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Só para assinantes Assine UOL Opinião Entre pontos válidos e falácias, clubes tentam convencer Fux a liberar bets Pedro Lopes Colunista do UOL 03/11/2026 13h38 Deixe seu comentário O ministro do STF Luiz Fux Imagem: Pedro Ladeira - 8.abr.26/Folhapress Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× A audiência pública convocada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux para discutir a proibição às apostas esportivas começou de forma desanimadora para os clubes de futebol: logo na sua fala de abertura, Fux indicou que, no momento, é a favor do banimento das bets. Ao longo da manhã, depois de manifestações do Ministério da Justiça e Advocacia Geral da União, coube aos clubes a tentativa de trazer argumentos que possam fazer o ministro mudar de ideia. Alguns deles são válidos: o Flamengo apontou a perda repentina de receita que, no seu caso, pode chegar a R$ 430 milhões. O representante do Cruzeiro apontou que o governo arrecadou R$ 3 bilhões ao convidar bets para participarem do processo regulatório e cobrar de cada uma uma outorga de R$ 30 milhões. Janaína Figueiredo Visita de Janones à Argentina prejudica Lula Milly Lacombe Clubes afundam e passam vergonha no STF Chico Barney Descobri o que deu errado em A Fazenda esse ano PVC Chape pode ser rebaixada; os palpites do Brasileirão Na medida provisória que proibiu as bets, o mesmo governo Lula (PT) que convidou as empresas e arrecadou o valor não faz qualquer menção sobre devolução ou mesmo sobre destinação específica dele. Simultâneamente a isso, clubes e a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol trouxeram como argumento a correlação entre o fim das bets e a dificuldade em arcar com salários dos jogadores. É um argumento bizarro, considerando que vários dos maiores clubes da Série A como Corinthians e São Paulo atrasaram de forma sistemática pagamentos a jogadores durante todo o período de operação irrestrita dos sites de apostas e sem que houvesse qualquer sinal de proibição no horizonte. Agora, no desespero, os clubes também se comprometem a fazer o que não fizeram em oito anos, entre a liberação das bets, passando pela regulamentação, até a proibição. Não havia nada que os impedisse de atuar como agentes educativos, promover ações de conscientização de torcedores e dos próprios atletas, defenderem modelos de publicidade saudáveis. Absolutamente nada significativo foi feito, nem mesmo quando denúncias graves relacionadas às apostas atingiam atletas da elite do futebol brasileiro. Continua após a publicidade Dentre as soluções apresentadas agora, estão desde a revogação da MP até a modulação dos seus efeitos, com a concessão de um prazo de adaptação para os clubes que contemple o cumprimento dos acordos vigentes. Há um desespero, e o interesse dos clubes e outros atores do futebol brasileiro é financeiro. Falaram durante a manhã Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians. Da audiência pública não sairá qualquer decisão de mérito sobre o caso. Fux indicou durante o próprio evento que irá submeter o caso à apreciação do plenário do STF, e não há prazo fixo para que isso aconteça. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Pedro Lopes por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora TDAH em adultos: como reconhecer sinais que passam despercebidos por anos Jornais criticam Filipe Luís após 'pesada derrota' do Monaco: 'Desastre' Vorcaro enviou nota secreta a Flávio antes de prisão: 'Tá muito difícil' Microbiota intestinal: 7 alimentos que fortalecem a saúde do intestino Resultado da Eleição nos EUA: como acompanhar apuração e quando termina