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Análise dos Times

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GE Globo Renata Londero Thaís Villa OMS

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Cris Perroni explica quanta água beber no dia a dia e durante a prática esportiva Com a chegada do verão, aumenta a preocupação com as altas temperaturas e seus efeitos no organismo, especialmente a enxaqueca . Nos dias muito quentes, o corpo desidrata mais rápido, o que pode desencadear ou intensificar as dores de cabeça. Além disso, a exposição excessiva ao calor dificulta a regulação da temperatura corporal, gerando um estresse extra que favorece as crises. + EU Atleta ganha canal no WhatsApp; veja como seguir + Correr no calor: entenda o que acontece com seu corpo + O que acontece no corpo quando fazemos exercício no calor Quando a temperatura do corpo sobe, especialmente em ambientes quentes, o organismo intensifica a transpiração para regular sua temperatura interna. Esse processo resulta na perda rápida de água, o que pode levar à desidratação, um dos fatores que desencadeia a enxaqueca. A perda de líquidos pode provocar alterações no volume sanguíneo e na pressão arterial, condições que favorecem o surgimento de uma crise. 1 de 2 Crises de enxaqueca impactam a rotina do paciente — Foto: iStock Crises de enxaqueca impactam a rotina do paciente — Foto: iStock Pesquisadores dos Estados Unidos descobriram que as altas temperaturas, intensificadas pelas mudanças climáticas, podem estar relacionadas ao aumento na frequência de enxaqueca em pessoas que já têm o diagnóstico. O estudo publicado em 2024 descobriu que, para cada aumento diário de temperatura de 10 graus Fahrenheit, houve um aumento de 6% na ocorrência de dores de cabeça. A exposição ao calor também pode aumentar a hiperexcitabilidade de certas regiões do cérebro, isto é, há maior sensibilidade ao desencadeamento de crises de dor de cabeça. Não é possível afirmar que o calor tenha uma ação direta sobre o cérebro; é o conjunto de alterações provocadas pelas altas temperaturas no organismo — como desidratação e dilatação dos vasos sanguíneos — que torna o cérebro mais suscetível à ocorrência de crises. + Onda de calor exige atenção a hidratação e treino; veja cuidados Como diferenciar a dor de cabeça? Segundo a neurologista Renata Londero, a dor de cabeça é qualquer dor que ocorre na região dos olhos, testa e couro cabeludo . A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça latejante, com duração entre quatro e 72 horas e que ocorre mais frequentemente em uma lado da cabeça — o lado pode mudar de uma crise para outra. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 30 milhões de brasileiros e cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com a enxaqueca. Além da dor moderada a forte, a enxaqueca está associada ao menos um desses dois conjuntos de sintomas: náuseas e/ou vômito e intolerância à luz e/ou sons (ruídos). Existem alguns componentes que podem desencadear a dor: — A enxaqueca tem um componente hereditário e um componente ambiental. Isso significa que há uma influência genética, mas que não é absoluta. Filhos de pessoas com enxaqueca têm mais chance de ter enxaqueca, mas não necessariamente terão — explica a neurologista. + Dieta saudável e prática de exercícios podem amenizar crises de enxaqueca + Yoga como tratamento complementar no combate à enxaqueca A cefaleia tensional é outro tipo de dor de cabeça bastante comum na população. É mais leve, com dor impressão e acomete os dois lados da cabeça. É frequentemente desencadeada por privação de sono, estresse e ficar sem se alimentar. Vale destacar que esses mesmos fatores também podem ser gatilhos para enxaqueca. Dicas para evitar a enxaqueca em dias quentes A hidratação é uma das principais formas de diminuir a incidência de crises de enxaqueca . Evitar horários de pico de exposição solar, entre 10h e 16h Utilizar chapéus, bonés e óculos escuros para proteção contra o sol, já que pessoas com enxaqueca costumam ser mais sensíveis à luz. 2 de 2 Bebendo água eu atleta — Foto: Istock Getty Images Bebendo água eu atleta — Foto: Istock Getty Images Saiba quando buscar ajuda médica Caso a dor de cabeça persista por mais de três dias por mês de forma repetida por mais de três meses, é necessário buscar ajuda. No caso do diagnóstico de enxaqueca, medicamentos específicos e orientações profissionais vão ajudar no controle dos sintomas e das crises. Um tratamento inicial adequado previne o surgimento de complicações na vida do paciente. A neurologista Thaís Villa cita questões vasculares, alterações no sono, problemas cognitivos e outras consequências em caso de cuidados inadequados. Ela ainda ressalta que o tratamento deve ser realizado de forma individualizada e multidisciplinar, combinando terapias com medicamentos e ajustes no estilo de vida para proporcionar bem-estar por meio do controle da dor. Fontes: Renata Londero é neurologista, especialista em Cefaleia. É coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia e da International Headache Society, Coordenadora do Ambulatório de Cefaleia do HCPA, Mestre e Doutora em Ciências Médicas pela UFRGS. Thaís Villa é idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Neurologista, com Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022).