Representantes de clubes brasileiros de futebol defenderam, em audiência pública no STF, o retorno das casas de apostas, proibidas por Medida Provisória publicada em setembro. Os clubes alegam perdas de receitas e insegurança jurídica em contratos de patrocínio, enquanto o Governo Federal sustenta a validade da medida, citando o aumento do endividamento das famílias e os casos de ludopatia. A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ação que questiona a validade da MP.
Clubes de futebol e casas de apostas (bets) negociam um acordo com o governo federal para a volta das apostas esportivas e a preservação dos contratos de patrocínio, enquanto tramita no STF ação contra a MP que proíbe as apostas. O ministro Luiz Fux marcou audiência pública para 3 de novembro entre bets, clubes e governo. O setor representa entre 15% e 25% da receita do futebol, mas o presidente Lula defendeu a medida por questões de saúde pública.
O artigo detalha as propostas do Programa de Governo de Lula, reeleito presidente, para o setor esportivo no próximo mandato de quatro anos. Destacam-se a ampliação do Bolsa Atleta, a criação da Universidade Federal do Esporte, a expansão do Arenas Brasil e os preparativos para a Copa do Mundo Feminina de 2027. O texto apresenta compromissos do Governo Federal com o alto rendimento, a inclusão social e a democratização do acesso ao esporte.
O ministro Guilherme Boulos se reuniu com lideranças de mais de 30 torcidas organizadas e da Anatorg para discutir demandas dos torcedores, apresentadas em documento oficial. Entre as principais pautas está a alteração do artigo 178 da Lei Geral do Esporte, para individualizar punições por infrações cometidas por torcedores. O documento também propõe medidas de combate à violência contra a mulher, ao racismo e a criação do Dia Nacional das Torcidas Organizadas.
A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar que permite à casa de apostas Stake voltar a funcionar até 25 de outubro. É a primeira decisão judicial que derruba parcialmente os efeitos da Medida Provisória do governo federal que proíbe apostas esportivas. A decisão foi parcial, pois a juíza não atendeu ao pedido da empresa para funcionar até 2029, prazo de sua licença.
São Paulo, Corinthians e Atlético-MG mantiveram patrocínios de casas de apostas em seus uniformes mesmo após a proibição das bets anunciada pelo Governo Federal, aproveitando o período de adaptação da MP 1.394/2026. O Santos seguiu caminho oposto e antecipou a retirada da marca Novibet. Dirigentes de Flamengo e Fluminense criticaram a medida, que estabelece prazo até o dia 5 para retirada das publicidades.
O Vila Nova anunciou um novo patrocinador master com a montadora chinesa BYD, que estampará sua marca na parte principal da camisa até o fim da temporada. Segundo a diretoria, é o maior acordo de patrocínio da história do clube, embora os valores não tenham sido divulgados. A BYD substitui uma empresa de apostas que saiu após a proibição das bets no Brasil.
O Santos anunciou acordo de concessão para utilizar o CT Rei Pelé por mais 20 anos, com aluguel mensal de cerca de R$ 145 mil, encerrando o risco de leilão do terreno. Durante as tratativas, o clube descobriu que uma incorporadora poderia oferecer até R$ 200 milhões pela área. A negociação com o Governo Federal, assinada no Planalto, garantiu a permanência do clube com valor bem abaixo do preço de mercado.
O Santos firmou acordo com o Governo Federal para regularizar a ocupação do terreno do CT Rei Pelé, garantindo concessão de 20 anos prorrogáveis por mais 20. O clube pagará R$ 145 mil mensais à União, com reajuste pelo IPCA, e quitará dívida de aproximadamente R$ 23 milhões em 120 meses. A assinatura ocorreu em Brasília com presença do presidente Lula e de uma comitiva santista liderada por Marcelo Teixeira.
A Medida Provisória do Governo Federal sobre casas de apostas forçou a retirada de publicidade e marcas do setor do futebol brasileiro. A CBF já removeu a identificação da Betano, detentora dos naming rights, das comunicações oficiais do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A medida também impacta os clubes, já que 14 dos 20 times da Série A possuem empresas de apostas como patrocinadoras máster.
