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São Paulo , Corinthians e Atlético-MG mantiveram patrocínios de casas de apostas em seus uniformes neste fim de semana, mesmo após a proibição das bets anunciada pelo Governo Federal. A manutenção das marcas é permitida durante o período de adequação estabelecido pela Medida Provisória (MP) 1.394/2026, que determina a retirada de materiais publicitários e patrocínios até segunda-feira (5).
O São Paulo entrou em campo com a Superbet na camisa contra o Santos, na sexta-feira (2), pelo Campeonato Brasileiro. Neste sábado (3), o Tricolor e o Corinthians também exibiram marcas do setor na decisão do Brasileirão Feminino. Já o Atlético-MG manteve a H2 Bet no uniforme diante do Red Bull Bragantino, na Arena MRV.
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A medida foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro e proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A MP tem força de lei desde sua publicação, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Além da retirada dos anúncios até o dia 5, sites e aplicativos das empresas deverão sair do ar a partir de terça-feira (6).
O Santos adotou um caminho diferente. O clube suspendeu o contrato de patrocínio com a Novibet e antecipou a retirada da marca de seu uniforme no clássico contra o São Paulo.
A decisão provocou reação de dirigentes e movimentações no Supremo Tribunal Federal (STF). São Paulo, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa protocolaram um pedido para participar da ação que questiona a constitucionalidade da MP. Os clubes defendem a suspensão dos efeitos da medida e um período de transição maior para os contratos existentes.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, também criticou publicamente a decisão de proibir as bets. Em pronunciamento à Flamengo TV, o dirigente estimou um impacto de R$ 400 milhões nas receitas do clube e questionou como manter compromissos financeiros assumidos anteriormente.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, apresentou preocupação semelhante e afirmou à CNN que o impacto para o Tricolor ultrapassa R$ 100 milhões, considerando patrocínios, placas publicitárias e estoques de uniformes.
O Governo Federal, por sua vez, justifica a proibição das bets pelos efeitos das apostas sobre o endividamento das famílias e a saúde pública. Entidades do setor questionam a medida no STF, mas, até o momento, o calendário de retirada da publicidade permanece em vigor.