A proibição das apostas online no Brasil gerou impactos econômicos divergentes: clubes de futebol relatam queda drástica nas receitas de patrocínio, enquanto o setor supermercadista celebra aumento nas vendas. Em audiência no STF, o Flamengo estimou perda de R$ 430 milhões anuais, e a ABRAS apontou crescimento real de 6,5% no consumo de alimentos após a medida. O Congresso deve votar a questão até o final de janeiro, podendo anular ou ratificar a decisão do presidente Lula.
O colunista Mauro Cezar Pereira contesta a atribuição feita pela ABRAS de que a proibição das bets teria causado o crescimento de 6,5% nas vendas do varejo alimentar em outubro. Dados da própria associação mostram que o consumo já crescia antes da retirada das plataformas de apostas do ar, em 6 de outubro. O texto também alerta que a medida empurrou apostadores para plataformas piratas, reduzindo arrecadação e controle estatal sobre a atividade.
O dono do Cruzeiro, Pedro Lourenço, teve um faturamento bilionário em 2025 com sua rede de supermercados, superando em 41 vezes a receita operacional líquida do clube. Enquanto a empresa do empresário acumulou mais de R$ 25 bilhões, o Cruzeiro registrou R$ 599,17 milhões, impulsionado por patrocínios e direitos de transmissão. Apesar do aumento de receita, a dívida geral do clube também cresceu para R$ 1,15 bilhão.