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Só para assinantes Assine UOL Opinião Flamengo mereceu ser bicampeão mundial e Safonov não deixou Juca Kfouri Colunista do UOL 17/12/2025 16h49 Deixe seu comentário Arrascaeta e Kvaratskhelia em ação durante jogo entre Flamengo e PSG na Copa Intercontinental Imagem: Thaier Al-Sudani/REUTERS Carregando player de áudio Ler resumo da notícia O primeiro sinal foi positivo: Dembélé não estava entre os titulares do PSG, como era de se supor desde ontem quando foi receber o prêmio de melhor jogador do mundo em vez de permanecer na concentração, diferentemente do que fez o treinador Luis Henrique. O segundo sinal também foi bom: o Flamengo estava de branco como em 1981, quando derrotou o Liverpool no Japão e conquistou o Mundial. O terceiro, negativo. Josias de Souza Fundo do poço de Moro virou um poço sem fundo Sakamoto Moro criou uma Abin particular em Curitiba PVC A democracia no Palmeiras e no futebol brasileiro Maria Prata O ano em que começamos a cansar da tecnologia Aos 3 minutos João Neves penetrou pelas costas da defesa e quase abriu o placar. O quarto sinal também foi ruim: o Flamengo fazia muitas faltas seguidas e ia ser amarelado. Mas o quinto sinal, aos 10, teve ar fatal: Dom Arrascaeta fez recuo juvenil para Rossi, o goleiro para evitar o escanteio bateu infantilmente para onde estava virado e Fabian Ruiz tocou com facilidade para a rede, com o goleiro fora do gol. Indesculpável, sinal de tremedeira, tudo que não se esperava do experiente time brasileiro. O mesmo erro que Rossi havia cometido no Fla-Flu em recuo de João Victor. O sexto sinal foi de alívio. Continua após a publicidade São Judas ajudou porque o recuo o uruguaio foi tão pavoroso que a bola saiu e o escanteio que o argentino quis evitar prevaleceu. Gol anulado. Aos 16, a primeira finalização carioca pelo chileno Pulgar para defesa do arqueiro reserva dos franceses, o russo Safonov. O estádio estava, enfim, lotado, e Jorginho e Alex Sandro foram amarelados aos 20 e 23. Rossi errava saídas de bola, nervoso como um principiante. E, aos 37, falhou miseravelmente ao não conseguir desviar bola fácil cruzada pelo francês Doué e aproveitada pelo georgiano Kvaratskhelia: 1 a 0. Bem na hora em que o Flamengo ensaiava equilibrar a decisão. Continua após a publicidade Aos 41, em escanteio cobrado por Dom Arrascaeta, Pulgar teve a chance de empatar, mas cabeceou para fora. Quando o intervalo chegou, duas conclusões: com seis estrangeiros em campo, o Flamengo decepcionava; o 1 a 0 estava barato porque o PSG, 68% do tempo com a bola, com apenas três franceses, Emery, Doué e Mayulu, merecia mais. Havia, no entanto, uma esperança, quase certeza: o Flamengo não jogaria tão timidamente no segundo tempo. Mas o PSG voltou disposto a não deixar o Flamengo pegar na bola e nos primeiros cinco minutos foi exatamente o que aconteceu. Parecia um jogo de adultos contra meninos. Outro patamar. Aos 55, Pedro no lugar de Carrascal, que foi mal. Três minutos depois, infantilmente, o brasileiro Marquinhos fez pênalti em Dom Arrascaeta. Continua após a publicidade Nova decepção para os jogadores brasileiros? Alegria para a Nação com o ítalo-brasileiro Jorginho! 