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Só para assinantes Assine UOL Opinião Esporte Viu Ancelotti? Seleção melhora ao reunir três jogadores no meio-campo Walter Casagrande Jr. Colunista do UOL 29/09/2026 12h14 Deixe seu comentário Resumo Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Carlo Ancelotti, da seleção brasileira, em amistoso contra a Austrália Imagem: Albert Perez/Getty Images A seleção brasileira venceu por 4 a 2 a Austrália em Brisbane na manhã de hoje com um time mudado em sete posições e no esquema de jogo. Jogou melhor, mas longe de ser competitiva com as principais seleções do mundo. Algumas coisas foram bem melhores, como, por exemplo, na lateral direita. Claramente, Vanderson é um jogador mais técnico, mais seguro, confiante e agressivo do que Matheuzinho. Tanto que fez o primeiro gol do jogo em jogada iniciada por ele; com sua infiltração pelo meio, deu a possibilidade de Rayan e Gabriel Bontempo tocarem para ele, que deu um chutaço e fez um golaço. Sakamoto Suspeita de promiscuidade, até com STF, atinge Flávio Joildo Santos Os votos que a eleição deixou fora da conversa Julio Gomes Seleção melhora na tática e, sobretudo, na atitude Carlos Nobre Quando o fenômeno El Niño encontra o fogo Mas não foi só isso. Porque no tempo em que ficou em campo, o lateral do Monaco levava a bola mais rapidamente ao ataque, com bons passes e entrando tanto pelo lado como por dentro. Outro fator foi a necessária entrada de um meia fazendo o meio-campo com três jogadores. Gabriel Bontempo é bom jogador e se movimentou bem, mas a presença de um atleta na frente dos volantes fez o jogo ficar mais vertical. Vanderson comemora seu gol sobre a Austrália, o primeiro pela seleção brasileira Imagem: Rafael Ribeiro / CBF O meio de campo jogou menos para o lado e para trás e, quando o fazia, os laterais e os zagueiros já estavam no campo adversário. Em comparação com o primeiro amistoso com a Austrália e na própria Copa do Mundo, a seleção foi mais rápida e passava com mais agressividade e precisão para o ataque. Isso me agradou, mas muitos defeitos táticos e de rendimento de alguns jogadores permaneceram. Nesse ponto quero falar sobre Vini Jr., que foi, novamente, uma decepção ofensiva. Dois amistosos muito ruins, assim como seu início de temporada no Real Madrid, e acho que Carlo Ancelotti poderia testar outro jogador na esquerda e dar um tempo para ele. Continua após a publicidade Não é deixar de convocá-lo, mas colocá-lo no banco e testar outro jogador por ali ou até mudar o modo de atacar. Poderia fazer um 4-4-2, por exemplo, fazendo um meio de campo com Andrey, Danilo e Bruno Guimarães, com Estêvão como um camisa 10, e um ataque com Rayan e Raphinha. Falando em Raphinha, vi que ele, como um camisa 9, pode funcionar, e precisa ser testado mais vezes, principalmente em jogos grandes. Ele não fez uma boa partida, mas é assim que vem jogando — e bem — no Barcelona, já marcando 14 gols em apenas oito jogos. Mas também pode testar um ataque com Rayan e João Pedro, ou Rayan e Pedro. Enfim, uma coisa que Ancelotti não deveria mudar mais é o meio ter três ou quatro jogadores, porque as principais seleções têm um meio-campo robusto, que nem sempre é formado por marcadores, mas preenchido. Temos de jogar com as armas que temos e com a nossa realidade, porque não temos um Olise, por exemplo, que decide um jogo em uma jogada individual, como fez contra a Bélgica. Não somos mais do primeiro escalão do futebol mundial e temos que aceitar isso, assim como o campeão mundial de 2014 pela Alemanha, Bastian Schweinsteiger, disse sobre a seleção alemã depois da derrota por 1 a 0 para a Grécia na Arena de Augsburgo. "Não somos mais uma equipe de ponta, estagnamos na mediocridade", disse o ex-jogador. Olhar no espelho e reconhecer a fragilidade é o começo de uma consciência. Porém, aqui no Brasil temos influenciadores ufanistas que continuam dizendo, em todas as Copas, que seremos hexa. Continua após a publicidade Não existe poção mágica para nada, muito menos no futebol. Opinião Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados. ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Publicidade Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash Receba novos posts de Casagrande por email Informe seu email Quero receber As mais lidas agora Acusação de promiscuidade com STF e em orgias atinge Flávio Bolsonaro na reta final Veto às bets: clubes boicotam reunião com ministro e dão recado ao governo Em meio à polêmica da padroeira, Flávio vai a jantar da comunidade judaica Bruno Gagliasso se despede do pai em velório no Rio Pesquisa Palver para presidente: veja números do último levantamento