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O presidente do Estudiantes , Juan Sebastián Verón, se pronunciou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo a escalação de Marcos Rojo na semifinal da CONMEBOL Libertadores contra o Flamengo .
A diretoria rubro-negra entrou com uma representação formal na Conmebol questionando a escalação de Marcos Rojo no jogo de volta da semifinal . De acordo com o clube, a autorização da Corte Arbitral do Esporte (CAS) não era fruto de uma decisão definitiva e por isso o lateral estava irregular.
A situação não preocupa Verón. O presidente do Estudiantes fez questão de tranquilizar os torcedores e garantir que o clube vai disputar a final da Libertadores contra o Palmeiras , no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai.
"Não corremos o risco de ficar de fora da final", afirmou.
"Desde o início, consultamos Ariel Reck (advogado) sobre a situação do Marcos, pois não queríamos nenhum problema. Se ele tivesse nos dito que não era válido, não teríamos feito nada. Depois de reunir informações e aconselhamento, e sabendo que estávamos certos, entramos com o recurso, e o Tribunal Arbitral do Esporte decidiu a nosso favor. A partir daí, o Marcos foi liberado para jogar", completou o dirigente.
Segundo apurou a ESPN , o Rubro-Negro entrou com uma representação formal na entidade que comanda o futebol sul-americano. Na visão do Flamengo, o atleta, autorizado até então a jogar pela Corte Arbitral do Esporte, não era fruto de uma decisão definitiva, assim estando irregular para a partida.
O Estudiantes tem até essa semana para apresentar sua defesa. De acordo com o Código Disciplinar da CONMEBOL, existe a chance de perda de pontos caso um atleta tenha uma escalação irregular, com o W.O. aplicado pela entidade contra a equipe infratora, fazendo com que o adversário vença por 3 a 0 na partida.
A escalação de Rojo era uma incógnita, pois a CONMEBOL havia rejeitado na última semana o registro do atleta por alegar que o zagueiro havia sido registrado na liga local fora do prazo estabelecido para a janela de transferências.
O entrave estaria no regulamento, que exigia que o zagueiro estivesse inscrito na liga nacional. O Estudiantes realizou a inscrição no dia 9 de outubro, mas, como o procedimento ocorreu fora do prazo estabelecido na janela de transferências, a entidade avalia se a exceção que permitiu ao clube contratar o jogador está de acordo com as regras.
Vale lembrar que o Santos já foi punido pela CONMEBOL por uma escalação irregular. Na ocasião, em jogo válido pelas oitavas de final da Libertadores de 2018, Carlos Sánchez foi considerado irregular pela CONMEBOL diante do Independiente, declarado vencedor por 3 a 0 na partida depois de um 0 a 0 na partida de ida.
O caso, contudo, foi diferente do que envolveu o Estudiantes, já que o Santos acabou infringindo um sistema da própria Conmebol. Já a decisão que permitiu aos argentinos escalar Rojo veio de uma instância jurídica superior, no caso a CAS.
Se a CONMEBOL aceitar o protesto do Flamengo, o caso muito provavelmente voltará à Corte Arbitral do Esporte em busca de uma resolução.
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