O Santos enfrenta crise de fluxo de caixa, com quatro transfer bans ativos da Fifa que o impedem de registrar novos jogadores. O clube tem cerca de R$ 170 milhões a receber de clubes brasileiros, dos quais R$ 129,7 milhões previstos para os próximos 12 meses, mas ainda deve salários de imagem, tem dívida com o Cuiabá e pendências com ex-comissão técnica de Pedro Caixinha.
A coluna informa que a Caixa Econômica Federal concordou em adiar uma cobrança de cerca de 30 milhões de reais ao Corinthians, sem perdoar a dívida. O pagamento será incorporado às obrigações futuras do clube, funcionando como uma 'dispensa' temporária. A medida ocorre enquanto seguem negociações sobre os naming rights do estádio e visa aliviar o combalido fluxo de caixa do Corinthians.
O presidente do Vasco, Pedrinho, destacou o compromisso financeiro do novo investidor da SAF, a Almirante Participações, após o Conselho Deliberativo aprovar a proposta nesta terça-feira (6). O grupo assumirá responsabilidade sobre um fluxo de caixa estimado em R$ 1,5 bilhão até 2030 e ficará com 90% das ações da Nova SAF. A operação ainda precisa ser aprovada pela Assembleia Geral dos sócios estatutários.
Novas mensagens vazadas pela revista Veja indicam que Ronaldo Fenômeno, então dono parcial da SAF do Cruzeiro, teria solicitado um empréstimo ao banqueiro Daniel Vorcaro em março de 2024 para auxiliar o clube após eliminação na Copa do Brasil. As conversas sugerem que a liberação do crédito chegou a acontecer, mas nada consta nos demonstrativos financeiros oficiais daquele ano.
Clubes brasileiros temem uma 'venda em massa de jogadores' como consequência da Medida Provisória que proibiu as casas de apostas, segundo o colunista Rodrigo Mattos. O contrato do Flamengo com a Betano está em stand-by, e o clube contava com R$ 120 milhões de patrocínio em janeiro para honrar parcelas de contratações como as de Paquetá e Samuel Lino. Mattos avalia ainda que os valores de patrocínio devem cair, já que praticamente todos os clubes tinham bets como patrocinadora master.
O São Paulo adota uma política de contratações focada em oportunidades e jogadores com custos menores para manter um fluxo de caixa saudável e evitar atrasos salariais. A estratégia inclui a negociação de jogadores onde parte do pagamento é abatido de dívidas existentes ou sem custos diretos de transferência. Paralelamente, o clube visa dar mais tempo para que jovens da base se estabeleçam visando futuras vendas.