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Esporte Futebol São Paulo: Comissão de Ética dará veredito de caso camarote em até 15 dias Gabriel Sá Colaboração para o UOL 23/02/2026 21h00 Deixe seu comentário Carregando player de áudio Ler resumo da notícia Douglas Schwartzmann, conselheiro vitalício do São Paulo Imagem: Divulgação/São Paulo A Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube terá prazo de até 15 dias para emitir o veredito sobre o chamado "caso camarote", que envolve o conselheiro vitalício Douglas Schwartzmann e Mara Casares. Após a audiência realizada na noite desta segunda-feira (23), em que os envolvidos foram ouvidos, o colegiado inicia a fase de deliberação, conforme prevê o regimento interno do clube. A audiência foi marcada depois da abertura formal de procedimento interno para apurar supostas irregularidades relacionadas à comercialização de camarotes no MorumBIS. Como informou o UOL, a Comissão de Ética ouviu as partes e dará sequência à instrução do processo, etapa considerada decisiva para embasar o relatório final e a eventual aplicação de sanções. O que diz o regimento Com base na Seção VIII do Regimento Interno do clube, especialmente nos artigos 27 e 28, a Comissão de Ética possui competência para apurar infrações disciplinares atribuídas a conselheiros e dirigentes, garantindo o direito ao contraditório e à ampla defesa. Encerrada a fase de instrução, que inclui coleta de documentos e oitivas, o órgão elabora relatório conclusivo e profere decisão. Daniela Lima Como tem sido a atuação de Mendonça no Master Sakamoto Declaração de Vorcaro é confiável até que ponto? Juca Kfouri Fla e Corinthians frustram contra times da Série D Milly Lacombe Pedir desculpa não encerra debate sobre machismo O artigo 27 trata das penalidades cabíveis em caso de infração ética, que podem variar conforme a gravidade da conduta. Entre as sanções possíveis estão: advertência formal, censura pública, suspensão por prazo determinado e, em casos mais graves, recomendação de perda de mandato ou exclusão do quadro associativo, a depender da condição do envolvido. Já o artigo 28 estabelece o rito processual e os prazos, incluindo a possibilidade de recurso. Caso haja condenação, os punidos poderão interpor recurso, e a própria Comissão terá prazo adicional de até 10 dias para o veredito final em grau recursal. Cenários possíveis para Douglas e Mara No caso de Douglas Schwartzmann, a análise ganha contornos mais complexos por ele ser conselheiro vitalício do clube. Nessa condição, eventuais punições como suspensão temporária ou censura pública são juridicamente viáveis dentro da esfera disciplinar. Contudo, uma medida de pena máxima, como a perda do mandato ou exclusão do quadro associativo, necessariamente teria de passar por votação no Conselho Deliberativo para produzir efeitos plenos. Já a situação de Mara Casares é distinta. Ela renunciou ao cargo de conselheira eleita em dezembro de 2025, em meio ao auge da repercussão do caso. Ainda assim, o processo pode prosseguir caso a Comissão entenda que os fatos ocorreram enquanto ela exercia função estatutária. Em um eventual cenário de perda de mandato, as penalidades poderiam ter natureza simbólica ou repercussão sobre elegibilidade futura, dependendo da interpretação do alcance das sanções previstas no regimento. Caso a Comissão decida pela exclusão de Mara do quadro associativo, a medida teria efeito direto sobre sua condição de associada. Nesse cenário, não haveria necessidade de votação para destituição de cargo, pois o cargo já não existe. No entanto, se a interpretação estatutária entender que a exclusão de associado (mesmo sem mandato vigente) também exige chancela do Conselho Deliberativo, a votação poderia ocorrer por força da natureza da penalidade máxima — mas não por ela ser conselheira, e sim por envolver a retirada da condição de associada do clube. Continua após a publicidade Há também a possibilidade de absolvição dos envolvidos, caso o colegiado conclua que não houve violação ética ou que as provas reunidas não sejam suficientes para caracterizar infração disciplinar. Quem participa do julgamento? A Comissão de Ética do São Paulo é composta por cinco membros e tem como presidente Antônio Maria Patiño. Também integram o grupo José Edgard Galvão, Luiz Augusto Braga, Marcelo Felipe Neli e Milton José Neves Júnior. O colegiado é responsável por avaliar a conduta de associados e conselheiros com base nos princípios previstos no estatuto social da instituição. Para a primeira etapa deste processo em específico, o relator designado é Luiz Braga. Relembre o caso A polêmica teve início em dezembro de 2025, quando áudios obtidos pela imprensa colocaram em cheque a conduta de Douglas Schwartzmann, à época diretor adjunto de futebol de base, e Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos do clube, em suposto esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbis no show da cantora Shakira. Nas gravações, obtidas pelo ge, ambos aparecem discutindo detalhes de uma negociação envolvendo o camarote identificado como "3A", com conversas em que são mencionados ganhos e pressão para evitar a divulgação de um processo judicial relacionado ao caso. A divulgação desses áudios motivou repercussão interna e externa, incluindo o início de um inquérito policial e questionamentos sobre possíveis irregularidades no uso de espaços de camarote do estádio. Após a revelação do caso, Douglas Schwartzmann e Mara Casares solicitaram licença de seus respectivos cargos em diretorias do clube. Mara também renunciou ao seu mandato no Conselho Deliberativo, enquanto Douglas segue como conselheiro vitalício. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Valdemar diz a empresários em SP que PL vai tentar barrar fim da escala 6x1 Chuvas em SP: total de mortos sobe para 19; idoso está entre as vítimas Após perder filha, Raul explode e escancara sujeira de Samira Ex-panicat relata transformação: 'Deixei para trás bebedeira e pegação' Cinco apostas de SP, MS e RS acertam Lotofácil e levam cada R$ 888 mil