O Botafogo, representado por seus advogados, defendeu em audiência pública no STF a suspensão da Medida Provisória que proibiu as casas de apostas online no Brasil. O clube argumentou que a MP não ofereceu prazo razoável de transição e destacou a perda de receita prevista em seu plano de recuperação judicial, que contava com o patrocínio de uma casa de apostas. Outros clubes como Flamengo e Fluminense também participaram do debate.
O Botafogo atravessa seu momento mais delicado de 2026, com apenas uma vitória em seis jogos sob o comando de Tite, mas a diretoria garante confiança no treinador e não cogita demissão na reta final do Brasileirão. O clube enfrenta também uma crise financeira, com passivo de R$ 2,5 bilhões, e aguarda aportes da nova investidora GDA Luma, ligada a Gabriel de Alba, para pagar vencimentos e dívidas. A crise é atribuída a decisões tomadas desde 2025, incluindo transfer bans e a saída de jogadores importantes para rivais.
O Botafogo aguarda a aprovação da recuperação judicial da SAF para concluir a venda das ações à GDA, empresa do investidor mexicano Gabriel de Alba, que já atua como investidora do clube. Com o clube social tornando-se dono de 99,18% das ações, a venda poderá ocorrer por simples contrato de compra e venda, dispensando o direito de drag along. A conclusão depende da aprovação do plano de pagamento pelos credores na Assembleia Geral dos Credores e na CNRD.
O Botafogo de Futebol e Regatas (clube social) anunciou que passou a deter mais de 99% das ações da SAF Botafogo, após a Eagle Bidco não exercer seu direito de preferência no aumento de capital aprovado em setembro. Com a Eagle diluída a apenas 0,82%, a venda da SAF ao empresário mexicano Gabriel de Alba, da GDA Luma, torna-se mais simples, podendo ocorrer por simples transferência de ações. O clube afirma que não haverá mudanças operacionais na estrutura executiva e que segue comprometido com o processo de recuperação judicial.
O Botafogo de Futebol e Regatas assumiu mais de 99% do capital social da SAF Botafogo após a Eagle Bidco não exercer seu direito preferencial de compra das novas ações emitidas em assembleia. Com o clube social como acionista majoritário, o processo de venda da SAF para a GDA Luma, de Gabriel de Alba, tornou-se mais simples, podendo ocorrer por simples transferência de ações. A SAF Botafogo esclarece que não haverá mudanças operacionais e mantém sua estrutura executiva atual.
A ANRESF divulgou o retrato das finanças do Cruzeiro, que encerrou 2025 com dívida total de R$ 1,28 bilhão, a quarta maior entre os 20 clubes da Série A. O clube mineiro integra a metade dos clubes que não declarou pagamentos em atraso e afirma estar em dia com as obrigações da recuperação judicial iniciada em 2022. O patrimônio líquido é de R$ 405 milhões, mas os recursos de curto prazo não são suficientes para cobrir a dívida de igual prazo.
Os sócios do Vasco aprovaram a venda de 90% das ações da SAF do clube para a Almirante Participações, empresa de Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira. A operação ainda depende do parecer da Anresf, que investiga possível conflito de interesses com o Palmeiras, e de análises do Cade. O artigo detalha os termos do contrato, incluindo aportes de R$ 500 milhões em cinco anos, garantias financeiras e regras de governança.
A coluna analisa a venda da SAF do Vasco para a Almirante S.A, de Marcos Lamacchia, aprovada pelos sócios com 4.675 votos a favor e 437 contra. Embora a cúpula do clube tenha falado em uma operação de R$ 4 bilhões, a análise dos documentos mostra que o valor real da compra gira em torno de R$ 1,5 bilhão, considerando a dívida, o empréstimo da Crefisa e valores a pagar à 777. Resta saber se a agência da CBF fará alguma restrição por conflito de interesses.
Alan Belaciano, presidente da Assembleia Geral do Vasco, classifica a votação dos sócios sobre a venda de 90% da SAF para Marcos Lamacchia como a etapa mais importante do processo. Ele alerta, porém, que ainda restam trâmites externos, como esclarecimentos à ANRESF e ao Cade, além da formalização societária. O dirigente relaciona o momento à reconstrução institucional conduzida pela gestão de Pedrinho após a saída da 777 Partners e a recuperação judicial.
O Santa Cruz está próximo de concluir sua transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com previsão de oficialização até dezembro. O processo foi impulsionado pela compra das ações da Cobra Coral Participações pela empresa Matix, que adiantou R$ 6 milhões para quitar pendências financeiras do clube. A próxima etapa é a Assembleia Geral de Credores, prevista para novembro, seguida pela oferta pública no mercado financeiro.
