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Análise dos Times

Flamengo

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Motivo: O artigo critica o modelo de gestão do presidente do Flamengo, Bap, focando na desvalorização de outros esportes em detrimento do futebol masculino e em contratações agressivas. O tom é de questionamento e discordância.

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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Bap e seu modelo de gestão: nada jamais será como antes Milly Lacombe Colunista do UOL 06/01/2026 12h30 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia BAP em entrevista ao Alt Tabet Imagem: Mariana Pekin/UOL O presidente do Flamengo faz uso de um modelo de gestão agressivo e não é de hoje. Quando era executivo do setor de comunicação, em 2014, disse durante uma entrevista: "Não somos concorrentes. Mas, daqui a pouco, se começarem a nos incomodar, podemos comprar esses caras no Brasil." Bap era presidente da Sky e estava se referindo a Netflix. Essa tipo de atitude imponente e ousada está agora a serviço do Flamengo. Dora Kramer Em nome de Trump, direita outra vez se precipita Marco Antonio Sabino Tarcísio acerta o tom e atinge o centro Sakamoto Maduro e Trump não definirão eleição de 2026 Carlos Madeiro João Campos e Tabata vão se casar após o Carnaval Em 2025, com Bap no comando, o time ganhou os títulos mais importantes que disputou e se firmou como o maior do continente em todos os aspectos. Bap então se sentiu mais forte ainda para impor seus métodos. O futebol feminino foi entregue a seus próprios recursos: ou se paga, ou padece. O mesmo acontece com a canoagem e esportes para-olímpicos, duas outras vítimas desse tipo de gestão agressiva e centrada no que importa: o futebol masculino. Bap já avisou que em 2026 ninguém gasta mais do que o Flamengo em contratações. Haverá quem diga: vai, Bap. É isso aí. É o que queremos de você. O modelo neoliberal de administração tem adeptos fervorosos e eu apostaria que estão em maioria, prontos para aplaudir o presidente que age de modo tão determinado e imponente. Mas aí teríamos que nos perguntar: o que é um clube? Um clube é seu time masculino e as taças que é capaz de levantar em um ano? Ou um clube é uma instituição que faz circular afetos, cria pertencimento e constroi subjetividades? Isaquias Queiroz tem cinco medalhas olímpicas na canoagem e foi dispensado pela gestão de Bap. É um heroi nacional. Todas as vezes que foi ao topo olímpico levou com ele um pouco do Flamengo. Quanto vale isso? A equipe de remo para-olímpica era uma força. Custava bagatelas mensais e conferia imenso valor à natureza desse clube de regatas. Também acabou. Continua após a publicidade Enquanto desmonta setores que custam pouquíssimo, o Flamengo aumenta a oferta por Kaio Jorge do Cruzeiro em milhões. Tudo dentro de planilhas muito bem calculadas, cheias de entradas e de lucros. Uma maravilha da métrica, um monumento do cálculo, um arranha-céu de eficiência, um edifício da estratégia. O Flamengo de Bap vai passar por cima de quem no caminho se meter, vai fagocitar rivais, vai engolir inimigos. Bap não está para brincadeiras e se engana quem achar que ele vai desacelerar em algum momento. É seu estilo, e até aqui ele está ganhando esse jogo. Em 2018 a Netflix passou a Sky em número de assinantes e em 2019 Bap deixou a empresa, um ano antes de seu contrato vencer. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Milly Lacombe por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Consulado brasileiro em Lisboa diz ter recebido passaporte de Eliza Samudio 'Se o Brasil tivesse pressionado Maduro, cenário poderia ser outro', diz especialista Bolsonaro caiu e bateu a cabeça, diz Michelle; médico cita traumatismo leve BC questiona TCU por determinar inspeção após liquidação do Banco Master Paolla Oliveira posa de biquíni e celebra chegada de 2026: 'Bora começar'