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Análise dos Times

Selecao Brasileira

Principal

Motivo: O jogador expressa seu desejo e esforço em ser convocado para a Seleção Brasileira, mostrando um viés positivo em relação à equipe nacional e sua participação.

Viés da Menção (Score: 0.5)

Motivo: Caio Henrique menciona o bom trabalho e a dedicação ao seu clube atual, o Monaco, indicando uma satisfação e esforço em desempenhar bem por sua equipe.

Viés da Menção (Score: 0.3)

Palavras-Chave

Entidades Principais

Casemiro Carlo Ancelotti Copa do Mundo Fernando Diniz selecao brasileira Alex Sandro Luciano Juba Monaco Caio Henrique

Conteúdo Original

Caio Henrique avalia disputa por vaga na lateral esquerda da Seleção: “Muito em aberto” A sete meses da Copa do Mundo, a seleção brasileira tem disputas em aberto por vaga na relação final de convocados, e um dos setores mais indefinidos é a lateral esquerda, que já teve 11 jogadores convocados desde o Mundial do Catar. Um dos concorrentes na posição é Caio Henrique , jogador do Monaco, da França, que esteve presente nas últimas três listas de Carlo Ancelotti. Aos 28 anos, o jogador começou a carreira no meio de campo, migrou para a lateral e vem sendo escalado também como zagueiro em seu clube. Em entrevista exclusiva ao ge , Caio Henrique apontou a polivalência como um trunfo para ganhar espaço na Seleção e celebrou a fase vivida: – Estou na minha melhor fase, tanto profissionalmente como fora de campo também. As coisas vêm acontecendo pra mim. 1 de 1 Lateral-esquerdo Caio Henrique em treino da seleção brasileira — Foto: Rafael Ribeiro / CBF Lateral-esquerdo Caio Henrique em treino da seleção brasileira — Foto: Rafael Ribeiro / CBF Mais notícias da Seleção: + Casemiro diz que Seleção não pode abrir mão de Neymar + Novato, Luciano Juba sonha com Copa e relembra trajetória: "Nunca desisti" Nesta data Fifa, quando a Seleção enfrentará Senegal e Tunísia, Caio Henrique terá a concorrência de Alex Sandro e Luciano Juba. Para o jogador do Monaco, não é apenas o Brasil que vem enfrentando dificuldades em encontrar laterais. Na visão dele, essa é uma carência global e tem relação com a formação dos atletas: – Acho que isso é mundial. Até mesmo quando você vai numa pelada de bairro, numa escolinha de futebol, se você perguntar, quase ninguém quer ser lateral, né? Todo mundo quer jogar do meio pra frente – opinou. Confira abaixo o bate-papo com Caio Henrique! “Hoje em dia as duas laterais no futebol mundial são um pouco carentes”, diz Caio Henrique Você teve a primeira convocação com o Fernando Diniz, em 2023, sofreu uma lesão no joelho, e retornou agora com o Carlo Ancelotti, estando presente nas três últimas convocações. Como avalia seu momento? – Estou com muito mais experiência, mais rodagem, mais bagagem. Mas, ao mesmo tempo, acho que eu estou na minha melhor fase, tanto profissionalmente como fora de campo também. As coisas vêm acontecendo pra mim. Ultimamente eu consegui voltar a jogar em alto nível. Eu tive no passado uma lesão séria de joelho, e a gente sabe que é difícil quando você volta, muitas vezes demora um pouquinho pra você engrenar, pegar o ritmo da equipe. E foi mais ou menos o que aconteceu comigo. Mas hoje eu estou 100%, consegui me recuperar bem. E acho que esse chamado para a seleção prova o trabalho que eu estou fazendo no Monaco, toda a dedicação que eu tenho com o clube. Espero seguir fazendo o meu trabalho bem aqui pra continuar tendo chance na seleção. Como enxerga a disputa por vaga na sua posição? – Acho que ainda está muito em aberto, né? A gente tem a percepção que o mister está fazendo bastante testes, né? Desde quando ele começou com as convocações, foram muitos