Por Giba Perez, Gustavo Di Sarli e Jéssica Maldonado em 2026-11-04
O Fluminense deve encerrar a temporada 2026 sem cumprir a meta de arrecadar R$ 218 milhões em vendas de jogadores, com uma lacuna de mais de R$ 150 milhões no orçamento. A reportagem lista Martinelli, Hércules, Canobbio, Kevin Serna e Soteldo como principais ativos para negociações em 2027, além das promessas de Xerém. O clube ainda enfrenta a necessidade de buscar novo patrocinador máster para 2027 devido à proibição de casas de apostas no Brasil.
O jornalista Rodrigo Mattos analisa no UOL News Esporte o cenário financeiro do Flamengo, que pode fechar o ano com déficit de cerca de R$ 40 milhões, principalmente devido à venda fracassada de Gonzalo Plata e à não concretização do naming rights do Maracanã. Ele apresenta dois cenários para 2027: com a volta das bets, o clube teria início de ano conservador mas conseguiria cumprir compromissos; sem elas, seria necessária venda de jogadores e busca de novo patrocinador máster.
Por Paulo Cobos, colunista do ESPN.com.br em 2026-10-27
Artigo de opinião do colunista Paulo Cobos critica duramente a gestão do presidente Osmar Stabile diante da crise financeira e esportiva do Corinthians, que caminha para o rebaixamento à Série B. O texto ironiza a fala de Stabile de que a culpa é da bola que não entra e condena a decisão de não vender jogadores após a conquista da Copa do Brasil, contrariando o modelo adotado por Flamengo e Palmeiras. O autor aponta a chantagem do então técnico Dorival Jr. contra vendas como fator decisivo para o colapso do clube.
O técnico Dorival Júnior planeja ampliar a utilização de jovens formados em Cotia nos últimos seis jogos do São Paulo no Campeonato Brasileiro, já que a folga em relação à zona de rebaixamento permite testar os garotos. A estratégia conta com apoio dos dois lados da disputa presidencial do clube, mas o planejamento para 2027 depende da definição do novo comando, já que o futuro de Dorival é incerto. O São Paulo também precisa arrecadar R$ 180 milhões com vendas de atletas até o fim do ano, e a valorização da base é vista como crucial para essa meta.
O Fluminense foi eliminado da Libertadores pelo Palmeiras nos pênaltis na semifinal, o que terá impacto financeiro significativo no clube. Apesar de superar a expectativa orçamentária de chegar às quartas de final, o tricolor deixa de receber até 24 milhões de dólares caso conquistasse o título, além de ter renunciado a cerca de 60 milhões de dólares em vendas de jogadores para manter o elenco.
O Flamengo não atingiu a meta de vendas de jogadores em 2026, arrecadando R$ 171,6 milhões dos cerca de R$ 250 milhões previstos no orçamento do clube. O cenário reacende o debate sobre a produção e a utilização da base rubro-negra, já que poucos jogadores formados no Ninho do Urubu conseguiram espaço no elenco profissional e joias como Ryan Roberto, Lorran e Victor Hugo saíram por valores considerados baixos. A atual gestão do presidente Bap vem reformulando as categorias de base e firmando novas parcerias com clubes formadores para melhorar a formação de atletas.
O Palmeiras negocia a venda em definitivo de três jogadores emprestados ao fim da temporada: Luighi (New York City), Micael (Inter Miami) e Rômulo (Novorizontino). Os clubes norte-americanos devem exercer as opções de compra, enquanto Rômulo, destaque na Série B, pode render pouco mais de R$ 20 milhões ao clube. O Palmeiras já alcançou cerca de 90% da meta de R$ 399,7 milhões em vendas de jogadores para a temporada 2026.
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, declarou que o clube pode ser forçado a vender até três jogadores caso a Medida Provisória que proíbe as casas de apostas (bets) no Brasil seja aprovada definitivamente pelo Congresso. O dirigente também contextualizou a crítica do presidente Bap sobre a contratação de Lucas Paquetá, afirmando que clubes contavam legalmente com receitas de patrocínio contratadas pelas bets.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, afirmou que a possível proibição das bets no Brasil pode forçar o clube a vender dois ou três jogadores, mas garantiu que salários e pagamentos a funcionários não serão afetados. O Flamengo possui contrato com a Betano até 2028, avaliado em cerca de R$ 266 milhões, e estima perda de até R$ 430 milhões com a Medida Provisória 1.394/2026. Com aval do ministro Luiz Fux, o clube atuará como amicus curiae em ações no STF contra a medida.
