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Futebol Quem forma o G-6 com contas em dia e 'ficha limpa' na agência do fair play Igor Siqueira Do UOL, no Rio de Janeiro 24/10/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Leila Pereira e Bap, presidentes de Palmeiras e Flamengo, respectivamente Imagem: Reprodução/Instagram CBF Academy Além de apontar clubes com problemas financeiros, os relatórios recentes da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) trazem um recorte positivo para aqueles que estão com as contas em dia. O melhor exemplo disso é o levantamento dos clubes que não tinham atrasos de pagamentos, na avaliação feita com base nos números fornecidos a respeito do período até 30 de junho de 2026. Existe um "G6" formado por Flamengo, Palmeiras, Bahia, Chapecoense, Mirassol e Red Bull Bragantino. Letícia Casado Caso Ana Clara: campanha acha que Flávio foi bem João Paulo Charleaux Lula foi melhor que Flávio em dois blocos do debate A Hora Abstenção menor não garante virada de Lula Paulo Camargo Ganhar a eleição é uma coisa. Liderar o país é outra Esportivamente, eles estão em prateleiras diferentes no futebol nacional. Mas independentemente de brigarem por títulos ou contra o rebaixamento, esses seis não abriram mão de ter as contas em dias e conseguiram sustentar uma saúde financeira que mereceu o destaque da agência do fair play. A lista apontou que eles não têm qualquer dívida de anos anteriores em atraso e ainda mantiveram seus pagamentos de 2026 corretamente. Isso abrange três frentes principais: salários (jogadores e funcionários), transferências e compromissos com o poder público (impostos ou parcelamentos). Quem briga lá em cima A situação de Flamengo e Palmeiras é fácil de explicar. Os dois se estruturaram ao longo das últimas duas décadas e vivem um domínio financeiro e esportivo no ambiente sul-americano. Em 2025, puxaram a fila de receitas no futebol brasileiro. O Fla teve arrecadação bruta na casa dos R$ 2 bilhões. O Palmeiras, R$ 1,7 bilhão. Continua após a publicidade Os dois clubes conseguem manter um fluxo de caixa saudável, o que é retroalimentado pelo bom desempenho em várias frentes: venda de jogadores, parte comercial, direitos de TV e, claro, premiações por desempenho em competições. Membros de família rica Bahia e Red Bull Bragantino se assemelham em alguns aspectos. Os dois fazem parte de uma rede internacional de clubes — no caso do time paulista, antes mesmo da onda das SAFs no Brasil, que acabou abarcando o Bahia. Isso faz com que haja injeções de recursos da "matriz" e, ao mesmo tempo, um controle mais estrito sobre a saúde financeira do clube no lado brasileiro. O Bahia também passou por um processo de reestruturação financeira antes de entrar no Grupo City, mas a migração para SAF trouxe investimentos que ajudaram a trazer mais estabilidade ao projeto esportivo. Segundo relatório Convocados, do economista Cesar Grafietti, o clube bateu R$ 562 milhões de receita ano passado e teve ainda "alavancagem dentro dos limites saudáveis". Continua após a publicidade Passos do tamanho da perna Mirassol e Chapecoense são clubes com pouca torcida, do interior dos respectivos estados, mas que não estão dispostos a arriscar a saúde financeira em nome de um projeto megalomaníaco. Estruturado, o Mirassol foi a grande surpresa da Série A no ano passado. Mesmo estreando na elite, terminou em quarto e disputou a Libertadores deste ano. Ou seja, o clube navegou por águas que não tinha passado antes, mesmo tendo uma das menores receitas da Série A (R$ 183 milhões, em 2025) e sem fazer investimentos fora da curva. A Chape voltou para a elite este ano e prefere cair organizada do que dar all in na tentativa desesperada de ficar na Série A. O clube está disposto a aguentar o baque de ser o primeiro rebaixado. "Já sabíamos que seria um ano difícil. Mas daí a fazer loucuras e endividar o time, não. O mundo não acaba em dezembro. Tenho que manter o clube saudável financeiramente, senão eu volto para a Série B arrebentado. Quando o clube cai estruturado, com dinheiro em caixa, consegue fazer grande campanha", disse Alex Passos, presidente da Chape, ao UOL . Quem se mantém na linha em relação ao que a agência do fair play diz já está mirando o aumento da rigidez das regras a partir do ano que vem. Continua após a publicidade Um dos itens que o dirigente da Chape menciona é o teto de gastos com folha salarial no futebol. Os dirigentes terão que montar os orçamentos sem que as despesas neste item excedam 70% da receita total do clube. "Desde o começo do ano nós acreditamos no fair play e vamos cobrar que seja aplicado a partir de janeiro. Os clubes não poderão ter mais nada em atraso. A gente, o Mirassol e tantos outros apostamos na questão do fair play. Agora vamos cobrar da Anresf que as sanções sejam aplicadas", completou Passos. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Quem são os cotados para ministérios, caso Flávio Bolsonaro seja eleito Kim Kataguiri: Flávio não terá 'carta branca' na Câmara se vencer eleição João Pessoa embarga obras de mega condomínio na praia após MPF citar riscos Corinthians paga dívidas ligadas a Stabile enquanto acumula atrasos Palmeiras aprende com erros do passado e descarta poupar na reta final