jogadores, não só na lateral esquerda, mas também em outras posições. Nós, jogadores, temos que estar bem nos nossos clubes porque o mister sempre deixa claro pra gente que vai ser chamado quem estiver performando nos seus clubes, quem estiver bem fisicamente. Ele quer atletas que estejam 100%, tanto a nível técnico, como a nível físico pra poder ajudar a seleção. Acho que isso é o mais importante, é o que eu procuro estar fazendo aqui, me cuidar. – A gente sabe que é uma reta final, faltam poucos amistosos, na verdade quase não vai ter mais tempo para testes. Então cada oportunidade é uma oportunidade de ouro, seja (jogando por) cinco, 10 minutos. Quando você entra, você tem que se dedicar ao máximo. Já foram 11 laterais-esquerdos convocados neste ciclo de Copa. Por que ninguém consegue se firmar? – Hoje em dia as duas laterais no futebol mundial são um pouco carentes. A gente tem poucos laterais que estão performando em alto nível. Acho que existe uma grande oscilação nessa posição. Mas parte também é um pouco de preferência do treinador, às vezes do sistema tático. Tem alguns jogadores que não se adaptam, jogam de formas diferentes em seus clubes. Talvez isso possa ser uma das razões. Mas o ciclo também serve para testes, né? Também tivemos outros nomes surgindo ao decorrer dessa preparação. – O ciclo já está quase se encerrando, a gente tem essa percepção também, quando nós estamos lá na seleção, o estafe sempre conversa com a gente, que agora são os últimos detalhes. Poder fazer parte desse momento final pra mim é muito importante porque a gente tem tanto jogador de qualidade e você está ali no bolo brigando por uma vaga, isso que eu acho que é o mais importante. É interessante você falar que essa é uma carência mundial. Jogando na Europa há tanto tempo você percebe isso? – Acho que isso é mundial. Até mesmo quando você vai numa pelada de bairro, numa escolinha de futebol, se você perguntar quase ninguém quer ser lateral, né? Todo mundo quer jogar do meio para frente. Acho que a molecadinha nova não tem isso na cabeça, muitas vezes um jogador que é muito bom tecnicamente, só que é mais franzino, acaba perdendo espaço quando vai subindo de categoria, eles vão recuando, isso acontece muito. Desde a formação a gente está bem carente mesmo de lateral, acho que as pessoas que trabalham com futebol de base têm que pensar mais nisso, começar a inserir isso na cabeça dos jogadores jovens, que é uma posição carente, e para quem quer ser profissional talvez seja um bom caminho você jogar numa lateral. Não só numa lateral, acho que o jogador hoje também tem que ser completo, poder atuar em outras posições. Mas eu vejo uma carência muito grande no futebol mundial. Você começa a carreira no meio de campo, recua e, atualmente, tem atuado até mesmo como zagueiro. Essa polivalência pode ser um diferencial para ir à Copa? – Com certeza, vejo isso com bons olhos. Recentemente nós mudamos de treinador (no Monaco), e o novo técnico joga numa linha de três atrás. A gente vive um momento com muitos lesionados, e os outros jogadores que são da posição são jovens, com pouca experiência. A gente teve uma conversa, nos últimos jogos eu comecei a atuar ali como terceiro zagueiro pela esquerda. É uma posição que eu me sinto bem. E acho que isso é um trunfo porque muitas vezes, dependendo do jogo, o treinador pode pedir para mudar o sistema e você já está adaptado, você já sabe jogar numa posição diferente, ajuda muito, né? Hoje é muito importante o jogador saber fazer mais de duas posições, uma ou duas posições no mínimo. E eu me sinto muito bem nessa linha de três, é um sistema novo pra mim, mas muito confortável. E talvez seja um trunfo pra mim nessa corrida por uma vaga. Caio