Por Giba Perez, Gustavo Di Sarli e Jéssica Maldonado em 2026-11-04
O Fluminense deve encerrar a temporada 2026 sem cumprir a meta de arrecadar R$ 218 milhões em vendas de jogadores, com uma lacuna de mais de R$ 150 milhões no orçamento. A reportagem lista Martinelli, Hércules, Canobbio, Kevin Serna e Soteldo como principais ativos para negociações em 2027, além das promessas de Xerém. O clube ainda enfrenta a necessidade de buscar novo patrocinador máster para 2027 devido à proibição de casas de apostas no Brasil.
As contas do Flamengo ficaram apertadas em 2026 devido ao recorde de investimento em contratações e à previsão de déficit de R$ 40 milhões no fim do ano, apesar da receita recorde. O ex-presidente Rodolfo Landim criticou a gestão de Luiz Eduardo Baptista (Bap) em reunião do Conselho Deliberativo, apontando falta de transparência e gastos acima do planejado. A disputa interna deve se intensificar rumo às eleições do clube em 2027.
Por Giba Perez, Gustavo Di Sarli e Jéssica Maldonado em 2026-10-31
O Fluminense está próximo de bater a meta de premiação por performance esportiva em 2026, com R$ 46 milhões conquistados pela semifinal da Libertadores. A previsão orçamentária apontava R$ 63 milhões no ano, restando apenas R$ 7 milhões para atingir o valor. Em levantamento recente, o clube já superou a arrecadação do Corinthians e só fica atrás de Flamengo e Palmeiras em premiações.
O Flamengo aprovou no Conselho de Administração a readequação do orçamento de 2026, que passou de um superávit projetado de R$ 180 milhões para um déficit de R$ 40 milhões. O rombo de cerca de R$ 220 milhões é explicado por insucessos esportivos, pela contratação de Paquetá, pela perda de receitas como o naming rights do Maracanã e pela venda cancelada de Plata. A proposta foi aprovada por ampla maioria em reunião tensa, com críticas do ex-presidente Rodolfo Landim e nota oficial do clube minimizando o déficit.
A diretoria do Flamengo readequou o orçamento de 2026 e agora prevê déficit entre R$ 30 e 40 milhões, abandonando a estimativa anterior de superávit de R$ 180 milhões. O principal motivo é o fracasso da negociação de venda de Plata ao Dínamo de Moscou, que geraria R$ 71 milhões, somado ao travamento dos naming rights do Maracanã. Para fechar as contas no azul, o clube dependeria de uma venda relevante de atleta na janela final do ano.
Comentaristas do Canal UOL debatem se o São Paulo deve manter o técnico Dorival Júnior para 2027, com análise da performance recente do treinador, do contexto financeiro do clube e da possibilidade de um projeto de médio prazo. Opiniões divergem entre a decepção com o trabalho no campo e a vantagem da continuidade, desde que haja adequação salarial e uso maior da base.
Emanuel, campeão olímpico do vôlei de praia e atual diretor-geral do COB, avaliou em entrevista o impacto da proibição das bets no orçamento do Comitê Olímpico do Brasil. Ele reconheceu que a medida cria dificuldades financeiras para as entidades esportivas e defendeu o diálogo com o poder público para buscar alternativas. O dirigente também comentou as perspectivas do Brasil para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 e o cenário do vôlei masculino e feminino.
Comentaristas do Canal UOL debatem, na Live do São Paulo, como o clube deve conduzir a renovação do contrato do atacante Lucas, defendendo um novo modelo financeiro com teto de gastos. Com o vínculo perto do fim e após uma sequência de lesões, o jogador precisaria provar condições físicas de jogo em sequência. O debate inclui ainda críticas de Arnaldo Ribeiro ao fim do patrocínio MorumBIS no estádio do Morumbi.
Os clubes brasileiros mantêm forte hegemonia na Copa Libertadores feminina, vencendo 14 das 17 edições do torneio, graças a orçamentos robustos, calendário extenso de competições e investimentos estruturais no futebol feminino. O artigo detalha quatro pontos-chave que explicam o domínio brasileiro em contraste com as precárias condições de clubes de Colômbia, Argentina e Equador. O Corinthians, atual tricampeão, é destacado como símbolo dessa força, na véspera da edição que começa em Quito.
O Flamengo assumiu o risco de não bater a meta de R$ 250 milhões em vendas de jogadores em 2026, recusando propostas por Samuel Lino, Léo Pereira, Emerson Royal e João Victor. A diretoria priorizou manter peças-chave do elenco para buscar o bicampeonato brasileiro e da Libertadores. Caso não conquiste os títulos, o clube pode ser forçado a vender jogadores importantes no início de 2027.
O colunista Rodrigo Mattos analisa o cenário financeiro do Flamengo caso o contrato com a casa de apostas Betano seja encerrado, em meio à possível proibição do patrocínio de bets no Brasil. Segundo ele, sem a receita da Betano, o clube precisaria realizar vendas relevantes de jogadores para equilibrar o orçamento de 2025, enquanto aguarda decisão do ministro Luiz Fux no STF. A matéria cita ainda recomendação do Ministério Público para que Flamengo e Fluminense cedam o Maracanã ao Vasco para o jogo contra o Boca Juniors pela Sudamericana.
O Corinthians gastou R$ 327,4 milhões com pessoal entre janeiro e julho de 2026, R$ 42,5 milhões acima do previsto no orçamento. O clube atribui parte do excesso ao pagamento de R$ 32,5 milhões em premiações pelo título da Copa do Brasil de 2025. Mesmo descontando esse valor, os gastos ainda superariam o planejado, apesar do plano de redução de despesas estabelecido para o ano.
O Corinthians registrou déficit de R$ 278,705 milhões de janeiro a julho de 2026, valor 258% acima do previsto no orçamento. O principal motivo foi a não concretização de R$ 150 milhões em vendas de jogadores, com as negociações de André e Breno Bidon frustradas. Em paralelo, a diretoria negocia com a Caixa a quitação da dívida da Arena.
O Palmeiras acumulou um déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, conforme balancete publicado pelo clube. O número ainda não inclui a venda de Allan para o Manchester City, fechada em cerca de R$ 220 milhões, que deve alterar o cenário a partir de setembro. O desempenho financeiro abaixo do orçado se explica pela decisão da diretoria de segurar os principais jogadores do elenco no primeiro semestre.
O Corinthians registrou um déficit de R$ 278,7 milhões até julho, valor quase 260% acima do previsto no orçamento anual, mantendo o endividamento total em R$ 2,86 bilhões. A crise financeira foi agravada pela ausência de vendas de jogadores na temporada e pelo atraso no pagamento de direitos de imagem aos atletas. A administração justifica a postergação das operações pela priorização do desempenho esportivo na Libertadores e pela estratégia de valorização dos ativos.
O Corinthians acumulou déficit de R$ 278,7 milhões entre janeiro e julho de 2026, valor R$ 200,8 milhões acima do prejuízo previsto no orçamento. Mesmo com receitas acima da meta, o resultado foi impactado por vendas de jogadores muito abaixo do previsto e despesas com pessoal e financeiras acima do orçado. A diretoria aponta gastos extraordinários, como a premiação pela Copa do Brasil de 2025, e avalia revisar o orçamento.
O Palmeiras acumulou déficit de R$ 196 milhões até agosto de 2026, com resultado negativo de R$ 39,6 milhões apenas no mês de agosto. Apesar do número, o clube não demonstra preocupação, pois as vendas de Allan (R$ 220 milhões), Kaique e Riquelme Fillipi ainda serão lançadas no balanço financeiro. Com essas receitas, o Palmeiras está próximo de atingir a meta de quase R$ 400 milhões orçada para a temporada.
As tentativas de rescisão contratual dos laterais Cédric Soares e Enzo Díaz travaram e se tornaram um novo problema nos bastidores do São Paulo. Os jogadores rejeitaram as condições propostas pelo clube, treinam separados do elenco e estão fora dos planos do técnico Dorival Júnior. Há receio de que o impasse se estende para o calendário de 2027 e comprometa o orçamento da próxima temporada.
O Palmeiras divulgou o balancete financeiro de agosto, registrando déficit de R$ 39,6 milhões no mês e de R$ 196 milhões no acumulado do ano, abaixo da previsão de superávit. A receita do clube ficou bem abaixo do orçado, principalmente em rendas diversas, enquanto as despesas superaram o previsto. O texto cita ainda a venda de Allan ao Manchester City por R$ 240 milhões, valor que ainda não foi contabilizado.
O São Paulo enfrenta um impasse nas tentativas de rescindir os contratos dos laterais Cédric Soares e Enzo Díaz, que treinam separados do elenco profissional. Os jogadores recusaram as propostas de acordo, e o clube teme que a situação se prolongue até 2027, impactando o orçamento. A reportagem detalha salários, duração dos contratos e o desempenho dos atletas na temporada.