O Santa Cruz está próximo de concluir sua transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), com previsão de oficialização até dezembro. O processo avançou após a compra das ações pela Matix, que adiantou R$ 6 milhões para quitar pendências financeiras do clube. As próximas etapas são a Assembleia Geral de Credores em novembro e a oferta pública no mercado financeiro.
Clubes da Série A do Brasileirão abriram 2026 com R$ 4,85 bilhões em dívidas com transferências de jogadores, segundo dados da Anresf. Botafogo, Palmeiras e Flamengo lideram o endividamento, com contextos distintos: o Botafogo enfrenta colapso financeiro e recuperação judicial, enquanto Palmeiras e Flamengo mantêm crédito no mercado. O endividamento total da elite nacional soma R$ 17,34 bilhões.
A agência reguladora da CBF (ANRESF) lançou um painel com dados financeiros dos clubes da Série A, referentes a junho de 2026, revelando que apenas seis times estão totalmente regulares: Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e RB Bragantino. Os outros 14 clubes têm ou tiveram atrasos em pagamentos ou planos de parcelamento de dívidas. O Corinthians lidera o passivo financeiro, seguido pelo Atlético-MG, e dez clubes estão em recuperação judicial ou plano de pagamento via CNRD.
O Rio Branco, clube de Americana que revelou atletas como Marcos Senna e Vanderson, enfrenta grave crise financeira e judicial, sustentado por uma recuperação judicial com suspeitas de fraude. Investigações apontam transferências suspeitas para uma empresa ligada ao presidente Cláudio Bonaldo, e disputas com o Grêmio sobre a venda do lateral Vanderson ao Monaco agravam o quadro. Sem recursos, o clube da Série A-3 paulista avalia ceder seus símbolos a uma empresa que gere o futebol do Sertãozinho para evitar abandonar o futebol.
O Vasco admitiu judicialmente ter uma dívida de aproximadamente R$ 1,7 milhão com o atacante Ribamar, que deixou o clube em 2022. O valor foi reconhecido em habilitação de crédito na recuperação judicial do clube, após condenação na Justiça do Trabalho. Com juros e correções, o montante pode chegar a R$ 2 milhões.
O ex-zagueiro Leandro Castán ingressou na Justiça do Rio para cobrar do Vasco cerca de R$ 3,2 milhões referentes a um acordo de rescisão assinado em 2022, quando apenas duas das 66 parcelas foram pagas. O pedido foi feito como habilitação retardatária de crédito na recuperação judicial do clube. O Vasco ainda não foi citado no processo, e recentemente encaminhou a venda de sua SAF à Almirante Participações.
O Vasco obteve vitórias na Justiça do Rio de Janeiro contra a Arena das Dunas, que acusa o clube de enriquecimento ilícito por ter recebido R$ 700 mil referentes a um amistoso contra o Montevideo Wanderers que nunca ocorreu. O tribunal negou pedidos de tutela de urgência e agravo de instrumento do estádio de Natal. A disputa segue em andamento, com o Vasco pedindo retenção definitiva dos valores e cobrança dos R$ 300 mil restantes.
Mário Junqueira, dono da Almirante Participações, empresa em processo final de compra da SAF do Vasco, falou à ESPN sobre planos para o clube, incluindo projetos para o time, a base e o CT. Ele prometeu que a SAF será o maior projeto da América do Sul e assumiu participação nas contratações da última janela. A entrevista ocorreu horas antes do duelo entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana.
O artigo é uma crônica sobre o Botafogo que discute quem substituirá Montoro na camisa 10 após sua lesão no tornozelo, com testes de Tite em Ziyech, Medina e Danilo Pereira. Também aborda a polêmica do gol de Tiquinho Soares anulado pelo VAR contra o Vasco, que rendeu a expulsão do treinador. Fora de campo, destaca o pedido da SAF para estender em 180 dias a proteção da recuperação judicial, com dívida de R$ 1,286 bilhão e passivo total acima de R$ 2,5 bilhões.
A SAF do Botafogo solicitou à Justiça a prorrogação por mais 180 dias do período de proteção contra cobranças de dívidas no processo de recuperação judicial. O prazo atual termina em 18 de outubro e, se aprovado, o stay period será estendido até 16 de abril de 2027. A dívida sujeita ao processo é de R$ 1,286 bilhão, enquanto o passivo total da SAF supera R$ 2,5 bilhões.