Henrique aposta em polivalência para estar na Copa de 2026 E na Seleção o Ancelotti tem dado mais liberdade para o lateral direito e "segurado" o esquerdo... – Exatamente. Nos últimos jogos com o mister o lateral direito teve mais liberdade para atacar e o lateral esquerdo ficou um pouco mais na boa, mais por trás, organizando as jogadas. Isso já era uma forma de como ele trabalhava no Real Madrid. Eu assistia muitos jogos do Real Madrid e via isso também, a lateral esquerda ia mais na boa. Então acho que pra mim isso também pode ser bom, porque numa linha de três você está mais preocupado em defender do que criar jogadas. Esse foco e atenção na defesa pode me ajudar quando eu estiver vestindo a camisa da seleção também, porque é uma posição mais ou menos parecida. Você teve duas oportunidades, mas a única como titular foi contra a Bolívia, na altitude de El Alto, um cenário muito atípico. Houve alguma sinalização de que você teria chance de iniciar um jogo em condições normais? – Olha, ele (Ancelotti) não falou nada comigo , mas com certeza o mister é um cara inteligente, ele sabe que aquele jogo não foi parâmetro. Realmente é desumano jogar naquela altitude. A gente passou muito mal mesmo, em tudo que é relacionado ao jogo. Mas acho que ele é um cara coerente. Ele viu que, apesar das dificuldades que nós enfrentamos, todos os jogadores que saíram jogando ou que entraram durante o jogo se esforçaram ao máximo. Pode ser também que isso tenha pesado um pouco, ele chamar a gente novamente para poder testar em condições "reais". – O estafe dele também observa muito os jogos nossos nos clubes, estão sempre mandando mensagem, perguntando ao clube como a gente está fisicamente, os doutores da seleção também, perguntam se estamos com alguma dor, algum problema físico. Então, acho que tudo isso vem sendo observado e eu espero ter a minha chance, estou trabalhando forte para isso. E se essa chance vier, espero aproveitar da melhor forma. Como tem sido a relação com o Ancelotti? – É uma relação tranquila, pelo que eu também vejo dos outros jogadores, ele é uma pessoa muito próxima do jogador. Eu nunca tive uma conversa só eu e ele pessoalmente, mas muitas vezes no campo ou fora do campo ele me dá alguns toques, faz algumas perguntas pra mim, sobre como que eu estou me sentindo no clube, como que está sendo jogar na França. Algumas vezes pergunta como que como que eu jogo, qual é a minha posição, minha função dentro do elenco do Monaco. Essa relação entre ele e os jogadores é muito próxima e acho que isso é benéfico para o atleta, isso mostra que ele se importa, uma conexão entre treinador e jogador que muitas vezes faz a diferença. O que espera nesses jogos contra Senegal e Tunísia? – Eu vejo duas equipes muito fortes. Vão ser jogos complicados. Já não tem mais aquela moleza no futebol, todos os times hoje em dia sabem jogar. Senegal, principalmente, é uma equipe que a maioria dos jogadores atua nas grandes ligas da Europa, tem muitos jogadores de qualidade. Mas, por outro lado, também, acho que nossa equipe tem jogadores muito bons. E, com certeza, se a gente conseguir fazer aquilo que o mister pede, todo mundo estiver 100% concentrado e focado no objetivo, a gente tem tudo para fazer um grande jogo. Vai ser interessante. Na última data FIFA a gente jogou contra duas seleções asiáticas (Coreia do Sul e Japão), que também vão estar presentes na Copa, e agora vamos jogar com duas seleções africanas, é importante porque muitas vezes muda bastante o jeito de jogar, o jeito de se comportar em campo. É um grande teste para a gente, mas acho que temos tudo para fazer uma grande data FIFA e sair com duas vitórias. + CLIQUE AQUI e veja mais notícias da Seleção