Conteúdo Original
Só para assinantes Assine UOL Reportagem Esporte Vasco e enteado de Leila querem discutir com CBF solução para venda da SAF Rodrigo Mattos Colunista do UOL 26/03/2026 05h30 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Marcos Faria Lamacchia, enteado de Leila Pereira, quer comprar a SAF do Vasco Imagem: Reprodução/LinkedIn O Vasco e o empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, pretendem discutir com a CBF um modelo de compra da SAF cruz-maltina sem burlar as regras de Fair Play Financeiro. Foi essa a sinalização dada pelo clube e pelos empresário à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF), órgão da CBF. Esse aviso foi feito ainda informalmente - a intenção é marcar uma reunião. Explica-se: as conversas entre Lamacchia e Vasco avançam para uma possível revenda da SAF ao empresário. Ele é filho de José Roberto Lamacchia e, portanto, enteado da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. A negociação pode envolver R$ 2 bilhões, incluindo assumir a dívida da SAF. Letícia Casado PL define grupo de Michelle no palanque do DF Casagrande Romário e suas tentativas de censurar quem o critica Amanda Klein STF pode derrubar decisão de prorrogar CPMI do INSS Mônica Bergamo Para Faria Lima, prisão de Vorcaro é desproporcional Informalmente, a CBF já tinha avisado ao Vasco que o negócio potencialmente poderia feria as regras de Fair Play Financeiro. Isso porque o artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira veta que parentes até segundo grau tenham o controle de dois clubes da mesma divisão. Enteado se enquadra neste caso, ou seja, a revenda poderia ser bloqueada em uma análise da agência enquanto Leila fosse presidente do Palmeiras — seu mandato vai até o final de 2027. A avaliação pela agência só ocorre de fato, de forma efetiva, quando há a informação de troca de dono. Aí pode-se procurar uma uma remediação ou o clube pode sofrer sanções, como perda de pontos e licença. As negociações entre Vasco e Lamacchia para venda da SAF ocorrem desde o ano passado. E já estão em fase de análises mais detalhadas das contas do clube e discussão de propostas. A negociação pode envolver R$ 2 bilhões, incluindo assumir a dívida da SAF. Há ainda um imbróglio para ser resolvido com a A-Cap, sucessora da 777 Partners, antiga sócia majoritária do Vasco. Mas o associativo que tem o controle da emrpesa. A intenção do clube e do empresário é discutir com a agência da CBF se há modelos para que não seja descomprido o regulamento. Pelo Sistema de Sustentabilidade Financeira da CBF, há uma previsão de criação de um "blind trust" (fundo cego) para controlar a SAF como remédio. Na prática, neste caso, Lamacchia poderia comprar o Vasco, mas não poderia participar da gestão, que seria feito por terceiros. Isso poderia ocorrer por um período até Leila não ter mais o poder no Palmeiras. O caso já foi discutido dentro da Agência da CBF. E estudam-se os modelos do que foi feito na Europa, pela UEFA. Um dos casos analisado é do Girona e do Manchester City, ambos pertencentes ao grupo City. Continua após a publicidade Para que ambos participassem da Champions, na edição de 2024/2025, foi criado um blind trust (fundo cego) que passou a gerir o Girona. Então, a diretoria do City não poderia ter ingerência no clube, nenhuma pessoa que atuasse em uma administração poderia agir na outra. O mesmo foi feito em relação ao Manchester United e o Nice, na Europa Liga, no caso com o fundo cego gerindo o time francês. Um advogado consultado pelo blog disse que, neste caso, Lamacchia poderia aportar o dinheiro previsto em contrato. Mas não poderia fazer injeções extras de dinheiro se necessário porque não teria atuação na gestão. Essa debate ainda é feita pela agência da CBF em teoria e não na prática. Isso porque a agência só vai avaliar formalmente a possível compra da SAF do Vasco por Lamacchia quando isso for avisado. Mas, a pedido do Vasco e de Lamacchia, deve haver uma discussão prévia informal antes para procurar um modelo que evite o bloqueio da operação. Reportagem Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Rodrigo Mattos por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Sucesso do Allianz Parque mostra que contrato está defasado, diz executivo Perigo direto: docente da Unicamp teria exposto terceiros a amostras virais Verstappen expulsa jornalista de entrevista por pergunta feita ano passado Romário e suas tentativas de censurar quem o critica Responsável por fechar Hormuz, chefe da Marinha do Irã é morto, diz Israel