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Futebol São Paulo rescinde com empresa de limpeza do social e cobra R$1 milhão Gabriel Sá Colaboração para o UOL 23/03/2026 18h54 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× SÃmbolo do São Paulo fixado em uma das bandeirinhas de escanteio do MorumBis Imagem: ROBERTO CASIMIRO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃ?O CONTEÃ?DO O São Paulo Futebol Clube entrou com uma ação judicial contra a empresa Milclean Comércio e Serviços, responsável pela limpeza e conservação de seu complexo social no Morumbis, acusando a prestadora de descumprimento do contrato, prejuízos milionários e má-fé. Na ação, o clube exige multa de R$ 1 milhão e rescisão contratual por justa causa. De acordo com a petição inicial, o contrato firmado entre as partes previa a disponibilização diária de até 96 funcionários para serviços de limpeza, em troca de um pagamento mensal de cerca de R$ 569 mil. No entanto, uma auditoria interna realizada pelo clube apontou que a empresa não cumpria o número mínimo de trabalhadores desde setembro de 2024. Segundo o documento, as ausências mensais de funcionários variavam entre 1.300 e 1.500, número muito acima do limite contratual de tolerância, que era de 60 faltas por mês. Ainda assim, a Milclean teria continuado a cobrar integralmente pelos serviços, como se estivesse cumprindo todas as obrigações. Wálter Maierovitch Parecer sobre domiciliar é o que Moraes desejava Sakamoto Domiciliar de Bolsonaro exigiria mutirão nas prisões Alicia Klein Chappell Roan x Jorginho: um clássico do machismo Nelson de Sá Brics vão resistindo à sua 'Segunda Guerra' Tentativas de acordo fracassaram Após identificar as irregularidades, o São Paulo afirma ter buscado uma solução extrajudicial. Em reuniões e trocas de notificações, o clube apresentou os resultados da auditoria e cobrou explicações da empresa. A Milclean reconheceu que não disponibilizou integralmente o quadro de funcionários previsto em contrato, mas apresentou justificativas. A empresa alegou dificuldades para contratação de mão de obra, informou ter investido cerca de R$ 398 mil em tecnologia para substituir parte dos trabalhadores e afirmou que buscava reequilibrar financeiramente o contrato. Além disso, a Milclean sustentou que as mudanças na forma de prestação dos serviços teriam sido realizadas com a anuência de Antônio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, ex-diretor do departamento social do clube. Para isso, apresentou documentos que, segundo sua versão, indicariam concordância com a substituição de parte da mão de obra por equipamentos e com ajustes nos custos operacionais. O São Paulo, no entanto, contesta essa versão. De acordo com a petição, os próprios documentos apresentados pela empresa conteriam manifestações do então diretor rejeitando expressamente as propostas, com observações como "não aprovo esse repasse de custo" e "não aprovamos esse gasto". As negociações não avançaram, principalmente por divergências nos valores que deveriam ser ressarcidos. A reportagem do UOL entrou em contato com a Milclean e pediu um posicionamento sobre o processo, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem. A matéria será atualizada em caso de resposta. Rescisão e disputa judicial Diante da falta de solução, o São Paulo notificou a empresa e concedeu prazos para regularização do serviço e devolução dos valores pagos a mais. Como as exigências não foram atendidas, o clube rescindiu o contrato por justa causa. Na ação, o São Paulo pede a restituição de R$ 2,06 milhões referentes a valores pagos indevidamente e o pagamento de R$ 615 mil a título de multa contratual. Continua após a publicidade O clube também afirma que ainda existem valores a serem pagos à empresa pelos últimos meses de prestação de serviço, mas sustenta que esses montantes devem ser abatidos do total devido pela Milclean. A compensação de valores, resulta, segundo os cálculos apresentados, em um saldo final de aproximadamente R$ 1,02 milhão a ser pago pela empresa ao clube. Os cálculos apresentados pelo clube consideram a diferença entre o número de funcionários previsto em contrato e o efetivamente disponibilizado ao longo de mais de um ano de prestação de serviços. Acusação de má-fé Além do descumprimento contratual, o São Paulo acusa a empresa de agir com má-fé ao alterar unilateralmente a forma de prestação dos serviços e tentar justificar posteriormente as irregularidades. A petição sustenta que a conduta da Milclean violou princípios básicos das relações contratuais, como boa-fé, transparência e lealdade. Procurada nos autos do processo, a empresa apresentou justificativas, mas, de acordo com o clube, não conseguiu comprovar autorização válida para as mudanças nem regularizar a situação dentro dos prazos estipulados. O caso tramita na Justiça de São Paulo e aguarda a apresentação de defesa por parte da empresa. Caso os pedidos do clube sejam acolhidos, a Milclean poderá ser condenada ao ressarcimento integral dos valores, além do pagamento de multa e custas processuais. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Mendonça dá 48 horas para Alcolumbre prorrogar CPMI do INSS Quais substâncias podem ser detectadas no exame toxicológico para obter CNH? 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