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Futebol Corinthians: MP pressiona Justiça e cobra bloqueio de bens de Duílio Fábio Lázaro Do UOL, em São Paulo 10/03/2026 18h59 Deixe seu comentário Duílio foi presidente do Corinthians até o fim de 2023 Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF O Ministério Público pretende endurecer o processo que envolve o ex-presidente do Corinthians Duílio Monteiro Alves. O UOL teve acesso ao documento em que o órgão apresentou embargos de declaração para exigir que a Justiça explique por que rejeitou pedidos considerados essenciais para garantir que o clube seja ressarcido, caso haja condenação. O MP afirma que a decisão deixou sem resposta temas centrais, como bloqueio de bens, adoção de medidas cautelares, quebra de sigilos e realização de uma perícia contábil. Josias de Souza Explicação da mulher de Moraes piorou o soneto Bernardo Guimarães Não mate o mensageiro: deixe a gasolina subir Mariana Barbosa Caso Master pode provocar mudanças na CVM Alicia Klein O que liga Neymar, a briga em MG e as demissões A reportagem entrou em contato com Duílio, mas não obteve retorno até o momento. Caso haja alguma manifestação, a matéria será atualizada. Por que o MP cobra o bloqueio de bens Para o Ministério Público, o Corinthians corre o risco de não recuperar o dinheiro, caso o processo avance lentamente. O pedido de bloqueio é tratado como prioridade pelo promotor Cassio Roberto Conserino. Segundo os cálculos apresentados na denúncia, o MP pede a garantia de R$ 41.822,62 em danos materiais e R$ 31.366,96 em danos morais atribuídos a Duílio. Para o órgão, esses números reforçam a necessidade de travar bens imediatamente, evitando que o clube fique sem ressarcimento no futuro. O Ministério Público afirma que a denúncia contra Duílio, ainda que aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, "não explicou" o motivo de o bloqueio não ser adequado neste momento. Segundo o MP, a recusa foi vaga e não dialogou com os argumentos que já estavam colocados nos autos. Medidas cautelares ignoradas Outro ponto de atrito é a recusa da Justiça em impor seis medidas cautelares pedidas pelo Ministério Público. O órgão afirma que apresentou informações concretas para justificar cada uma delas, mas que a decisão descartou tudo "de forma genérica", sem enfrentar os argumentos. Continua após a publicidade Entre as medidas está o controle sobre entradas e saídas internacionais de Duílio. No embargo, no qual o UOL teve acesso, o MP diz ter informações de que o ex-presidente viaja com frequência aos Estados Unidos e pode manter endereço em Miami. Conserino deseja que a Polícia Federal confirme registros migratórios do dirigente. Para o promotor, negar as cautelares sem analisar cada ponto contraria a obrigação de fundamentar decisões. Perícia para apurar prejuízo ao Corinthians O MP também contesta a decisão que adiou a realização de uma perícia contábil. A Justiça determinou que a análise técnica seja discutida "mais para frente". Para o promotor, porém, o momento certo de definir essa prova é o atual, pois a perícia serviria para confirmar e atualizar o valor total do prejuízo ao Corinthians. O cálculo poderia cruzar notas fiscais, comparar despesas apresentadas e atualizar os valores já apontados na denúncia — incluindo os mais de R$ 41 mil em danos materiais atribuídos ao ex-presidente. As quebras de sigilo bancário e fiscal também foram rejeitadas pela Justiça. O MP afirma que apresentou justificativas detalhadas, mas que nenhuma delas foi debatida na decisão. Para o órgão, essas quebras são essenciais para identificar possíveis repasses, favorecimentos ou movimentações incompatíveis. Continua após a publicidade Denúncia já havia sido aceita pela Justiça A juíza Elaine Cristina Pulcineli Vieira Gonçalves, da 15ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou no dia 5 de março a denúncia contra Duílio por suposta apropriação indevida relacionada ao uso de cartão corporativo do Corinthians. A decisão determinou que os réus fossem citados para responder às acusações no prazo legal e escolhessem entre audiência presencial ou virtual. Ao mesmo tempo, a magistrada negou bloqueio de bens, cautelares, perícia e quebras por entender que não estavam justificadas neste momento. Essa posição é justamente o que motivou o Ministério Público a apresentar os embargos. Agora, a juíza terá de analisar os embargos e decidir se: responderá aos pontos levantados pelo MP, vai reconsiderar as medidas parcialmente ou integralmente ou manterá como está. Continua após a publicidade Os réus serão citados para apresentar defesa por escrito. O caso seguirá para a fase de audiência após a análise das respostas. Comunicar erro Deixe seu comentário Veja também Deixe seu comentário O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL. UOL Flash Acesse o UOL Flash As mais lidas agora Procurador pede afastamento de chefe do IBGE e cita risco à credibilidade Quantos votos a Milena tem? Veja parcial atualizada da enquete UOL BBB Quem sai do BBB hoje? Veja parcial atualizada da enquete UOL do paredão Pedido de vista adia decisão sobre cassação de Castro no TSE pela 2ª vez Zanin pede vista, e julgamento que pode tornar Malafaia réu é suspenso