1 a 1. Era justo? E quem estava preocupado com justiça no Qatar? O PSG teria de parar com enrolação e ir à frente. O Flamengo ganhava vida e tinha Pedro. Continua após a publicidade E se defendia com todas as suas forças, as que tinha e as que descobria ter. Aos 74, Pulgar, Jorginho e Dom Arrascaeta saíram e De La Cruz, Saúl e Cebolinha entraram. Reforços para o meio de campo amarelado, pulmões novos e arma para contra-ataques. Doué também saiu e Dembélé veio para os minutos finais, eventualmente para a prorrogação. Prorrogação, aliás, para time em fim de temporada é crueldade em grande estilo. Tão melhor seria a marca da cal. Barcola, vindo do banco, dava trabalho sem parar. Continua após a publicidade Aos 84, Plata, o melhor rubro-negro, desarmou atrás mais uma vez, armou o contragolpe e se a bola não desviasse em Marquinhos a virada viria dos pés de Pedro. E, seguida, por cobertura, quase o equatoriano fez o 2 a 1. Plata pagava por todos os seus pecados e estava mais que perdoado. Sim, o Flamengo terminava o tempo regulamentar melhor que o PSG. Quatro minutos de acréscimos antes da eventual prorrogação. Luiz Araújo no lugar de Bruno Henrique e, em seguida, Plata amarelado. Uma nova falha de Rossi permitiu a Dembelé entregar a vitória a Marquinhos e o capitão errou na cara do gol. Continua após a publicidade Fim. Quer dizer, começo de mais 30 minutos de sofrimento e torcida. De decepcionante primeiro tempo, o Flamengo, sempre Flamengo, honrou sua história. A prorrogação, repita-se, para um time em fim de temporada contra outro em meio, é crueldade. O Flamengo começou melhor o tempo extra, mas logo o espanhol Saúl recebeu cartão amarelo por falta no trator português Nuno Mendes. O também espanhol Luís Henrique encontrava em Felipe Luís um rival à altura, tão certo deram as mudanças do treinador brasileiro. Continua após a publicidade Fim do primeiro tempo da prorrogação, para mais de 42 mil pessoas. Rossi estava em jornada de tantos erros com os pés, além do gol que sofreu, que alguma coisa parecia reservada. Nos pênaltis? Samuel Lino dentro e Plata, esgotado, fora, sexta e última troca rubro-negra. Era hora de chutar para o mato porque Varela, os dois Leós, fenomenais, e Alex Sandro estavam pela hora da morte. Sim, o Flamengo fazia um jogo heroico e por todas as circunstâncias merecia o prêmio do bicampeonato. Já tinha 46% de tempo com a bola e jogava de igual para igual. Continua após a publicidade Aos 116, bola desviada por Cebolinha tirou lasca da trave. A do Flamengo! Meu Deus! O PSG passou a morar no campo do Flamengo, na área do Flamengo. O assoprador, que foi muito bem, é sádico e deu um minuto de acréscimo. Pênaltis! Hora de Agustín Rossi. Decisão de Mundial em Doha é só nos pênaltis, como entre Argentina e França. Continua após a publicidade Então, os sul-americanos ganharam. Nico De La Cruz fez 1 a 0. Vitinha, maestro do PSG, empatou. Saúl bateu e Safonov defendeu. Dembélé bateu nas alturas! Pedro bateu e Safonov pegou. Continua após a publicidade Nuno Mendes pôs o PSG na frente: 2 a 1. Léo Pereira no meio do gol e Safonov defendeu. Barcola bateu e Rossi defendeu brilhantemente! Luiz Araújo e Safonov deu o título ao PSG. Perder quatro pênaltis numa decisão dessas é coisa inédita. Nunca havia visto. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Juca Kfouri por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Flamengo perde para o PSG e descobre seu verdadeiro tamanho Goleiro algoz do Flamengo é pivô de polêmica no PSG por guerra na Ucrânia Flamengo x PSG: assista aos gols da final do Mundial de Clubes Flamengo falha, e Corinthians segue como último campeão mundial não europeu Flamengo perde quatro pênaltis, vê sonho escapar e PSG é campeão mundial