A colunista Milly Lacombe critica as declarações do presidente do Fluminense, Matheus Montenegro, em audiência pública no STF sobre a regulação das casas de apostas. O texto questiona o que as bets realmente trouxeram aos clubes brasileiros e denuncia a dependência financeira de dirigentes que aceitaram essa receita sem ressalvas. Autodeclarada torcedora tricolor, a autora afirma que o discurso de Montenegro desrespeita a história do Fluminense e dá as costas à sua torcida.
Coluna analisa a audiência pública convocada pelo ministro do STF Luiz Fux sobre a proibição das apostas esportivas, na qual clubes de futebol tentam convencer o ministro a reverter o banimento. O autor considera alguns argumentos válidos, como a perda de receita do Flamengo, mas critica como falácias as justificativas dos clubes, especialmente a correlação entre fim das bets e dificuldades financeiras. O texto aponta que o interesse dos clubes é financeiro e que nada significativo foi feito em oito anos para conscientizar torcedores e atletas sobre os riscos das apostas.
O Flamengo bateu recorde de lucro com bilheterias no Maracanã em 2026, arrecadando R$ 87,3 milhões líquidos de janeiro a outubro, valor que já supera os R$ 84,3 milhões de todo o ano de 2025. A gestão do presidente Bap tornou o estádio mais rentável mesmo diante da situação financeira delicada do clube. Com três jogos restantes em casa pelo Brasileirão, a tendência é superar os R$ 100 milhões de lucro com bilheteria na temporada.
O artigo analisa a situação financeira do Flamengo após investimento recorde de R$ 667,7 milhões em jogadores na temporada 2026. Apesar da redução de R$ 93,2 milhões no caixa e da venda frustrada de Gonzalo Plata, o clube projeta receita bruta de R$ 1,7 bilhão e defende manter o status de bom pagador. O texto aponta ainda pressões futuras, como o veto às casas de apostas e R$ 199 milhões em compromissos pendentes, incluindo o pagamento de Paquetá.
O Flamengo divulgou o balancete do terceiro trimestre de 2026 e registrou recorde histórico de investimento em atletas na temporada, com R$ 667,7 milhões gastos. O clube revelou os custos das contratações de Freitas (R$ 66,7 milhões) e Anthony Valencia (R$ 43,9 milhões), além de detalhar a receita de R$ 174,7 milhões com vendas de jogadores e um superávit de R$ 38,3 milhões no período. O relatório também aponta crescimento de 11,3% na receita recorrente e redução do endividamento em relação ao pico de março.
A FIFA arrecadou US$ 5 bilhões (cerca de R$ 28 bilhões) com a venda de ingressos e pacotes de hospitalidade na Copa do Mundo de 2026, recorde histórico que supera em mais de cinco vezes a arrecadação do Mundial de 2022. O crescimento é atribuído à adoção da precificação dinâmica, à expansão para 48 seleções e 104 partidas e à capacidade dos estádios norte-americanos. Executivos do mercado esportivo analisam o modelo de precificação, a experiência premium e as oportunidades comerciais geradas pelo torneio.
O Palmeiras fechou setembro de 2026 com superávit de R$ 157,3 milhões, impulsionado pela venda do meia Allan ao Manchester City. A receita do mês atingiu R$ 308,5 milhões, muito acima do previsto, enquanto os gastos somaram R$ 151 milhões. No acumulado do ano, porém, o clube ainda registra déficit de R$ 38,6 milhões.
O artigo analisa como os clubes brasileiros buscam novas estratégias para ampliar e engajar seus programas de sócios-torcedores, destacando casos como Atlético-MG, Corinthians, São Paulo, Botafogo-SP, Vasco, Fluminense, Palmeiras e Internacional. As iniciativas envolvem gamificação, inteligência artificial, parcerias comerciais e novos modelos de benefícios para aproximar clubes e torcedores e gerar receitas.
O São Paulo, pioneiro no programa de sócio torcedor no Brasil, chegou a apenas 25 mil contratos ativos em 2026, seu pior número desde 2021, ficando muito atrás dos rivais paulistas. O Palmeiras conta com cerca de 165 mil contratos ativos, o Corinthians com 150 mil e o Santos com 49 mil. A partir da próxima temporada, a Ticketmaster assumirá a gestão do programa, e grupos da situação e oposição no clube concordam que uma reformulação é necessária.
O artigo analisa como o Fluminense se consolidou como a 'terceira via' no futebol brasileiro, competindo com a polarização Flamengo x Palmeiras. O texto detalha a fórmula do clube, que mescla jogadores veteranos com juventude da base de Xerém, além de examinar aspectos financeiros como a quarta maior receita do país e o crescente endividamento. A reportagem também aborda a campanha na Libertadores, a possibilidade de transformação em SAF e os desafios para manter a competitividade.
