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Futebol Vimos o jogo do Corinthians ao lado de Seedorf: a noite do técnico na Arena Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo (SP) 20/10/2026 05h30 Deixe seu comentário 0:00 / 0:00 Siga o UOL Esporte no Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A primeira vez de Seedorf na Neo Química Arena em um jogo do Corinthians começou com gestos discretos e poucas reações. Aos poucos, porém, o treinador entrou no clima da Fiel, até comemorar efusivamente o gol de empate e demonstrar nervosismo nos minutos finais da partida contra o Vitória. Sem poder comandar oficialmente a equipe por ainda não ter o visto de trabalho necessário , o holandês encontrou uma maneira de participar do jogo. Em vez de acompanhar o duelo das tribunas, como se esperava antes de a bola rolar, escolheu uma cadeira no setor oeste, perto dos bancos de reservas, e ficou ao lado do auxiliar Pablo López Vidal. Dali, Seedorf acompanhou os movimentos do time, fez anotações, passou orientações e participou das decisões da comissão técnica. Juca Kfouri Empate desastroso para o Corinthians em Itaquera Danilo Lavieri Corinthians avisa GreNal que também quer sofrer Letícia Casado Plano econômico de Flávio Bolsonaro não está claro Joildo Santos Quem nunca apostou em bet também paga a conta Poropópó de boas-vindas Antes mesmo de a bola rolar, Seedorf já havia tido o primeiro contato com a Fiel. O treinador acompanhou o aquecimento dos jogadores no gramado e, depois, seguiu para o setor oeste, onde 12 cadeiras foram isoladas para recebê-lo. Uma equipe de segurança também permaneceu por perto durante todo o período. Classificação e jogos Brasileirão As cadeiras que foram reservadas para Seedorf e equipe acompanharem o empate entre Corinthians e Vitória Imagem: Fábio Lázaro/UOL A proteção, no entanto, não impediu a aproximação de Valentina, de 11 anos. Torcedora do Corinthians, a menina conseguiu chegar até o holandês e participar de um dos rituais mais conhecidos da torcida: o "poropópó" antes do início da partida. Eu estava ali, aí ele chegou e começaram: 'anima, anima, poropópó, poropópó, poropópó'. Aí eu só olhei pra ele, e o segurança, ele estava, assim, com a mão. Só que eu comecei o poropópó, aí o segurança deixou e eu fiquei lá, poropópó, poropópó. E ele é muito gente boa, é educado, muito esperto. Cada lance, que não foram lances tão bons no primeiro tempo, ele falava, ele escrevia. Ele é muito bom, uma educação que fiquei muito grata. Valentina ao UOL, no intervalo da partida Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) Continua após a publicidade Primeiro tempo de observação Seedorf e o auxiliar Pablo Vidal se comunicaram o tempo todo Imagem: Anderson Romao/AGIF Durante boa parte da etapa inicial, Seedorf permaneceu em pé, apoiado em um dos vidros de proteção, enquanto conversava em espanhol com Pablo. Em alguns momentos, sentou-se para consultar a prancheta que havia levado. O auxiliar fazia o mesmo, mas para escrever em um caderno. Pablo se mostrou mais agitado do que o treinador. Gesticulou bastante e reclamou de algumas decisões da arbitragem, enquanto Seedorf manteve as reações mais discretas e concentrou a atenção no que acontecia em campo. As demonstrações mais claras de insatisfação vieram em duas jogadas perigosas do Corinthians. Em ambas ocasiões, o holandês jogou a cabeça para trás, em sinal de lamentação. Seedorf também aproveitou os momentos de ataque para indicar o que esperava dos jogadores. Com gestos, pediu mais infiltrações na área adversária, principalmente quando Vitinho estava com a bola, e sinalizou que queria mais velocidade nos cruzamentos e finalizações. Continua após a publicidade O gol do Vitória, aos 45 minutos do primeiro tempo, não provocou uma reação imediata. Pouco depois, no entanto, Seedorf aplaudiu os jogadores e ergueu as mãos para incentivá-los a buscar o empate. