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Análise dos Times

Flamengo

Principal

Motivo: Clube em destaque com estimativa de perda de R$ 430 milhões; texto apenas relata declaração do dirigente, sem tom favorável ou contrário

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Motivo: Citado apenas em lista de clubes com impactos financeiros negativos, relato neutro

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Palavras-Chave

Entidades Principais

sao paulo flamengo fluminense corinthians botafogo cruzeiro gremio brasileirao lula stf flavio willeman flavio bolsonaro joao galassi abras

Conteúdo Original

Os supermercados brasileiros registraram um aumento nas vendas após a proibição das apostas online, em contraste com a queda drástica nas receitas publicitárias dos clubes de futebol, informaram, nesta terça-feira, representantes desses setores durante uma audiência na Suprema Corte. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva proibiu as apostas esportivas e os cassinos online no Brasil a partir de 5 de outubro, em plena campanha pela reeleição, que ele conquistou no segundo turno contra Flávio Bolsonaro . O governo argumentou que essas plataformas estavam endividando a população de forma excessiva. Agora, o Supremo Tribunal analisa diversas ações movidas por empresários do setor de apostas que buscam anular a decisão do presidente. Os principais clubes do futebol brasileiro, a maioria dos quais mantinha acordos de patrocínio com casas de apostas, apoiaram as demandas do setor durante a audiência pública. O Flamengo estima que a proibição acarrete "uma queda de aproximadamente 430 milhões de reais anuais em receitas", afirmou Flávio de Araújo Willeman, vice-presidente do clube, durante uma audiência na sede da Suprema Corte. Outros gigantes do Brasileirão, como Corinthians, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Grêmio e São Paulo , também relataram impactos negativos em suas finanças devido à proibição. Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp Por outro lado, o setor supermercadista celebra um aumento nas vendas e atribui o fato à proibição das apostas. Em comparação com 2025, "identificamos um crescimento real de 6,5% no consumo de alimentos" na primeira semana após a proibição, disse João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Os recursos que antes eram destinados às casas de apostas "já estão retornando para a alimentação, o pagamento de dívidas e as necessidades das famílias", acrescentou Galassi. Representantes de alguns clubes ressaltaram que outros países que proibiram a publicidade de apostas — como Bélgica, Itália e Espanha — concederam às equipes um período de vários meses para a transição , enquanto, no Brasil, o prazo foi de apenas dez dias. O Congresso também analisa a proibição e deverá votar a questão antes do final de janeiro, seja para anular a decisão de Lula ou para ratificá-la de forma permanente. *Por AFP