O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, avaliou os possíveis impactos da proibição das bets no clube, cujo contrato com a Betano pode chegar a R$ 268 milhões por ano. Ele garantiu que salários de jogadores e funcionários estão assegurados, mas admitiu que a venda de atletas pode ser necessária no pior cenário. Boto ainda alertou que a medida pode reduzir a competitividade do futebol brasileiro.
Clubes brasileiros temem uma 'venda em massa de jogadores' como consequência da Medida Provisória que proibiu as casas de apostas, segundo o colunista Rodrigo Mattos. O contrato do Flamengo com a Betano está em stand-by, e o clube contava com R$ 120 milhões de patrocínio em janeiro para honrar parcelas de contratações como as de Paquetá e Samuel Lino. Mattos avalia ainda que os valores de patrocínio devem cair, já que praticamente todos os clubes tinham bets como patrocinadora master.
O Corinthians registrou déficit de R$ 278,705 milhões de janeiro a julho de 2026, valor 258% acima do previsto no orçamento. O principal motivo foi a não concretização de R$ 150 milhões em vendas de jogadores, com as negociações de André e Breno Bidon frustradas. Em paralelo, a diretoria negocia com a Caixa a quitação da dívida da Arena.
O Corinthians divulgou o balancete financeiro até 31 de julho, com déficit acumulado de R$ 278,705 milhões, muito acima do projetado. O clube atribui o aumento a premiações da Copa do Brasil, impostos de operação de câmbio e despesas contábeis, além de não ter atingido a meta de vendas de jogadores. O dirigente Marcelo Paz não descarta vendas de atletas até dezembro.
O Corinthians acumulou déficit de R$ 278,7 milhões entre janeiro e julho de 2026, valor R$ 200,8 milhões acima do prejuízo previsto no orçamento. Mesmo com receitas acima da meta, o resultado foi impactado por vendas de jogadores muito abaixo do previsto e despesas com pessoal e financeiras acima do orçado. A diretoria aponta gastos extraordinários, como a premiação pela Copa do Brasil de 2025, e avalia revisar o orçamento.
O Palmeiras acumulou déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, com resultado negativo de R$ 39,6 milhões apenas no mês de agosto. Apesar do número, o clube não demonstra preocupação, pois as vendas de Allan (R$ 220 milhões), Kaique e Riquelme Fillipi ainda serão lançadas no balanço financeiro. Com essas receitas, o Palmeiras está próximo de atingir a meta de quase R$ 400 milhões orçada para a temporada.
José Boto, diretor de futebol do Flamengo, apresentou a filosofia de trabalho do clube durante o Portugal Football Summit, afirmando que o objetivo é vencer e não vender jogadores. O dirigente português descreveu seu papel como uma gestão diária e multidisciplinar a serviço da performance da equipe. Ele reforçou a mentalidade vencedora ao declarar que, no Flamengo, tudo o que não seja ganhar é um mau resultado.
A reportagem analisa o fenômeno das vendas de jogadores jovens (sub-21) por clubes brasileiros para o exterior, que renderam R$ 3,9 bilhões nos últimos três anos. O texto discute a contradição entre a nova regra de redução de estrangeiros no Brasileirão, que visa dar mais espaço a jovens formados na base, e o modelo econômico dos clubes, que prioriza negociar seus talentos cedo com Europa e Arábia Saudita.
O comentarista Gabriel Sá defende que o São Paulo libere o zagueiro Arboleda assim que o clube atingir a meta de 45 pontos no Brasileirão. Ele sugere usar a reta final da temporada para 'encerrar ciclos', dar oportunidades a jogadores da base e planejar a temporada de 2027. Sá ainda aponta que o clube precisará vender entre R$ 180 e 220 milhões em jogadores para equilibrar as finanças.