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) A postura de apoio se repetiu mesmo quando o time errava. Em perdas de bola, passes equivocados e chances desperdiçadas, o treinador procurava incentivar os jogadores com aplausos, em vez de demonstrar irritação. No intervalo, Seedorf deixou as cadeiras e desceu diretamente para o gramado, em direção ao banco de reservas. No caminho, ouviu de um torcedor um pedido para que "mexesse no time". O holandês não reagiu e seguiu em direção ao campo. Do aplauso à tensão Seedorf cumprimenta Valentina, pequena torcedora do Corinthians, durante jogo contra o Vitória Imagem: Anderson Romao/AGIF Continua após a publicidade A volta para o segundo tempo trouxe um Seedorf mais participativo. Aos 13 minutos, o voleio de Jesse Lingard, defendido por Lucas Arcanjo, provocou uma de suas reações mais fortes de lamentação. Sete minutos depois, o Corinthians encontrou o empate. André sofreu o pênalti, e Yuri Alberto converteu a cobrança após a arbitragem consultar o VAR e confirmar a infração. Seedorf esperou a bola entrar para comemorar. Nem mesmo a confirmação da penalidade havia provocado uma reação mais evidente do treinador, que só se soltou de fato depois do gol. Com os dois braços levantados, o holandês celebrou, abraçou Pablo López Vidal e dividiu a alegria com Valentina, que estava ao seu lado. Depois, aplaudiu os jogadores, cumprimentou a menina novamente e voltou a bater palmas. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por UOL Esporte (@uolesporte) O empate pareceu mudar o ritmo da participação de Seedorf. O treinador passou a fazer mais gestos para orientar o time e também demonstrou insatisfação com algumas decisões da arbitragem. Ainda sem poder comandar a equipe oficialmente, procurava encontrar maneiras de se fazer presente. Continua após a publicidade Nos acréscimos, a tensão ficou ainda mais evidente. O treinador bateu no vidro em sinal de nervosismo, apontou para o gramado e chegou a orientar Hugo Souza, que em vários momentos se tornou o único jogador do Corinthians na defesa. A dois minutos do fim, o holandês chegou a se preparar para descer ao gramado, mas interrompeu o movimento para acompanhar o último escanteio do Corinthians. Era o fim de uma estreia que começou com observação e terminou com o treinador envolvido em cada lance decisivo. Depois do apito final, Seedorf desceu as escadas enquanto alguns torcedores lhe desejavam boa sorte. Ele respondeu com sinais de positivo. As substituições também passaram por Seedorf A participação do holandês não ficou restrita aos gestos e às reações nas cadeiras. Seedorf também teve influência direta em todas as substituições do Corinthians contra o Vitória, mesmo sem poder comandar oficialmente o time à beira do campo. A primeira mudança aconteceu aos 22 minutos do segundo tempo, quando Kaio César entrou no lugar de Vitinho. A orientação partiu de Seedorf logo depois do gol de empate corintiano. Continua após a publicidade O treinador conversou com Pablo López Vidal, que chamou Reverson Pimentel. O preparador físico estava perto da dupla, aquecendo alguns reservas, e correu até o banco de reservas para falar com Léo Porto, auxiliar que comandava a equipe à beira do gramado. Na sequência, Kaio César foi chamado. As demais alterações seguiram o mesmo caminho. Seedorf passava as orientações a Pablo, que acionava Reverson ou o analista de desempenho Raony Tadeu. Um deles levava o recado a Léo Porto, responsável por efetivar as mudanças. Foi assim que o holandês acompanhou sua primeira partida do Corinthians na Neo Química Arena: sem a liberdade de comandar a equipe à beira do campo, mas cada vez mais envolvido no jogo. Do poropópó com uma torcedora de 11 anos à tensão dos acréscimos, Seedorf terminou a noite ainda mais próximo da Fiel. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Federação do agronegócio tenta virar votos de sem-teto para Flávio Toyota corta preços de Corolla a Yaris Cross diante da concorrência chinesa Hugo Souza revela medo de cair e não garante que fica no Corinthians 5 pizzarias escolhidas pelo público disputam o título de melhor de SP Lula admite mudança de ideia sobre redução da maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos