O colunista Juca Kfouri critica a relação histórica entre governos e o futebol brasileiro, argumentando que décadas de mimos como isenções tributárias, perdões e crédito subsidiado geraram irresponsabilidade nos clubes, sem contrapartidas. Ele analisa a crise estrutural de grandes clubes, citando São Paulo e Corinthians como exemplos de dívidas impagáveis, e questiona se o governo deve oferecer novo socorro financeiro. O autor defende a reconstrução das bases do esporte, com a criação de uma Secretaria Especial do Futebol e políticas públicas de longo prazo.
A matéria analisa o impacto da taxa básica de juros (Selic) nas finanças dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que fecharam 2025 com R$ 1,7 bilhão em despesas financeiras. Botafogo, Atlético-MG e Corinthians lideram os gastos com o serviço da dívida, e o Atlético-MG buscou alívio com um aporte de R$ 530 milhões da família Menin para reduzir a dívida bancária. O texto também destaca Flamengo e Palmeiras como exemplos de clubes com endividamento bancário controlado.
Por Diego Garcia, João Felippe França e Luciano Borges em 2026-11-03
O Corinthians recebeu ultimato da CNRD para quitar R$ 16 milhões em dívidas com credores até 3 de dezembro, sob pena de ter seu transfer ban estendido até 16 de julho de 2027. A Cuiabá, principal credor, acionou a Câmara solicitando a extinção do acordo coletivo de pagamento. O clube já possui outros dois transfer bans ativos aplicados pela Fifa.
O Ministério Público de São Paulo abriu investigação criminal contra o Corinthians por acordos firmados na gestão de Duílio Monteiro Alves, entre 2021 e 2023. A apuração verifica se o clube reconheceu dívidas prescritas, causando prejuízo financeiro, incluindo renegociações com empresas ligadas aos empresários André Cury e Carlos Leite. O MP também apura possível gestão temerária e integra uma investigação civil sobre irregularidades na administração do clube.
O Corinthians encaminhou um acordo com a empresa Fever para substituir a One Fan na gestão de ingressos do clube, com adiantamento de R$ 50 milhões mediante memorando de entendimento. Com o valor, o clube planeja quitar três meses de direitos de imagem, férias e premiações devidos ao elenco masculino, além de dívidas com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e a CBF. A saída da One Fan envolve multa rescisória estimada em R$ 30 milhões, que a diretoria pretende reduzir em batalha jurídica.
O Internacional recebeu um novo transfer ban da FIFA, o terceiro na temporada, por atraso de parcelas na compra do volante Benjamin Arhin junto ao Dansoman Wise, de Gana. O clube gaúcho já estava punido por dívidas nas negociações de Ramon, junto ao Olympiacos, e de Juninho, junto ao Midtjylland. Além disso, o Inter mantém em vigor um bloqueio preventivo por fair play financeiro imposto pela ANRESF.
O Santos atrasou o pagamento dos direitos de imagem do elenco profissional referentes a setembro, mesmo após receber R$ 12,9 milhões pela venda de JP Chermont ao Sharjah, dos Emirados Árabes. O Coritiba, dono de 10% da taxa de vitrine da negociação, acionou a ANRESF por não ter recebido sua parte do valor. O clube santista acumula mais de R$ 46,5 milhões em cobranças judiciais, incluindo o transfer ban imposto pela FIFA.
Por Diego Garcia e João Felippe França em 2026-10-28
O Ministério Público de São Paulo reiterou pedidos para que o Corinthians comprove cerca de R$ 60 milhões em desembolsos questionados no RCE e esclareça os calotes nos pagamentos da CNRD. O clube corre o risco de perder o plano de pagamento aprovado pela Justiça caso não regularize em 15 dias os rateios atrasados de julho e agosto, que somam R$ 10,1 milhões. Em nota oficial, o Corinthians afirmou que trata os pontos de forma técnica e responsável.
O Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que o Corinthians dê explicações no RCE sobre R$ 26 milhões pagos à Caixa, R$ 32,8 milhões da Nike classificados como 'operação financeira' e acordos na CNRD da CBF. O parecer do promotor Roberto Bodini também reitera a cobrança de R$ 10,1 milhões não repassados aos credores, já que o clube pagou apenas 58% da parcela de julho e nada da de agosto. Diante dos descumprimentos, o regime que reúne as dívidas do clube está em risco.
O Santos foi condenado pela CNRD a pagar R$ 11,3 milhões ao lateral-direito Mayke, que deixou o clube em agosto após alegar atrasos em obrigações contratuais. O clube contesta a decisão e pretende recorrer para reverter ou reduzir o valor. A condenação se soma aos problemas financeiros do Santos, que já enfrenta transfer ban imposto pela Fifa.