O Santos renovou a concessão do CT Rei Pelé por 20 anos, com renovação automática por mais 20, em acordo firmado com o Governo Federal em reunião no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula. A negociação encerra quase uma década de insegurança, evita o leilão do terreno e prevê o parcelamento em 120 meses dos valores devidos entre 2017 e 2026. O clube avalia o resultado como histórico, já que o valor mensal acertado (R$ 145 mil) ficou bem abaixo do estimado de mercado (R$ 400 mil).
O Santos assinou, em cerimônia no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula, o acordo de concessão onerosa do terreno do CT Rei Pelé, garantindo a permanência do clube no local por 20 anos com renovação automática por mais 20. O acordo encerra uma disputa judicial iniciada em 2017 e cancela o leilão da área pertencente à União. O Santos pagará R$ 145,1 mil mensais, totalizando R$ 69,7 milhões no período.
Uma Medida Provisória do Governo Federal determinou a suspensão das atividades das casas de apostas no Brasil, afetando diretamente os contratos de naming rights do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A CBF já retirou a marca da Betano, detentora dos naming rights, dos perfis oficiais das competições nas redes sociais. Na Série A, 14 dos 20 clubes têm empresas de apostas como patrocinadoras máster e também precisam se adaptar à nova regra.
O Atlético Goianiense divulgou nota oficial para esclarecer que as declarações do presidente Adson Batista contra a proibição das bets no Brasil refletem posição pessoal e não a visão institucional do clube. Na nota, o clube reafirma ser contra a ilegalidade e reforça o apoio à patrocinadora master Blaze, autorizada pelo Ministério da Fazenda. A polêmica começou quando o presidente criticou a medida do Governo Federal e disse ser solidário a uma eventual paralisação do Campeonato Brasileiro.
O Governo Federal anunciou que mais de cinco mil sites ilegais de apostas foram bloqueados desde a publicação da Medida Provisória que baniu as casas de apostas (bets) no Brasil. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, apresentou os dados em coletiva, destacando também a derrubada de perfis em redes sociais e a queda de 10% nas transferências via Pix. O governo afirmou ainda que manterá o diálogo com clubes de futebol para mitigar eventuais prejuízos causados pelo banimento das plataformas.
O Palmeiras decidiu não participar da reunião entre clubes brasileiros e o Governo Federal sobre a Medida Provisória que proíbe casas de apostas no Brasil, avaliando que o momento, próximo às eleições, não é ideal. O clube e a Sportingbet aguardam, com cautela, o desdobramento da judicialização do caso antes de decidir sobre a manutenção ou rescisão do contrato de patrocínio máster, avaliado em R$ 100 milhões anuais até 2027. A MP, contestada no STF pelo IBJR, tem validade de 60 a 120 dias para votação no Congresso Nacional.
O Governo Federal anunciou o bloqueio de 5.209 sites ilegais de apostas durante coletiva realizada no Ministério Público de São Paulo. A operação, conduzida pelos ministérios da Justiça e da Fazenda, também solicitou a remoção de páginas no Facebook, perfis no Instagram e 186 aplicativos das lojas do Google e da Apple. As ações integram a implementação da Medida Provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets.
A colunista Alicia Klein critica a ameaça de clubes de futebol de paralisar o Campeonato Brasileiro em resposta à restrição às casas de apostas (bets). O texto denuncia a hipocrisia dos dirigentes, que não suspenderam o torneio durante a pandemia nem nas enchentes no Rio Grande do Sul, mas reagem quando um patrocínio é atingido. A autora acusa os clubes de egoísmo, dívidas bilionárias e desconsideração pelo custo social de incentivar apostas.
Uma ala significativa dos clubes brasileiros decidiu não enviar representantes à reunião com o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, marcada para terça-feira (29) em Brasília, o que levou ao cancelamento do encontro. Dirigentes avaliam que participar poderia ser visto como apoio a uma agenda eleitoral, a seis dias da votação, e criticam a falta de diálogo antes da medida provisória que proibiu as bets. Apesar do afastamento, clubes como Corinthians, Internacional e Atlético-MG seguem negociando linha de crédito e descontos em dívidas para reduzir o impacto financeiro do fim das casas de apostas.
Clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reuniram com a Federação Paulista de Futebol (FPF) para discutir o impacto da ausência das casas de apostas (bets) após a Medida Provisória do Governo Federal. Representantes de marketing, comunicação e jurídica dos clubes receberam explicações sobre prazos e a tramitação da MP no Congresso Nacional. As partes decidiram continuar agindo de forma coletiva na defesa dos interesses do futebol paulista.