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Na Vila Belmiro, o Palmeiras saiu de um clássico que ofereceu suspense, mas nenhum gol: 0 a 0 com o Santos. Diógenes barrou as tentativas alviverdes, inclusive a chance cara a cara de Vitor Roque, enquanto Arthur evitou um gol santista em cima da linha — retrato de uma noite em que goleiros e defesas tiveram a última palavra. [ ] Depois do apito, Abel Ferreira deslocou o foco do placar para o gramado da Vila Belmiro, que chamou de lamentável e inadequado, cobrando fiscalização e mais compromisso dos clubes com a estrutura do futebol brasileiro. Cuca discordou: para o treinador santista, o campo não fez diferença no resultado. O empate, portanto, deixou também um duelo de versões na entrevista coletiva. [ ] [ ] Nem a arbitragem escapou do debate: a possível mão de Giay virou polêmica, com ex-árbitros divididos sobre se o toque foi no ombro ou no braço. Um lance, duas leituras — e mais combustível para a conversa que costuma continuar muito depois do apito. [ ] Na tabela, o empate levou o Palmeiras a 70 pontos, mas o Flamengo venceu o Vasco por 4 a 1 e chegou a 73, ampliando a pressão na reta final do Brasileirão. O título segue no horizonte, embora o caminho agora exija não apenas bons resultados alviverdes, mas também tropeços do rival. [ ] Houve, porém, festa palmeirense longe do clássico: na Messi Cup, a equipe sub-16 venceu o Benfica por 6 a 3 e avançou à semifinal. Entre o zero a zero dos profissionais e a chuva de gols dos jovens, a base ofereceu uma nota luminosa para o dia. [ ] Também ganhou forma o horizonte continental: a Conmebol rejeitou o protesto do Flamengo sobre Marcos Rojo, mantendo o Estudiantes na final da Libertadores contra o Palmeiras, embora ainda exista possibilidade de recurso. E, no capítulo histórico, o Porco completou 40 anos como mascote abraçado pela torcida — símbolo de uma identidade que atravessa gerações, mesmo num dia em que a bola não quis entrar. [ ] [ ]