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Análise dos Times

Marrocos

Principal

Motivo: O artigo descreve a derrota de Marrocos como 'caótica', 'surreal' e 'decepção', focando nas polêmicas e no pênalti perdido que causou revolta e incredulidade.

Viés da Menção (Score: -0.7)

Motivo: A vitória de Senegal é apresentada como um desfecho para a 'confusão', embora o artigo detalhe a revolta dos senegaleses com a arbitragem e o quase abandono do campo.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Brasil Marrocos Walid Regragui Brahim Díaz Edouard Mendy Malick Diouf Achraf Hakimi Copa Africana de Nações Senegal Sadio Mané Pape Thiaw Ismaila Sarr Abdoulaye Seck Pape Gueye

Conteúdo Original

Senegal 1 x 0 Marrocos | Final | Copa Africana de Nações A festa estava pronta na capital Rabat. Vencer Senegal e voltar a conquistar a Copa Africana de Nações após 50 anos, diante da torcida, confirmaria o status da seleção de Marrocos como principal força do continente, papel assumido com a inédita semifinal no Mundial de 2022, no Catar. Mas, ao fim de uma partida caótica, com decisões polêmicas da arbitragem, ameaça de saída de campo da seleção de Senegal e um pênalti perdido por Brahim Díaz nos acréscimos, daqueles que ficam eternamente na memória da torcida, restou aos marroquinos um misto de revolta e incredulidade. Além da incerteza sobre o efeito que um título perdido de maneira tão surreal pode trazer para a equipe a cinco meses de estrear na Copa do Mundo, contra o Brasil, dia 13 de junho, no jogo de abertura do Grupo C , em Nova Jersey. Senegal vence Marrocos em final surrealista e conquista Copa Africana 1 de 2 Brahim Díaz após perder o pênalti que poderia dar o título africano a Marrocos — Foto: REUTERS/Siphiwe Sibeko Brahim Díaz após perder o pênalti que poderia dar o título africano a Marrocos — Foto: REUTERS/Siphiwe Sibeko Jornalista cobra demissão de Regragui O técnico Walid Regragui, por exemplo, exaltado há quatro anos pela campanha no Mundial do Catar, descobriu rapidamente o tamanho da decepção: na entrevista coletiva, um jornalista marroquino perguntou se ele iria entregar o cargo nesta segunda-feira. Ainda que se desconte o sangue quente que um jogo completamente fora dos padrões possa ter deixado na imprensa local, a pergunta - que ficou sem resposta do treinador - não deverá ser esquecida facilmente. - Estamos verdadeiramente desapontados por todos os torcedores marroquinos. Quando se tem um pênalti no último minuto, a vitória parece estar muito perto. É uma pena - lamentou Regragui, tentando olhar para a frente com alguma esperança. - Parabéns para Senegal. Nós continuaremos trabalhando. Marrocos voltará mais forte. Artilheiro, Brahim chora na premiação Protagonista da desgraça marroquina, o atacante Brahim Díaz, do Real Madrid, vinha fazendo a Copa Africana dos sonhos. O jogador de 26 anos, nascido em Málaga, abdicou de jogar pela Espanha em 2024 para defender o país do seu pai. Um camisa 10 habilidoso para tornar a boa seleção do Marrocos ainda mais forte do que na Copa do Catar. Brahim Díaz foi o artilheiro da Copa Africana, com cinco gols, um em cada partida, da estreia às quartas de final. O gol que marcará sua participação no torneio, no entanto, será o que ele não fez, no pênalti mal batido que valeria o título para Marrocos. Brahim sequer terminou a partida. Levou uma bronca pública de Walid Regragui tão logo terminou o tempo normal. Foi substituído aos oito minutos da prorrogação. E recebeu seu troféu de artilheiro chorando no palco armado para a celebração que os anfitriões não conseguiram realizar. Quatro lances capitais Dos 120 minutos oficiais disputados na decisão deste domingo, o que ficará para a história serão o quatro lances capitais, além dos quase 15 minutos de indecisão sobre a permanência dos senegaleses em campo. O primeiro ato da confusão foi o gol anulado de Senegal, já aos 47 minutos do segundo tempo. O arbitro viu falta de Abdoulaye Seck em Achraf Hakimi, antes do cabeceio do senegalês, e como a marcação aconteceu imediatamente após o contato, o gol marcado por Ismaila Sarr no rebote sequer pôde ser revisado pelo VAR. Aos 50 minutos, o lance que deu início ao caos. Brahim Díaz reclamou com veemência de um puxão de Malick Diouf após o escanteio. O árbitro nada marcou, mas foi chamado pelo VAR para rever o lance, e deu pênalti para os donos da casa. Revoltados com o gol anulado e o pênalti marcado em uma disputa por espaço que dá margem a interpretação, a maioria dos jogadores senegaleses, seguindo ordem do técnico Pape Thiaw, abandonou o campo e seguiu para o vestiário. Capitão da seleção, o experiente camisa 10 Sadio Mané permaneceu no gramado e, com sensatez elogiável diante de tamanha confusão, chamou a equipe de volta. 2 de 2 Senegal deixa o gramado no meio da final da Copa Africana — Foto: Reuters Senegal deixa o gramado no meio da final da Copa Africana — Foto: Reuters Cavadinha ou recuo? O terceiro ato é o que mudou a história da seleção marroquina na Copa Africana preparada para a sua consagração. Brahim Díaz, que tinha sofrido o pênalti, cobrou com uma cavadinha tão inofensiva que pareceu mais um recuo para o goleiro Edouard Mendy, a ponto de gerar até dúvidas se não teria sido mesmo um recuo proposital devido à polêmica marcação - as reações entre desesperadas e incrédulas do próprio atacante do Real Madrid, de seus colegas e do técnico Walid Regragui deixaram claro que Brahim tinha mesmo como meta fazer o que seria o gol do título. O tempo normal terminou, e com apenas quatro minutos de prorrogação veio o capítulo final: com um bonito chute da entrada da área, Pape Gueye fez o gol do título de Senegal. A seleção que se revoltou com a arbitragem e quase abandonou a decisão terminou consagrada com o segundo título continental da sua história. Para os marroquinos, os próximos dias - ou meses - serão dedicados a tentar cicatrizar as feridas de uma das decisões mais surreais do futebol mundial.