Representantes de clubes brasileiros de futebol defenderam, em audiência pública no STF, o retorno das casas de apostas, proibidas por Medida Provisória publicada em setembro. Os clubes alegam perdas de receitas e insegurança jurídica em contratos de patrocínio, enquanto o Governo Federal sustenta a validade da medida, citando o aumento do endividamento das famílias e os casos de ludopatia. A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ação que questiona a validade da MP.
O Botafogo, representado por seus advogados, defendeu em audiência pública no STF a suspensão da Medida Provisória que proibiu as casas de apostas online no Brasil. O clube argumentou que a MP não ofereceu prazo razoável de transição e destacou a perda de receita prevista em seu plano de recuperação judicial, que contava com o patrocínio de uma casa de apostas. Outros clubes como Flamengo e Fluminense também participaram do debate.
O Flamengo, representado pelo vice-presidente geral Flávio Willeman, foi o primeiro clube a se manifestar em audiência pública no STF contra a medida provisória que proíbe casas de apostas no Brasil. O clube alertou para possível perda de R$ 430 milhões anuais em receitas de patrocínio, destacou os riscos à segurança jurídica dos contratos assinados e criticou a eficácia da proibição frente ao crescimento do mercado ilegal. A audiência foi aberta pelo ministro Luiz Fux, relator da ADI 8027, e conta com a participação de outros clubes, entidades e órgãos governamentais.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, discursou na Audiência Pública do STF contra a Medida Provisória que proibiu casas de apostas online no Brasil. Um trecho de seu discurso, em que comparou o drama das famílias endividadas com o drama do desemprego no futebol, gerou revolta e críticas nas redes sociais. A matéria relata a polêmica e as reações de torcedores e figuras influentes.
A colunista Alicia Klein critica a tentativa do Flamengo de eliminar o Estudiantes da final da Libertadores, após a Conmebol rejeitar o recurso sobre a inscrição de Marcos Rojo. Ela avalia que a decisão foi um 'favor' ao clube, que deve agora redirecionar o foco para a conquista do Brasileirão. O texto também critica o presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) e sua ligação com as casas de apostas.
Levantamento do economista Cesar Grafietti a pedido do UOL aponta que Flamengo, Corinthians e Palmeiras são os clubes mais atingidos pelo veto às bets, com quedas de receita de até 26%. A reportagem detalha cenários de perdas financeiras, as reações dos clubes, como ações no STF e busca por patrocínios pontuais, e alerta para um possível caos financeiro no futebol brasileiro. O texto cita ainda que as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas no último ano.
Matéria analisa por que marcas multinacionais patrocinam clubes de outros países da América Latina, mas não atuam de forma expressiva nas camisas dos times da Série A brasileira. Com base em estudo do Ibope Repucom, o texto aponta entraves como preços elevados, concentração em casas de apostas, baixa exposição internacional e falta de profissionalização comercial dos clubes. Especialistas do mercado defendem maior governança, métricas de retorno e diversificação de receitas para atrair marcas globais.
A CBF iniciou a venda direta de patrocínios para a Copa do Brasil de 2027, substituindo a intermediação de agências como a Brax, que paga R$ 200 milhões anuais pelo ciclo atual. A entidade já garantiu mais de R$ 1 bilhão em direitos de TV com Globo, Amazon e ESPN, e o novo contrato prevê que as emissoras exibam os patrocinadores da competição. Com a MP que vetou as casas de apostas, a CBF não negocia o setor de bets, o que gera impacto negativo na busca pela mesma receita atual.
O jogador Thiago Souza aciona a Justiça cobrando R$ 600 mil da CBF por danos morais e materiais após ser acusado de manipulação de resultados no Campeonato Amazonense de 2023. O atleta alega ter desenvolvido depressão e síndrome do pânico após a acusação, mas foi absolvido das penalidades. CBF, SportRadar, Federação Amazonense e seu presidente se defendem no processo, que foi transferido de São Paulo para o Rio de Janeiro.
O São Paulo encerrou as conversas com a Mondelez pela renovação do contrato de naming rights do estádio Morumbis, cujo vínculo termina em dezembro de 2026. Negociações enfrentavam dificuldades desde 2025, devido à alta do preço do cacau e à concorrência das casas de apostas. O clube também não avançou com outras marcas como BYD, XP, Banco Inter e Santander, e o novo acordo deve ser definido pelo próximo presidente eleito.