O Corinthians anunciou nova parceria com a CRMBonus, envolvendo o patrocínio do Torcedor Premiado nas camisas do clube e benefícios adicionais aos sócios do Fiel Torcedor. O acordo tem potencial de gerar cerca de R$ 100 milhões em receita, dependente da adesão dos torcedores ao serviço de assinatura. A matéria detalha a mecânica de créditos, premiações e o funcionamento do programa.
O Santos anunciou o Agibank como novo patrocinador máster até o fim da temporada de 2026, com estreia da marca no duelo contra o Fluminense pelo Brasileirão. A parceria preenche o vazio deixado pela suspensão do contrato com a Novibet, após a proibição das casas de apostas pela Medida Provisória 1394/2026. O clube não divulgou os valores do novo acordo, mas destaca o peso da marca e a visibilidade gerada por astros como Neymar, Coutinho e Gabigol.
O Santos acertou um novo patrocínio para o calção, o Torcedor Premiado, negociado em parceria com a NR Sports, empresa liderada pelo pai de Neymar, com potencial de até R$ 50 milhões em modelo de remuneração variável. O programa é o mesmo que passou a estampar o uniforme do Flamengo e estreia na camisa santista justamente no confronto contra os rubro-negros, pelo Campeonato Brasileiro. O acordo foi viabilizado como contrapartida pela NR Sports no pagamento do transfer ban imposto pela Fifa.
O Santos fechou um acordo de patrocínio com a plataforma Torcedor Premiado, em negociação intermediada pela NR Sports, empresa ligada à família de Neymar. A marca ocupará espaço nos shorts do uniforme santista em contrato válido até dezembro de 2027, com potencial de movimentar cerca de R$ 50 milhões para o clube. A estreia da marca no uniforme acontece no duelo contra o Flamengo, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O Atlético-MG encerrou o contrato de patrocínio máster com a H2 Bet após a publicação de uma Medida Provisória do Governo Federal que restringe a publicidade de casas de apostas. O acordo, assinado em dezembro de 2024, era o maior da história do clube e poderia ultrapassar R$ 200 milhões. Com o fim da parceria, o clube precisará definir um novo patrocinador para o espaço principal de sua camisa.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que a possível proibição das bets no Brasil pode forçar o clube a vender dois ou três jogadores, mas garantiu que salários e pagamentos a funcionários não serão afetados. O Flamengo possui contrato com a Betano até 2028, avaliado em cerca de R$ 266 milhões, e estima perda de até R$ 430 milhões com a Medida Provisória 1.394/2026. Com aval do ministro Luiz Fux, o clube atuará como amicus curiae em ações no STF contra a medida.
O artigo analisa o impacto da saída das casas de apostas (bets) do futebol brasileiro após sua proibição, reunindo especialistas do mercado esportivo para avaliar as consequências financeiras aos clubes. Os especialistas apontam a existência de uma 'bolha' nos valores de patrocínio, com impacto estimado de até R$ 2 bilhões em 2027 e efeitos mais graves para clubes endividados como Corinthians e São Paulo. O texto discute ainda possíveis alternativas, como incentivos fiscais a novos patrocinadores, após o BNDES negar a criação de linha de crédito para os times.
O Palmeiras acumulou um déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, conforme balancete publicado pelo clube. O número ainda não inclui a venda de Allan para o Manchester City, fechada em cerca de R$ 220 milhões, que deve alterar o cenário a partir de setembro. O desempenho financeiro abaixo do orçado se explica pela decisão da diretoria de segurar os principais jogadores do elenco no primeiro semestre.
A medida provisória que proibiu a publicidade de casas de apostas no Brasil coloca em risco o contrato de patrocínio master entre Atlético Mineiro e H2bet, avaliado em cerca de R$ 180 milhões por três anos. O montante supera o valor de mercado somado dos três jogadores mais caros do elenco: Renan Lodi, Victor Hugo e Cuello. O patrocínio representava aproximadamente 7,8% da receita recorde de R$ 768 milhões registrada pelo clube em 2025.
O Corinthians acumulou déficit de R$ 278,7 milhões entre janeiro e julho de 2026, valor R$ 200,8 milhões acima do prejuízo previsto no orçamento. Mesmo com receitas acima da meta, o resultado foi impactado por vendas de jogadores muito abaixo do previsto e despesas com pessoal e financeiras acima do orçado. A diretoria aponta gastos extraordinários, como a premiação pela Copa do Brasil de 2025, e avalia revisar o orçamento.