Por Tamara Ferreira, com redação do ESPN.com.br em 2026-10-24
Candidatos à presidência do Santos dão suas opiniões sobre a participação de Neymar nas contratações de reforços do clube, que ajudaram o time a sair da briga contra o rebaixamento e sonhar com a Libertadores. Os candidatos avaliam positivamente os reforços, mas divergem sobre a interferência do jogador na gestão de futebol e levantam questões sobre planejamento e governança. A matéria também apresenta o perfil e as propostas das chapas concorrentes na eleição de 2026.
O Corinthians priorizou o pagamento de dívidas com implicações diretas para o presidente Osmar Stabile, como empréstimos junto ao Banco Daycoval, nos quais ele figura como devedor solidário, e parcelas de um acordo previdenciário com a PGFN. Enquanto isso, o clube acumula atrasos com jogadores, comissão técnica, credores do RCE e outros débitos federais. O Corinthians nega que as escolhas tenham sido feitas para proteger o presidente e alega critérios técnicos e financeiros.
O artigo analisa o 'G-6' financeiro do futebol brasileiro segundo relatórios da Anresf (agência do fair play): Flamengo, Palmeiras, Bahia, Chapecoense, Mirassol e Red Bull Bragantino são os clubes sem atrasos de pagamentos. O texto destaca a saúde financeira dos clubes, receitas recentes e a adesão às novas regras de fair play financeiro que serão rigorosas a partir de 2027.
O presidente do Vasco, Pedrinho, celebrou a aprovação dos sócios para a venda da SAF do clube ao empresário Marcos Lamacchia, com cerca de 90% dos votos favoráveis na Assembleia Geral Extraordinária. Em entrevista, ele garantiu que o novo investidor colocará fim ao problema das dívidas do clube e também comentou obras do CT e de São Januário, os processos na Anresf e no Cade, e a possibilidade de disputar a reeleição. Pedrinho classificou o momento como uma virada de página na história do Vasco.
O Corinthians foi alvo de ultimatos da administradora judicial do RCE, do Ministério Público de São Paulo e de credores por deixar de pagar R$ 10 milhões previstos no plano de dívidas e ignorar solicitações de documentos. O clube riska revogação do regime que o protege de penhoras e bloqueios de contas. A coluna também aborda dúvidas sobre pagamentos de R$ 26 milhões à Caixa e repasses ao fundo da contratação de Garro.
Levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) mostra que os clubes da Série A acumulavam R$ 17,3 bilhões em dívidas no início de 2026. O maior peso (30%) vem da união de compromissos trabalhistas, impostos e parcelamentos fiscais, seguido por valores a pagar em transferências (28%). Além disso, 13 dos 20 clubes declararam dívidas em atraso, e quatro times correm risco de transfer ban condicional.
A Anresf divulgou painel com dados financeiros mostrando que metade dos 40 clubes das Séries A e B relataram salários atrasados até 30 de junho, conforme o regulamento de fair play financeiro. Nove clubes da Série A e onze da Série B informaram atrasos, e a agência já aplicou multas e prazos a Grêmio, Internacional e Náutico. O texto esclarece que os dados são autodeclarados e que atrasos mais recentes serão informados em 30 de novembro.
A Anresf divulgou levantamento da situação financeira dos clubes de futebol brasileiros, mostrando que apenas seis equipes da Série A não possuem dívidas atrasadas e 12 têm salários pendentes. Atlético-MG e Corinthians lideram o ranking de endividamento, com dívidas superiores a R$ 2 bilhões cada. 24 clubes estão sob risco de sanções do Fair Play Financeiro da agência.
Por Diego Garcia e João Felippe França em 2026-10-22
O perito judicial responsável pelo RCE do Corinthians deu prazo final de cinco dias para o clube quitar R$ 10,14 milhões em rateios atrasados de julho e agosto ou perder o benefício que suspende execuções individuais. A manifestação reforça o posicionamento do Ministério Público de São Paulo e aponta persistência de inadimplemento no plano de pagamentos. Caso o RCE seja revogado, o clube pode sofrer penhoras e bloqueios em série, com mais de R$ 700 milhões em dívidas judiciais listadas.
O Corinthians recebeu R$ 11,2 milhões de um fundo ligado à Neo Química Arena, mas priorizou o pagamento de outros compromissos financeiros em vez de quitar os três meses de direitos de imagem atrasados do elenco. A decisão ampliou a insatisfação dos jogadores e está relacionada à saída do executivo Marcelo Paz. O clube afirma que a escolha foi estratégica diante do contexto financeiro.