Coluna de opinião analisa a audiência pública realizada no STF sobre o veto às casas de apostas (bets) e critica a postura do futebol brasileiro no debate. O autor sustenta que clubes, CBF e federações recorrem a ameaças e discurso catastrofista, enquanto o setor ignora sua responsabilidade na falta de apostas conscientes e na dependência financeira criada, já que as bets respondem por 7,2% das receitas do futebol. Para ele, o argumento de 'fim do futebol' pode estar se esgotando diante de uma opinião pública contrária e engajada.
O colunista Mauro Cezar Pereira critica o debate político em torno da proibição das casas de apostas online e de sua publicidade no Brasil, defendendo uma discussão mais técnica baseada em evidências. Ele questiona estatísticas apresentadas na audiência pública comandada pelo ministro Luiz Fux no STF, including dados do ministro Alexandre Padilha, e argumenta que proibir exige plano para tratamento da ludopatia, financiamento e combate à clandestinidade. O texto também aborda a integridade esportiva, citando a Máfia do Apito de 2005 como exemplo dos riscos de um mercado desregulamentado.
Representantes de clubes brasileiros de futebol defenderam, em audiência pública no STF, o retorno das casas de apostas, proibidas por Medida Provisória publicada em setembro. Os clubes alegam perdas de receitas e insegurança jurídica em contratos de patrocínio, enquanto o Governo Federal sustenta a validade da medida, citando o aumento do endividamento das famílias e os casos de ludopatia. A audiência foi convocada pelo ministro Luiz Fux, relator da ação que questiona a validade da MP.
O ministro Luiz Fux, do STF, defendeu o banimento das apostas online no Brasil e indicou que a discussão será levada ao plenário da Corte. Durante audiência pública sobre a medida provisória do governo Lula, ele rebateu críticas sobre a composição dos participantes e classificou a ludopatia como problema de saúde pública e econômica. O tema envolve debates sobre impactos sociais, segurança jurídica e consequências econômicas para clubes de futebol patrocinados por casas de apostas.
Representantes de clubes brasileiros de futebol participam de audiência pública no STF para defender o mercado regulado de bets, criticando a Medida Provisória do governo que veta a atividade. Dirigentes e advogados de Fluminense, Flamengo, São Paulo, Corinthians e Botafogo argumentam impactos financeiros, falta de segurança jurídica e o risco de aumento do mercado ilegal. O ministro Luiz Fux, relator das ações, declarou-se contra as bets, mas a audiência foi marcada pela defesa dos clubes à permanência das casas de apostas.
A colunista Milly Lacombe critica a audiência pública convocada pelo ministro do STF Luiz Fux sobre as bets, marcada para 3 de novembro. Segundo ela, o debate exclui a sociedade civil — associações de saúde mental, médicos, consumidores e famílias afetadas pelo vício em apostas — e reúne apenas os interessados na volta das apostas online. A autora classifica o evento como um simulacro de democracia e uma ofensa à sociedade civil.
O colunista Mauro Cezar Pereira contesta a atribuição feita pela ABRAS de que a proibição das bets teria causado o crescimento de 6,5% nas vendas do varejo alimentar em outubro. Dados da própria associação mostram que o consumo já crescia antes da retirada das plataformas de apostas do ar, em 6 de outubro. O texto também alerta que a medida empurrou apostadores para plataformas piratas, reduzindo arrecadação e controle estatal sobre a atividade.
O advogado José Francisco Manssur, coautor da Lei da SAF, avalia os impactos da proibição das bets no Brasil, incluindo o encerramento de cerca de 15 mil postos de trabalho e a perda de patrocínios da maioria dos clubes da Série A. Ele critica o veto da Medida Provisória nº 1.394/2026 como solução para o vício em apostas, alerta para o crescimento do mercado clandestino e do risco de manipulação esportiva. O artigo também apresenta dados do Banco Central sobre perdas de R$ 62,5 bilhões das famílias brasileiras para as casas de apostas.
O Fluminense confirmou que deixará de exibir a marca da Superbet no uniforme em razão do encerramento das operações das casas de apostas no Brasil, adotando temporariamente a logomarca da SuperScore. Para o clássico contra o Flamengo, os dois clubes alinharam uma ação conjunta com suas patrocinadoras, exibindo o manifesto 'Proibir não é proteger' em defesa do mercado regulado de apostas. O presidente do Fluminense explicou que o objetivo é levantar discussão pública sobre controle e regulamentação.
A colunista Alicia Klein critica as declarações do presidente do Flamengo, Bap, que questionou a proibição das bets por medida provisória assinada por Lula, usando como exemplo o pagamento das parcelas de Lucas Paquetá. O texto ironiza a lógica do dirigente ao contrastar a preocupação financeira do clube mais rico do país com o custo social das apostas, incluindo ludopatia e suicídios. O tom é sarcástico e favorável à decisão governamental.
O jornalista Leonardo Bessa relata sua experiência pessoal com o vício em apostas online, a ludopatia, que o levou a internamento em 2020. Ele defende a medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as casas de apostas no Brasil, classificando os jogos de azar como problema de saúde pública. Apesar de reconhecer que a medida não acabará com o jogo clandestino, o autor a considera um avanço importante para enfrentar a dependência.
A reportagem explica como as principais ligas de futebol da Europa regulam a publicidade e o patrocínio de casas de apostas, no contexto da Medida Provisória que vetou as bets no Brasil. Itália e Espanha adotam os regimes mais restritivos, Alemanha e França permitem patrocínios sob condições, e a Inglaterra proibiu o patrocínio máster por decisão dos próprios clubes da Premier League.
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação civil pública cobrando reparação mínima de R$ 1 bilhão de 17 plataformas de bets para ressarcir o SUS pelos custos do tratamento de vícios e compulsões gerados por jogos online. Em paralelo, o Governo Federal enviou ao Congresso projetos de lei que criminalizam as apostas de quota fixa, com pena de reclusão de 4 a 6 anos. O endurecimento contra as bets ameaça uma das principais fontes de patrocínio dos clubes brasileiros, levando entidades do setor a acionar o STF.
Coluna de opinião analisa os efeitos colaterais da Medida Provisória assinada por Lula que proíbe as casas de apostas online (bets) legalizadas no Brasil. O autor argumenta que a proibição não elimina as apostas, mas tende a fortalecer o mercado clandestino, com o surgimento de centenas de novos sites ilegais já no primeiro dia após a medida. Critica ainda a perda de arrecadação do Estado e a reduzida destinação de recursos à saúde para o combate à ludopatia.
O advogado José Francisco Manssur criticou a medida provisória que veta as bets no Brasil por não prever ações de tratamento para pessoas com ludopatia e por cortar repasses ao Ministério da Saúde. Ele informou que associações do setor já acionaram o STF e que empresas têm legitimidade para pedir a retomada das autorizações ou indenização. A reportagem também aborda reuniões da Federação Paulista de Futebol com clubes e do Ministério do Esporte em Brasília para discutir os impactos econômicos do veto.