes importantes como Bahia , Flamengo, Fluminense, Corinthians e Athletico-PR, onde foi campeão paranaense. Corinthians: peso de substituir Tite e trabalho curto A passagem de Cristóvão Borges no Timão, em 2016, foi rápida . A derrota por 2 a 0 para o Palmeiras na Neo Química Arena colocou fim a um t rabalho de menos de três meses do comandante no Alvinegro. Muito xingado pela torcida após o revés no dérbi, o treinador foi demitido ainda no vestiário do estádio pelo presidente Roberto de Andrade. 3 de 5 Cristóvão Borges também dirigiu o Corinthians — Foto: Marcelo Braga Cristóvão Borges também dirigiu o Corinthians — Foto: Marcelo Braga O técnico deixou o Timão após 18 partidas realizadas. Foram sete vitórias, cinco empates e seis derrotas, um aproveitamento de 48,1%. Ao todo foram 23 gols pró e 20 contra no período. Cristóvão lembra que teve muitas dificuldades durante o período à frente do Alvinegro. Ele se recorda de perder jogadores importantes, como Elias e Bruno Henrique, que deixaram o Parque São Jorge. Cristóvão Borges cita peso de substituir Tite e lamenta trabalho curto no Corinthians No entanto, ele considera que a pressão de ser o substituto de Tite, ídolo e multicampeão pelo clube paulista, também teve peso considerável para que as coisas não funcionassem rapidamente. — O trabalho era bom e estávamos em um momento muito difícil, porque eu estava indo substituir o treinador da seleção brasileira. O Tite estava saindo depois de ser campeão mundial, de ganhar o Brasileiro. No último jogo dele eu estava no estádio, e foi a primeira vez que eu vi um treinador ser ovacionado como ídolo. Aquilo indicava a responsabilidade que eu ia ter — relembrou. Confira as notícias do Corinthians Apesar do pouco tempo de casa e de não ter tido sucesso no comando do Alvinegro do Parque São Jorge, Cristóvão afirma que guarda o clube no coração e que não guarda ressentimentos das pessoas que conduziam o dia a dia do Corinthians. “Mágoa? Jamais! Não cabe. Aliás, nos lugares onde eu trabalhei, com mais ou menos dificuldades, magoa eu não tenho, não guardo. — O Corinthians foi maravilhoso. Para dar certo, faltou pouco. É daquelas coisas que são do futebol, como são da vida. Tem coisas que estão no seu controle e outras não estão, independem do seu querer — completou. Elogios a Diniz e Dorival Depois de 2017, o treinador acumulou períodos longos longe dos gramados. Em 2020, Cristóvão conquistou o Campeonato Goiano pelo Atlético-GO. Em seguida, foram mais três anos sem comandar equipes, até a chegada ao Figueirense, última equipe onde trabalhou até o anúncio no Tombense . Cristóvão Borges elogia Diniz e Dorival Júnior, finalistas da Copa do Brasil Mesmo com esse período sem estar à beira do gramado, Cristóvão Borges tem acompanhado o futebol brasileiro, sobretudo as discussões que envolvem a profissão e o debate sobre treinadores nacionais e estrangeiros. De acordo com ele, apesar do trabalho da CBF Academy, que Cristóvão considera bom, a formação de treinadores brasileiros deixou a desejar com relação aos processos que existe em países como Portugal e Argentina. 4 de 5 Cristóvão Borges não poupou elogios a Dorival Júnior e Fernando Diniz — Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo Cristóvão Borges não poupou elogios a Dorival Júnior e Fernando Diniz — Foto: Ale Vianna/Eleven/Estadão Conteúdo Porém, Cristóvão considera que isso não significa que os treinadores nascidos no Brasil não tenham capacidade. O profissional elogia Fernando Diniz e Dorival Júnior e afirma que os trabalhos deles à frente dos finalistas da Copa do Brasil demonstram isso. “Isso é só para confirmar a qualidade deles (Fernando Diniz e Dorival Jr.) e do treinador brasileiro. O Diniz tem a formar de jogar muito interessante, muito criativa. Dorival tem conhecimento de futebol muito grande (...) É só você olhar os títulos conseguidos pelos dois”. Ex-jogador de clubes como Fluminense, Atlético-MG, Portuguesa, Guarani e de outras equipes do futebol nacional, Cristóvão participou em comissões técnicas como auxiliar, em trabalhos com Bangu, Sport, Vitória, Fluminense, Vasco e seleção brasileira sub-20, antes de se tornar treinador efetivo. Retorno ao futebol Cristóvão Borges é a aposta do Tombense para 2026, ano em que o time volta à quarta divisão nacional após o rebaixamento na Série C. O presidente Lane Gaviolle, sócio do empresário Eduardo Uram na Brazil Soccer e no clube, negociou com o treinador e espera uma retomada para o técnico e para a equipe mineira, uma das principais forças do interior mineiro nos últimos anos. 5 de 5 Cristóvão Borges comanda Gavi]ao Carcará em pelo menos três competições em 2026 — Foto: Victor Souza/Tombense Cristóvão Borges comanda Gavi]ao Carcará em pelo menos três competições em 2026 — Foto: Victor Souza/Tombense O Tombense de Cristóvão Borges terá três competições pela frente. A equipe disputa o Campeonato Mineiro, onde tenta mais um título do interior (são cinco no total e o status de atual vencedor da taça), a Copa do Brasil e a Série D do Campeonato Brasileiro.