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Análise dos Times

Santos

Principal

Motivo: Tom celebratório: acordo tratado como vitória histórica, valor bem abaixo do mercado e fim da ameaça de leilão, sem contrapontos críticos.

Viés da Menção (Score: 0.6)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Santos Lula Marcelo Teixeira Palácio do Planalto Governo Federal CT Rei Pelé Pepe Clodoaldo Serginho Chulapa

Conteúdo Original

O Santos renovou, nesta quinta-feira (1°), a concessão do CT Rei Pelé por 20 anos, com renovação automática por mais 20, em reunião que contou com a presença do presidente Lula, além do presidente do Peixe, Marcelo Texeira, e dos ídolos e ex-jogadores Pepe, Clodoaldo e Serginho Chulapa, no Palácio do Planalto, em Brasília. ➡️ Santos lança camisa especial de Outubro Rosa; veja imagens e preços Após quase uma década de problemas, agravados pela ameaça de ter o terreno onde está localizado o CT Rei Pelé leiloado — a data chegou a ser marcada —, a diretoria do Santos entrou em acordo com a União para estabelecer um novo período de concessão da área. O acordo também prevê o parcelamento em 120 meses do valor acumulado referente à utilização do imóvel entre 2017 e 2026. — Trata-se de um dia histórico. Estávamos com uma insegurança muito grande desde 2017 em relação ao prosseguimento do grande trabalho social e de revelação de meninos e meninas que o Santos faz há tanto tempo no CT Rei Pelé. Sem dúvida alguma, essa é uma das maiores vitórias que tivemos nos últimos anos. Só quem acompanhou de perto sabe as dificuldades que enfrentamos para manter nosso centro de treinamento. A tranquilidade de mantermos o CT Rei Pelé com nosso clube não tem preço — afirmou o presidente Marcelo Teixeira. ➡️ Tudo sobre o Peixe agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Santos O Lance! apurou que a avaliação interna do clube é de que o acordo firmado com o Governo Federal representa, principalmente, a garantia de permanência do clube no CT Rei Pelé em uma área que despertava forte interesse do mercado imobiliário e, desde que a atual gestão assumiu o Santos, recebeu a informação de que o terreno poderia ser levado a leilão. Esse cenário era considerado especialmente preocupante pelo Santos porque, em caso de leilão, o vencedor teria de pagar o valor do terreno à vista. Na prática, o entendimento dentro do clube era de que seria praticamente impossível competir financeiramente com uma proposta dessa magnitude. O risco, portanto, era o Santos perder a área e ficar sem o CT Rei Pelé. Por isso, internamente, um dos principais resultados da negociação é justamente o fato de o leilão não ter avançado e de o clube ter conseguido construir uma solução diretamente com o Governo Federal para permanecer no local. Outro ponto considerado favorável é o valor mensal acertado para a utilização da área: cerca de R$ 145 mil. De acordo com estudos e levantamentos feitos durante a negociação, o valor de mercado para a locação de um terreno semelhante naquela região ficaria na casa dos R$400 mil mensais. E essa estimativa considera principalmente a área, sem necessariamente incorporar toda a estrutura já existente no CT, que conta, por exemplo, com hotel e outros equipamentos utilizados diariamente pelo futebol profissional. Na avaliação do clube, portanto, o valor acertado ficou significativamente abaixo do que seria necessário desembolsar para manter uma estrutura equivalente no mercado.