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Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Por que Palmeiras ignorou alertas e topou fazer acordo com a Fictor? Danilo Lavieri Colunista do UOL 03/02/2026 11h32 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Palmeiras apresenta o uniforme com a marca da Fictor Imagem: Fabio Menotti/Divulgação/Palmeiras A notícia do pedido de recuperação judicial por parte da Fictor que fez o Palmeiras rescindir o contrato não pode ser considerada uma surpresa por ninguém. Não só pelas notícias dos últimos meses, que mostravam que centenas de pessoas tinham dificuldade de receber seu dinheiro, mas também pelos avisos dados ao clube antes mesmo de fechar o contrato que daria R$ 75 milhões em três anos. Mas, afinal, por que o clube topou entrar em acordo com a empresa que agora tem uma dívida de R$ 4 bilhões e precisou ter seu acordo rescindido? A coluna fez esse questionamento à direção palmeirense. Como resposta, o clube enviou uma nota e disse que "o Palmeiras analisa, de forma criteriosa, todas as empresas interessadas em patrocinar o clube e toma todas as precauções contratuais para se proteger de eventuais descumprimentos de obrigações previstas". Daniela Lima Pesquisa: Lula lidera ranking de relevância digital Sakamoto PM 'assassina' o português na escola em São Paulo Ricardo Kotscho Castro conseguiu se esconder de escândalo Alexandre Borges Israel não reconheceu 70 mil mortos em Gaza Internamente, o clube se dividiu desde o começo das negociações. Leila Pereira e seus pares foram avisados tantos por pessoas do clube quanto por pessoas do mercado que a Fictor poderia representar um problema no futuro por ter um modelo de negócio questionável. Ainda assim, a presidente resolveu fechar o acordo tentando se respaldar o máximo possível no aspecto jurídico, com uma multa com o valor total a receber caso a empresa viesse a descumprir o acordo. Na teoria, é o que o Palmeiras poderá pleitear na Justiça após a rescisão e o atraso de pagamento, mas com a empresa em processo de Recuperação Judicial, esse valor dificilmente será pago de forma integral e, ainda que seja, será feito em longo prazo. Os que eram a favor do acordo afirmavam que o Grupo Fictor estava listado em bolsa e que, portanto, passava pela fiscalização dos órgãos reguladores. Agora, após a notícia de ontem, o discurso de quem foi a favor do acordo é que o Palmeiras não tem responsabilidade se as estratégias da empresa foram malsucedidas. Também dizem que, na época da negociação, o grupo demonstrava plena capacidade financeira de honrar o compromisso assumido, não havendo, até então, qualquer problema que o desabonasse. Amanhã (4), o Palmeiras entra em campo contra o Vitória, pela 2ª rodada do Brasileirão, e já não terá mais a marca no seu uniforme. O trabalho agora fica por conta do departamento de marketing para achar um novo parceiro e tentar compensar o dinheiro que não entrará tão cedo. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Danilo Lavieri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Parcial final UOL mostra rejeição de brother em 3º Paredão do BBB 26 Palmeiras oferece R$ 154 milhões por Arias e confia que baterá Fluminense Cão Orelha: Polícia pede internação de um adolescente e indicia 3 adultos BBB 26 - Enquete UOL: quem é o favorito a vencer após a 3ª eliminação? Tesão demais para esperar: transamos gostoso na cadeira de praia