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Análise dos Times

Cruzeiro

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Motivo: A matéria gira em torno da apresentação de um jogador do Cruzeiro, mas o foco principal é a reflexão sobre o atleta e sua história, não o clube em si.

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Em apresentação, Gerson chora e dá lição a quem acha que futebol é só campo Milly Lacombe Colunista do UOL 13/01/2026 16h03 Deixe seu comentário Gerson, novo jogador do Cruzeiro Imagem: Gustavo Aleixo / Cruzeiro Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Gerson foi apresentado pelo Cruzeiro. Ao lado do presidente, vestiu a camisa azul com seu nome e falou com a imprensa. Tímido, disse que vai retribuir em campo o que o Cruzeiro fez por ele: lutar pela contratação. Falou inúmeras vezes que trabalha pela família e que, se ela estiver bem, ele também estará. Quem não sabe o que é ser arrimo de família talvez não entenda o que ele quis dizer ou por que estava emocionado. Mas Gerson deu uma lição de vida para quem estivesse atento. Quando se sai de um contexto de precariedade, lidando com a dualidade vida e morte como nenhuma criança deveria precisar lidar, a vontade de deixar a família em condições de segurança e tranquilidade vai sempre ser o que mais importa. José Fucs Promessa de ajuda de Trump fortalece atos no Irã Wálter Maierovitch Trump quer intervir no Irã, mas Irã não é a Venezuela Milly Lacombe Gerson chora e mostra que futebol não é só no campo Alexandre Borges O país precisa do Ministério da Segurança Pública "Meu pai foi meu primeiro treinador", Gerson disse na apresentação. Depois falou que as dificuldades que passaram, passaram juntos. Disse que o pai nunca deixou de acreditar nele. "Ninguém sabe o que a gente passou, ele estava comigo quando a gente não tinha o que comer e não vai ser agora que eu vou abandonar ele. Hoje posso dar uma vida boa para a minha família, uma escola boa para minha filha". Ele seguiu falando mesmo chorando. Falou da mãe, das irmãs e deixou claro que sempre tomará decisões pensando na família e em nada mais. "Eu sei da onde eu vim", disse com firmeza. Depois, talvez encabulado porque quebrou ao vivo, fez questão de dizer várias vezes que o choro foi de alegria. Eu diria que foi um choro de emoção e de desabafo, e não exatamente de alegria. Mas é proibido aos homens o choro da emoção, do desabafo, do transbordamento. Só mais uma das violências que o machismo pratica contra homens. No final da entrevista, ouvimos uma pergunta do torcedor sócio cabuloso-max. É o que virou o jogo. Quem paga, fala. Meninos que hoje levam a vida que Gerson um dia levou não fazem perguntas, não chegam perto de seus ídolos, não estão na conta do futebol moderno. É uma pena. O futebol acontece fora de campo, acontece nas nossas casas, nas histórias dos meninos e das meninas que esse país abandona pelo caminho. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora SP: Chuva deixa mais de 50 mil sem luz, pessoas ilhadas e causa alagamentos Mega-Sena sorteio prêmio acumulado de R$ 18,5 milhões; confira dezenas Trump diz que EUA 'tomarão medidas duras' se Irã enforcar manifestantes Prédio de luxo em Salvador ligado a deputado foi alvo de busca da PF; veja Mulher morre após despencar de 20 metros de plataforma no Porto de Santos