Estudo bienal do Ibope aponta que grandes marcas globais continuam distantes do futebol brasileiro, apesar do crescimento do setor automotivo, especialmente das montadoras chinesas. Especialistas de marketing apontam a má reputação dos clubes, dívidas, falta de profissionalismo e a ausência de produtos estratégicos como principais barreiras. O artigo também discute a possível abertura de novos setores patrocinadores com o veto às casas de apostas.
Coluna de Juca Kfouri critica a realização do clássico Fla-Flu patrocinado por casas de apostas (bets), qualificando o episódio como o 'Fla-Flu das bets'. O colunista condena a direção do Flamengo por desconsiderar a saúde pública na associação com apostas esportivas. O texto faz uma retrospectiva histórica de clássicos icônicos, como o Fla-Flu da Lagoa (1941) e o Fla-Flu da Barriga (1995).
O Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0 no Maracanã, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Carrascal marcou o único gol do clássico, que foi marcado por protesto dos clubes contra a MP que proibiu as casas de apostas no Brasil. Com o resultado, o Flamengo manteve a liderança, enquanto o Fluminense perdeu a chance de se aproximar do G4.
O Flamengo venceu o Fluminense por 1 a 0, no Maracanã, em jogo válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcado por protestos contra a MP que proibiu casas de apostas. Carrascal marcou o gol da vitória e o Rubro-Negro manteve a liderança com 64 pontos. O Fluminense desperdiçou a chance de encostar no G4 e ambos os times ainda disputam a semifinal da Copa Libertadores no meio de semana.
O Corinthians anunciou a Shopee como nova patrocinadora máster para os nove jogos restantes do Campeonato Brasileiro, ocupando o espaço principal da camisa a partir do clássico contra o Palmeiras. O acordo também prevê exposição da marca na Neo Química Arena e nas plataformas digitais do clube. A movimentação ocorre em meio à suspensão de patrocínios de casas de apostas no futebol brasileiro.
O Fluminense goleou o Coritiba por 4 a 0 na volta após pausa, com hat-trick de Savarino, e assumiu o terceiro lugar do Campeonato Brasileiro. A crônica destaca também a venda expressiva de ingressos para a semifinal da Libertadores contra o Palmeiras, além de ressalvas sobre o gramado do Maracanã e a polêmica da campanha 'Proibir não é proteger' contra as casas de apostas. O tom celebra a boa fase tricolor, mas aponta desafios imediatos contra Flamengo e Palmeiras.
Flamengo e Fluminense realizam ação conjunta no Fla-Flu contra a Medida Provisória que proibiu as casas de apostas no Brasil, exibindo a frase 'Proibir não é proteger' nos uniformes. A manifestação foi articulada pelas patrocinadoras Superbet e Betano, que tiveram contratos de patrocínio suspensos pela medida. O texto explica os efeitos financeiros da MP 1.394/2026 sobre os clubes e a defesa de um mercado regulamentado.
O Fluminense se unirá ao Flamengo no clássico do Maracanã pelo Brasileirão para exibir a mensagem 'proibir não é proteger' no espaço do patrocínio master, em protesto contra a medida provisória do governo que proíbe publicidade das casas de apostas. A ação é resultado de um entendimento entre Betano e Superbet, patrocinadoras dos dois clubes, que também acionaram o STF para tentar suspender os efeitos da MP.
A reportagem detalha como os times da Série A do Campeonato Brasileiro substituíram os patrocínios máster das casas de apostas (bets) em suas camisas após a Medida Provisória que proíbe as empresas de apostas. Os clubes adotaram estratégias distintas: acordos pontuais com novas empresas, destaque a patrocinadores já existentes, programas de sócios-torcedores, protesto (Flamengo) ou espaços em branco. O texto enumera a solução adotada por cada clube na 29ª rodada do Brasileirão.
O presidente Lula defendeu, em discurso em Brasília, a Medida Provisória que proíbe apostas online no Brasil e criticou os clubes de futebol por dependerem do patrocínio das bets. Ele cobrou dos times que não viraram SAFs que se tornem empresas e se financiem de outra forma. A matéria também contextualiza a reação dos clubes, que protestaram contra a proibição durante a 29ª rodada do Brasileirão.